Maria da penha
Violência contra mulher resulta em 3.541 inquéritos em 2021
Polícia
A Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM), fechou o ano de 2021 com mais de 3,5 mil inquéritos policiais instaurados na unidade. A maioria dos casos são relacionados à violência doméstica e familiar, sendo 309 por descumprimento de medidas protetivas pela Lei Maria da Penha.
Foram abertos no ano passado, 3.541 inquéritos policiais, 4.761 oitivas elaboradas, 116 representações judiciais e 17 prisões.
Quase 2,2 mil medidas protetivas recebidas pela Delegacia da Mulher de Cuiabá, foram requeridas por vítimas atendidas no Plantão 24h de Vítimas de Violência Doméstica e Sexual, além de 682 requeridas na própria Especializada, gerando o número aproximado de 3 mil medidas protetivas requeridas nesta capital.
Todo montante fica sob responsabilidade da Delegacia de Defesa da Mulher quanto a Instauração das Investigações, incidentes processuais e conclusão dos Inquéritos.
A delegada titular da Delegacia da Mulher de Cuiabá, Jozirlethe Magalhães Criveletto, explica que o descumprimento de medidas protetivas ocorre quando o autor ao ser notificado das medidas requeridas pela vítima, insiste em não obedecê-la, muitas vezes praticando novos crimes, além do descumprimento da decisão judicial.
Nas situações em que os agressores insistem nas ameaças, nas perseguições, violam os domicílios para promover ofensas, agressões e outros crimes, abre-se a possibilidade da autoridade policial representar pela prisão preventiva do autor, para que permaneça restringida a sua liberdade haja vista o perigo que oferece à integridade física e psicológica da vítima.
“Nesse sentido, o trabalho realizado pela Delegacia da Mulher é sempre um trabalho de muita responsabilidade com a celeridade no encaminhamento das Medidas Protetivas e, posteriormente, do Inquérito Policial, em decorrência do alto risco de um mal mais grave para a maioria das vítimas que recorre à unidade”, explicou a delegada.

Foto: PJC-MT
Há ainda os procedimentos instaurados na unidade, que foram concluídos 3.303 inquéritos policiais com encaminhamento ao Judiciário, fazendo necessário o empenho de toda uma estrutura de servidores, equipamentos públicos e uma Rede de Atendimento que pode fornecer suporte e fomentar o engajamento sólido de combate à violência contra a mulher estabelecido na Capital. “Hoje vemos que todos os seguimentos de atendimento às vítimas de violência doméstica não somente se empenham na sua atividade fim, mas trabalham juntas na prevenção dos casos”, disse Jozirlethe.
Nova vida para as vitimas
Além de combater à violência, o espaço oferece uma nova visão de futuro para as vítimas, atualmente, a Delegacia da Mulher de Cuiabá trabalha em alguns projetos, como dinâmicas em grupo para vítimas de violência sexual às quartas-feiras, o Projeto DEDM Solidária que leva informações às comunidades de mulheres juntamente com distribuição de roupas e alimentos, bem como o Projeto Cestas de Esperança produzido em Parceria com o Grupo Mulheres do Brasil de Cuiabá.
Nova Estrutura
Em 2021 feita uma nova estrutura da Delegacia da Mulher de Cuiabá, instalada em um novo prédio, ofertando muito mais conforto, dignidade e melhores condições de atendimento não só aos servidores, mas à população de mulheres que necessitam dos serviços da unidade.
Esse prédio tem uma área total de 1,6 mil metros quadrados, sendo 975 metros de área construída para acomodar os cartórios de quatro delegados, além do cartório central, sala de investigadores, atendimento psicossocial, sala de espera para vítimas, um amplo estacionamento, entre outros ambientes. A construção nova e recebeu as adaptações necessárias para abrigar a unidade policial, inclusive com a construção de celas.
Essa unidade especializada conta com um espaço amplo e adaptado para melhor atendimento e acolhimento a vítimas de violência doméstica e familiar, além de proporcionar um ambiente adequado de trabalho para os servidores. O prédio está localizado na Avenida Carmindo de Campos, 2.109, bairro Jardim Paulista (esquina com a Rua Bahia), próximo ao Banco do Brasil.
Polícia
Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento
O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.
De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.
Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.
Defesa contesta autuação
A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.
Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.
A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.
O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.
A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.
Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.
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