DISPUTA MESA AL-MT

ELEIÇÃO DA MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA VIRA ‘CAMPO DE GUERRA’; BATALHAS INTENSAS

Grupo de Max, que atualmente conta com apoio já propalado de 13 votos, manteria o compromisso e emplacaria Riva para a 1ª secretaria.

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Política

Foto Angelo Varella Secom AL-MT

Nunca houve uma disputa tão acirrada como será  a próxima eleição para os novos membros da Mesa Diretora da Asssembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT). Disputa pelos cargos da Mesa Diretora está acirradíssima, ganhou novos contornos nessa semana e tem deputado que já prometeu que o pau vai quebrar até o dia das eleições. O grupo que já havia, consensualmente, escolhido Max Russi (PSB), parece que sofreu um inesperado revés, e que pode sim, levar a disputa antes tida por aclamação, a ter um novo adversário. Isso porque o grupo do governador Mauro Mendes (UNIÃO) está tentando emplacar o vice-líder, Beto Dois a Um (União), como futuro 1º secretário entre os cargos da Mesa. Posto prometido, inicialmente, à Janaina Riva (MDB).

Júlio Campos (União), que já manifestou anteriormente o desejo de presidir o Parlamento mato-grossense, encabeçaria uma chapa com Beto Dois a Um na vaga de 1ª secretaria. Já o grupo de Max, que atualmente conta com fictícios 13 votos, manteria o compromisso e emplacaria Riva para a 1ª secretaria. “Hoje temos um grupo definido e poderá ter outra chapa. A outra chapa surgirá, pois há dez deputados que ainda não se manifestaram. Até dia 7 de agosto tudo é possível e o pau vai quebrar”, emendou Júlio Campos.

Alguns parlamentares consideram a intervenção do Paiaguás na disputa como algo inoportuno e, tal atitude, já foi duramente criticada e vista com certa preocupação por aqueles que falaram sobre o assunto. “Nós, como deputados, não podemos admitir isso, porque nós estaremos admitindo que para os próximos dois anos, nós teremos aqui o governador Mauro Mendes sentado na 1ª Secretaria. Beto acabou de chegar, Janaina está no terceiro mandato. Então, ele tem que ter um pouco de paciência e esperar sua vez”, reclamou Valdir Barranco (PT).

Diego Guimarães defendeu que o grupo deverá seguir unido em prol da chapa Max e Janaina Riva. “Eu tenho apoiado a Janaina, acredito que chegou a vez dela, ela merece ocupar esse espaço dentro da Mesa. Mas é uma decisão que os 24 deputados têm que participar, não é uma decisão nada impositiva, não é algo que tem que ser obrigatório que todos os 24 ajam como o Diego. É a minha opinião, e aí a gente vai procurar dentro desse grupo poder formar um consenso”.

Deputado Carlos Avallone (PSDB), em uma resposta diplomática, já disse que a intervenção do governador não é muito usual, mas que cada eleição possui suas próprias características. “Na política, essa intervenção é natural, todos têm interesses e querem participar. Normalmente, o governo tem dificuldades para aprovar nomes dentro da Assembleia, mas cada eleição é única e tem suas particularidades”.

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Assembleia Legislativa instala Câmara Setorial para ampliar atendimento às pessoas com obesidade

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) instalou, nesta quinta-feira (22), a Câmara Setorial Temática (CST) de Atenção à Obesidade no Estado de Mato Grosso. A iniciativa, proposta pelo deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil), atende a uma solicitação da Associação Mato-grossense de Obesidade (AMO) e tem como objetivo discutir e propor políticas públicas para melhorar a prevenção, o tratamento e o acompanhamento das pessoas com obesidade. A instalação ocorreu na Sala de Reuniões das Comissões “Deputado Oscar Soares”.

Criada por meio do Requerimento nº 532/2026 e constituída pelo Ato nº 0752/2026, a CST terá prazo de funcionamento de 180 dias, prorrogável por igual período. Nesse período, os membros deverão estudar os principais problemas enfrentados pelos pacientes, avaliar os serviços disponíveis na rede pública de saúde e apresentar propostas que possam ampliar o acesso ao tratamento e garantir melhor qualidade de vida à população.

Uma das principais preocupações apresentadas durante a instalação foi a dificuldade de acesso às cirurgias reparadoras, procedimentos realizados para retirar o excesso de pele após uma perda significativa de peso, especialmente entre pacientes que passaram pela cirurgia bariátrica.

A presidente da CST e da Associação Mato-grossense de Obesidade (AMO), Juvelina de Campos Nunes, destacou que, embora Mato Grosso tenha avançado na oferta de cirurgias bariátricas, muitos pacientes continuam enfrentando dificuldades para concluir o tratamento.

Segundo ela, somente nos últimos dois anos, o Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, realizou cerca de cinco mil cirurgias bariátricas. O número, apresentado pela representante da associação, reforça a preocupação com a demanda por procedimentos reparadores nos próximos anos.

