Polícia
Polícia Militar apreende armas de fogo e localiza suspeitos que cometeriam homicídio em Cáceres
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Equipes da Polícia Militar localizaram dois homens e impediram a execução de um homicídio, na madrugada desta sexta–feira (15.5), em Cáceres. Na ação, duas armas foram apreendidas após os suspeitos enfrentarem a abordagem policial e morrerem após confronto. Um dos criminosos já havia sido preso por homicídio, nesta semana, no município.
Conforme o boletim de ocorrência, durante execução da Operação Território Livre, as equipes policiais receberam denúncias sobre dois homens que estavam em suspeita, no bairro Vila Irene. Segundo as informações, a dupla estava em uma motocicleta Suzuki preta, observando uma residência e consultando constantemente os celulares.
Diante das informações, as equipes do 6º Comando Regional e do Batalhão de Operações Especiais (Bope) se deslocaram ao endereço informado e flagraram a ação dos suspeitos. Os militares iniciaram a abordagem e foram atacados com tiros pelos criminosos, revidando a ação e atingindo os suspeitos.
Após os disparos, os suspeitos foram detidos com sinais vitais e encaminhados para o Hospital Regional de Cáceres, mas morreram na unidade de saúde. Com eles, foram apreendidos duas armas de fogo, sendo dois revólveres de calibre .38 com munições intactas e deflagradas.
Os criminosos foram identificados como Wellison César Silva de Almeida, de 44 anos, e Gabriel Costa de Souza, de 17 anos.
Os policiais identificaram que os dois suspeitos são membros de facção criminosa e que Wellison já havia sido preso em flagrante, na madrugada de segunda-feira (11), pelo homicídio que vitimou Guilherme Gustavo Gonçalves, de 25 anos, dentro de um bar de Cáceres.
Além das armas apreendidas, a motocicleta utilizada pelos criminosos também foi encaminhada para a delegacia de Cáceres para registro da ocorrência e demais providências.
O local do confronto foi isolado para trabalhos da Polícia Judiciária Civil, Perícia Oficial e Identificação Técnica e da Corregedoria da Polícia Militar.
Fonte: PM MT – MT
Polícia
Dia Nacional da MPB resgata história de resistência e inovação da música brasileira
O Brasil celebra, neste sábado, o Dia Nacional da Música Popular Brasileira, instituído por meio da lei federal 12.624, de 2012. A data escolhida, 17 de outubro, é em alusão ao nascimento da compositora e Chiquinha Gonzaga, mulher vanguardista que, em 1899 compôs a canção que conhecemos como primeira marchinha: Ô, Abre Alas.
A MPB, que conhecemos como gênero musical, não é filha diretamente da produção de marchinhas ou choros, grandes composições de Chiquinha Gonzaga. Nasceu em meados da década de 1960, como evolução da bossa nova. O grande marco é a música Arrastão, com letra de Vinicius de Moraes e música de Edu Lobo, composta em 1965 e vencedora do 1º Festival da Música Popular Brasileira da TV Excelsior, na voz de Elis Regina.
Quem conta à Rádio Assembleia o contexto do surgimento da MPB é a professora Doutora do curso de Música da UFMT, Teresinha Prada.
E o diferencial desse gênero que surge pós bossa nova era propor experimentações de misturas de sonoridade que demonstram a pluralidade cultural brasileira. Buscava também o pertencimento nacional, privilegiando o violão, em detrimento da guitarra elétrica. Que também não ficou fora da MPB por muito tempo, pois foi incorporada ao gênero musical pelos tropicalistas, como Gilberto Gil e Caetano Veloso.
O surgimento da MPB, durante a ditadura militar brasileira, também é uma resposta poética e de contestação ao regime.
Dessa maneira, a sigla MPB passa a incorporar literalmente toda produção musical popular no Brasil, sendo reconhecida por artistas como Chico Buarque, Nara Leão e Geraldo Vandré, que privilegiam o violão, incorpora o choro e o samba, que são gêneros musicais anteriores à MPB, agrega mais instrumentos sonoros e abraça nomes como Rita Lee, Clara Nunes, Alceu Valença, Djavan, Tim Maia, Belchior e tantos outros, que experimentam o rock, o samba de terreiro, o baião, o soul e toda a riqueza cultural brasileira.
Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência
Foto: Helder Faria
Mato Grosso também contribui para a produção da Música Popular Brasileira, trazendo as identidades próprias do Estado, adicionando regionalismos e compondo a grande diversidade sonora do país, que chamamos de brasilidades.
Amor e Casa é um dos lançamentos mais recentes da cantora e compositora mato-grossense Lorena Ly, que também conversou com a Rádio Assembleia e destaca elementos regionais na composição de sua música.
Karola Nunes é também um dos grandes nomes da MPB produzida em Mato Grosso, seja na carreira solo, seja em grupos e bandas, como o grupo de samba Sasminina e a banda Calorosa.
Ao som de Malemá Tentiano, da Banda Calorosa, convidamos você, ouvinte da Rádio Assembleia, para continuar sintonizado, que aqui você vai ouvir a grande diversidade da MPB e o melhor da música mato-grossense.
Priscila Mendes, para a Rádio Assembleia
Fonte: ALMT – MT
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