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Polícia Militar promove transmissão de comando do 2º Comando Regional em Várzea Grande

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A Polícia Militar do Estado de Mato Grosso realizou, na manhã desta quinta-feira (23.4), a solenidade de passagem de comando do 2º Comando Regional de Várzea Grande, no auditório do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), na região metropolitana de Cuiabá. O evento marcou a transição de liderança com a saída do coronel Januário Antônio Edwiges Batista e a posse do coronel Ricardo de Almeida Mendes.

O 2º Comando Regional possui uma abrangência estratégica, sendo responsável pelo policiamento tático e ostensivo não apenas em Várzea Grande, mas também nos municípios de Jangada, Nossa Senhora do Livramento, Poconé, Rosário Oeste e Nobres. O comandante-geral adjunto da Polícia Militar, coronel André Wilian Dorileo, destacou o trabalho desenvolvido pelo coronel Januário e ressaltou o compromisso em manter os resultados alcançados no combate à criminalidade, em pouco mais de dois anos no cargo.

“O coronel Januário conduziu o 2º Comando Regional com elevado profissionalismo, demonstrando capacidade operacional e técnica em todas as ações. Sua gestão foi marcada por avanços importantes na segurança pública da região, sempre com foco na eficiência e na proximidade com a sociedade”, afirmou.

O coronel Dorileo também ressaltou a competência técnica e operacional do coronel Mendes, que passa a assumir a função. “O coronel Mendes assume com a missão de dar continuidade ao trabalho sério desenvolvido na região, trazendo sua vasta experiência e o profissionalismo reconhecido de sua carreira para fortalecer ainda mais as ações de segurança em Várzea Grande e nas cidades vizinhas, visando à prevenção de crimes e à manutenção da ordem pública”, enfatizou.

Ao se despedir da função, o coronel Januário agradeceu a confiança da instituição e o apoio recebido ao longo do comando. “Encerrar este ciclo à frente do 2º Comando Regional é motivo de gratidão. Tivemos desafios significativos, mas também conquistas importantes, sempre com o empenho de uma tropa dedicada. Agradeço à Polícia Militar pela oportunidade e a todos os policiais que contribuíram para os resultados alcançados”, declarou.

O coronel Mendes ocupava a função de comandante-adjunto do gabinete militar e ajudante de ordens do Governo do Estado. Ele ingressou na carreira militar em fevereiro de 2005. O militar é bacharel em Segurança Pública e Direito. O novo comandante do 2º CR também possui curso operacional do BOPE, curso expedito de Operações no Pantanal pela Marinha do Brasil, no grupamento de fuzileiros, e curso de atirador de precisão da Polícia Federal. O militar também já foi comandante da Força Tática do 1º Batalhão, subcomandante da 8ª Companhia Independente da PM de Campo Verde, entre outros.

Fonte: PM MT – MT



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Bruno Rios registra boletim contra Wanderley e afirma que não responderá por atos do presidente

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O vereador Bruno Rios (PL) registrou um boletim de ocorrência contra o presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), após relatar ter sido ameaçado durante uma sessão legislativa na terça-feira (20). O episódio ocorreu poucas horas depois da deflagração da Operação Cathedra Venalis, que investiga suspeitas de corrupção e compra de votos relacionadas à eleição da Mesa Diretora.

Em entrevista concedida nesta quarta-feira (21), Bruno afirmou que Wanderley deu um tapa em seu ombro esquerdo e disse que ele iria “pagar”. O vereador declarou que não aceita ser responsabilizado pelas investigações que atingem o presidente do Legislativo.

“Ele me falando: ‘Você vai me pagar, meu filho’. Naquele momento, eu simplesmente indaguei: ‘Pagar o quê? O que eu estou te devendo?’. Não estou te devendo nada. Não adianta o senhor querer procurar em mim culpado pelos seus atos”, relatou.

Bruno afirmou que pretende encaminhar o registro policial aos responsáveis pela investigação. Segundo ele, a abordagem ocorreu em meio à repercussão da operação do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), que colocou Wanderley entre os alvos.

“Eu respondo pelos meus atos e não pelos seus atos. Eu acredito que tudo que está acontecendo foi em decorrência dos atos dele e do grupo dele, pelo formato de fazer aquela política”, declarou.

Durante a entrevista, Bruno também negou ter sido responsável pela denúncia que deu origem à investigação do Gaeco. Ele explicou que sua atuação contra Wanderley ocorreu por meio de medidas judiciais relacionadas à eleição da Mesa Diretora.

“Eu sou autor da ação no STF e dos mandados de segurança. Desses eu sou autor”, afirmou.

O parlamentar disse ainda que não teve acesso integral ao inquérito e que busca consultar os documentos para compreender os elementos reunidos pelos investigadores.

A Operação Cathedra Venalis apura suspeitas de compra de votos, corrupção e possível atuação de uma organização criminosa na disputa pelo comando da Câmara de Várzea Grande. A ação cumpriu mandados de busca e apreensão contra vereadores do município e também alcançou parlamentares de Cuiabá.

Disputa pela Mesa Diretora continua

Além do boletim de ocorrência, Bruno voltou a cobrar a convocação de uma nova eleição para a Mesa Diretora. A votação realizada em maio, que terminou com a vitória de Wanderley por 12 votos a 11, foi anulada posteriormente pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O vereador sustenta que o presidente precisa convocar um novo pleito e afirma que o grupo liderado por Lucas do Chapéu do Sol (PL) mantém a candidatura para a disputa.

“A eleição está nula e ele tem que convocar a nova eleição”, declarou.

Bruno também criticou a articulação política que antecedeu a votação de maio e questionou a realização de uma reunião de vereadores em uma chácara antes do pleito. Segundo ele, o grupo de Wanderley teria alimentado a expectativa de que a prefeita Flávia Moretti (PL) seria cassada pela Justiça Eleitoral e que integrantes do grupo poderiam ocupar cargos na administração municipal. Essas afirmações representam a versão do vereador e não devem ser confundidas com fatos comprovados pela investigação.

O boletim de ocorrência formaliza a denúncia de Bruno sobre a suposta ameaça. A apuração do episódio e das suspeitas relacionadas à eleição da Mesa Diretora cabe às autoridades competentes.



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