“Hoje temos vários hospitais que realizam a cirurgia bariátrica, mas existe uma lacuna muito grande no tratamento. A pessoa emagrece, passa por todo o processo de recuperação, mas o que ela vai fazer com o excesso de pele? Essa é uma parte muito dolorosa, que afeta a autoestima, os relacionamentos e a vida social. Precisamos que o poder público compreenda que a cirurgia reparadora também faz parte desse tratamento”, afirmou Juvelina.

A presidente relatou ainda que, conforme levantamento realizado por ela em 2023, havia mais de cinco mil pacientes na fila por cirurgias reparadoras no Hospital Municipal de Cuiabá. Para Juvelina, a dificuldade de acesso aos procedimentos pode provocar sofrimento emocional e isolamento social, principalmente entre mulheres.

A luta também faz parte da história pessoal da presidente da AMO. Após chegar aos 165 quilos, Juvelina passou por uma cirurgia bariátrica em 2004 e conseguiu reduzir significativamente o peso. Entretanto, precisou recorrer à rede privada e a ações judiciais para realizar parte das cirurgias reparadoras.

“Eu tive a oportunidade de fazer as minhas cirurgias, mas não desisto dos meus associados que não têm essa condição. Precisamos trazer para o legislador a nossa dor, as nossas necessidades e dificuldades. Se não mostrarmos essa realidade, como vão saber que estamos sofrendo e que precisamos de políticas públicas? “, questionou.

Prevenção e tratamento – Além das cirurgias reparadoras, a CST pretende discutir ações de prevenção à obesidade desde a infância, incentivo à alimentação saudável e ampliação das alternativas de tratamento, incluindo o acompanhamento médico e o uso de medicamentos quando indicados.

Durante a reunião, o médico Hélio Marcelo Pesenti Sandrin, especialista em Cardiologia e Clínica Médica, destacou que a obesidade é uma doença crônica que exige atenção contínua e pode contribuir para o desenvolvimento de diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.

Ele também defendeu que o enfrentamento da obesidade não fique restrito aos procedimentos cirúrgicos ou ao uso de medicamentos emagrecedores, mas inclua diagnóstico precoce, acompanhamento profissional e ações educativas.

“As canetinhas vieram para ajudar, mas não vão fazer milagres. Precisamos compreender que a obesidade é uma doença séria, que deve ser controlada. É fundamental trabalhar a prevenção e garantir que essas pessoas tenham acompanhamento adequado”, ressaltou Sandrin.

A procuradora aposentada do município de Cuiabá, Sônia Cristina Mangoni de Oliveira Lelis, integrante da CST, chamou a atenção para o preconceito enfrentado pelas pessoas com obesidade e para os impactos emocionais provocados pela cobrança de padrões estéticos.

“Infelizmente, nossa sociedade ainda é muito gordofóbica. Muitas pessoas deixam de participar de atividades e de conviver socialmente porque não se sentem bem com a própria aparência. Precisamos lutar pelos direitos dessas pessoas e garantir que tenham acesso ao atendimento de que necessitam”, afirmou.

O médico Gunther Peres Pimenta, membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, e o delegado Bruno Lima Barcellos, relator da CST, participaram de forma virtual e colocaram suas experiências profissionais à disposição dos trabalhos da Câmara Setorial.

Composição da CST:

Presidente: Juvelina de Campos Nunes – Presidente da Associação Mato-grossense de Obesidade – AMO.

Relator: Delegado Bruno Lima Barcellos.

Secretária: Silvana Aparecida Gadani de Arruda – Vice-Presidente da AMO.

Membros:

1. Dr. Gunther Peres Pimenta – CRM 3196, RQE 380 e 8327 – Titular do Colégio de Cirurgiões e Titular da

Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica;

2. Dr. Regis Vilela Leal – CRM-MT 6233, RQE 2966/5171/5520/6254 – Titular do Colégio Brasileiro de

Cirurgiões e Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica;

3. Dr. Tarsis Miyabara – CRM 7860, RQE 4555 – Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, com atuação em

cirurgia videolaparoscópica, cirurgia bariátrica e metabólica e cirurgia robótica;

4. Dr. Ismael Carvalho – CRM/MT 3985, RQE 2481 – especialista em Cirurgia Plástica;

5. Dr. Hélio Marcelo Pesenti Sandrin – CRM-MT 1047, RQE 6867/6866/2510/6823 – especialista em

Cardiologia e Clínica Médica, com atuação também em Medicina Intensiva e Pneumologia;

6. Dr. Marcus Antônio Godoy – Cardiologia – CRM-MT 3499 / RQE 1562;

7. Dra. Sônia Cristina Mangoni de Oliveira Lelis – Procuradora Municipal – OAB/MT 3942;

8. Antero Paes de Barros Neto – radialista e jornalista.

Fonte: ALMT – MT



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