Política
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O Governo de Mato Grosso entregou, nesta quarta-feira (07.07), a nova sede do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea).
O novo espaço está localizado no prédio da antiga Secretaria de Estado de Educação. O local continua em obras para abrigar a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e as autarquias e empresas vinculadas.
“O Indea cumpre um importante papel para o agronegócio mato-grossense. Nós investimos na infraestrutura interna porque queremos um órgão mais eficiente, que preste um serviço melhor para o cidadão”, afirmou o governador
O prédio passou por diversas adequações estruturais e recebeu novos mobiliários, equipamentos e climatização.
Os investimentos totalizam R$ 2,9 milhões, oriundos de parceria entre o FASE/MT (Fundo Mato-grossense de Apoio à Cultura da Semente) e o FESA (Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso).
O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, afirmou que além do Indea, o novo prédio vai abrigar também a própria Sedec, a Companhia Mato-Grossense de Mineração (Metamat), a Companhia Mato-grossense de Gás (MT Gás) e a Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso (Desenvolve MT).
“Com a Sedec e todas as autarquias vinculadas funcionando no mesmo espaço, vamos conseguir dinamizar ainda mais o trabalho e dar maior eficiência aos serviços, além de reduzir os custos, pois não precisaremos pagar aluguel de nenhum espaço”, explicou.
De acordo com a presidente do Indea, Emanuele de Almeida, a nova estrutura oferece um ambiente de trabalho adequado para os servidores atuarem.
“Casa nova, tudo novo, ambiente integrado, harmonizado. A equipe toda agradece por essas melhorias nas estações de trabalho, nos mobiliários, e também por poder atender melhor os contribuintes que nos procuram”, destacou.
O presidente do FASE/MT, Gutemberg Silveira, reforçou que o fundo e o Indea tem trabalhado em parceria para o desenvolvimento das atividades, e esse investimento é mais um exemplo de que a parceria público-privada pode trazer bons resultados.
“A gente entende que a segurança fitossanitária do estado é muito importante, tanto a vegetal quanto a animal. E esse trabalho visa dar uma qualidade maior para os funcionários desenvolverem seu trabalho”, concluiu.


Foto Mayke Toscano
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Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.
O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).
Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.
A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.
Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.
Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.
A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.
Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).
Critérios para concessão também foram questionados
Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.
Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.
Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.
Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.
A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.
Câmara poderá derrubar veto
Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.
O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.
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