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POLÍCIA FEDERAL DEFLAGRA OPERAÇÃO CONTRA FRAUDADORES EM AUXÍLIO PESCADORES

As ordens foram expedidas pela 5º Vara da Justiça Federal de Cuiabá.

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Foto PF

Polícia Federal e a Caixa Econômica Federal (CEF) deflagraram na manhã desta sexta-feira (16), a Operação Menecmas-2024, que tem como objetivo desarticular um esquema fraudulento em contas sociais beneficiárias, entre elas, do Seguro Defeso – para quem vive de pesca artesanal.

Assessoria de imprensa do órgão divulgou que já foram cumpridos 9 mandados de busca e apreensão nas cidades de Cuiabá, Rondonópolis e Redenção, no Pará. As ordens foram expedidas pela 5º Vara da Justiça Federal de Cuiabá.

Com as apreensões, a PF busca obter provas que reforçam os indícios, já existentes no inquérito policial, sobre a participação dos servidores da CEF.

Investigação começou após uma denúncia de um beneficiário do Seguro Defeso, que procurou o banco para sacar o dinheiro, mas descobriu que outra pessoa já tinha sacado as parcelas.

Vários indícios foram encontrados na base do Projeto Tentáculos da Polícia Federal, implementado em virtude da assinatura do Acordo de Cooperação Técnica com a CAIXA em 2008 e que centraliza todos os processos de contestação de fraudes recebidos diretamente do órgão central da CAIXA em um repositório único de dados, a denominada Base Nacional de Fraudes Bancárias e Eletrônicas.

Esse banco de dados possibilita a verificação de pontos em comum, otimizando os recursos materiais e humanos nas investigações.

Nome da operação

“Menecmas” é a palavra latina que significa sósias. Trata-se de uma alusão às pessoas que se fazem passar pelo titular do benefício ao efetuar o cadastro no CAIXA TEM, bem como se dirigem até as agências bancárias com documentos falsos a fim de realizarem os saques fraudulentos.

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Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento

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O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.

De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.

Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.

Defesa contesta autuação

A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.

Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.

A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.

O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.

A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.

Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.



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