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Polícia Civil esclarece suposto furto de cães que foram resgatados por uma ONG

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema), esclareceu uma situação de suposto furto de cachorros, ocorrido no domingo (2.3), no bairro Boa Esperança em Cuiabá, com a identificação da mulher que pegou os animais. As investigações apontaram, que a mulher, dona de uma ONG, na verdade, não teve a intenção de subtrair os cachorros, mas sim resgatá-los por estarem há alguns dias na rua.

Os fatos ganharam repercussão por meio das redes sociais, após os tutores dos animais solicitarem apoio para localização de três cães domésticos da família. As informações iniciais apontavam que um veículo de cor preta parou em frente a casa no bairro Boa Esperança, pegou os cachorros das raças Akita, Husky e Sthizu, colocou dentro do carro e os levou embora.

Assim que tomou conhecimento dos fatos, os investigadores da Dema iniciaram as diligências, realizando a análise de imagens e oitivas de testemunhas, conseguindo chegar à identificação da mulher responsável por pegar os cachorros.

Em conversa com os policiais, a proprietária da ONG relatou que encontrou os três cachorros na rua, e por acreditar que haviam sido abandonados, levou os animais até uma clínica veterinária, onde passaram por exames. Não sendo constatada nenhuma situação de maus-tratos, ela permaneceu com os animais em sua ONG, com a finalidade de tirá-los da rua.

Na casa da família, foi relatado que em algum momento do dia, os cachorros conseguiram fugir e ficaram nas proximidades da residência, ocasião em que ocorreu o desentendido.

O delegado responsável pelas diligências, Guilherme Pompeo, disse que com o esclarecimento dos fatos foi possível localizar os animais e devolvê-los aos tutores, que já providenciaram uma grade de proteção com o fim de evitar novas fugas.

“Constatada situação se tratou de um mal-entendido, os animais foram recuperados, sem necessidade instaurar procedimento criminal”, explicou o delegado.

Fonte: Policia Civil MT – MT



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Dia Nacional da MPB resgata história de resistência e inovação da música brasileira

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O Brasil celebra, neste sábado, o Dia Nacional da Música Popular Brasileira, instituído por meio da lei federal 12.624, de 2012. A data escolhida, 17 de outubro, é em alusão ao nascimento da compositora e Chiquinha Gonzaga, mulher vanguardista que, em 1899 compôs a canção que conhecemos como primeira marchinha: Ô, Abre Alas.

A MPB, que conhecemos como gênero musical, não é filha diretamente da produção de marchinhas ou choros, grandes composições de Chiquinha Gonzaga. Nasceu em meados da década de 1960, como evolução da bossa nova. O grande marco é a música Arrastão, com letra de Vinicius de Moraes e música de Edu Lobo, composta em 1965 e vencedora do 1º Festival da Música Popular Brasileira da TV Excelsior, na voz de Elis Regina.

Quem conta à Rádio Assembleia o contexto do surgimento da MPB é a professora Doutora do curso de Música da UFMT, Teresinha Prada.

E o diferencial desse gênero que surge pós bossa nova era propor experimentações de misturas de sonoridade que demonstram a pluralidade cultural brasileira. Buscava também o pertencimento nacional, privilegiando o violão, em detrimento da guitarra elétrica. Que também não ficou fora da MPB por muito tempo, pois foi incorporada ao gênero musical pelos tropicalistas, como Gilberto Gil e Caetano Veloso.

O surgimento da MPB, durante a ditadura militar brasileira, também é uma resposta poética e de contestação ao regime.

Dessa maneira, a sigla MPB passa a incorporar literalmente toda produção musical popular no Brasil, sendo reconhecida por artistas como Chico Buarque, Nara Leão e Geraldo Vandré, que privilegiam o violão, incorpora o choro e o samba, que são gêneros musicais anteriores à MPB, agrega mais instrumentos sonoros e abraça nomes como Rita Lee, Clara Nunes, Alceu Valença, Djavan, Tim Maia, Belchior e tantos outros, que experimentam o rock, o samba de terreiro, o baião, o soul e toda a riqueza cultural brasileira.

Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência

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Foto: Helder Faria

Mato Grosso também contribui para a produção da Música Popular Brasileira, trazendo as identidades próprias do Estado, adicionando regionalismos e compondo a grande diversidade sonora do país, que chamamos de brasilidades.

Amor e Casa é um dos lançamentos mais recentes da cantora e compositora mato-grossense Lorena Ly, que também conversou com a Rádio Assembleia e destaca elementos regionais na composição de sua música.

Karola Nunes é também um dos grandes nomes da MPB produzida em Mato Grosso, seja na carreira solo, seja em grupos e bandas, como o grupo de samba Sasminina e a banda Calorosa.

Ao som de Malemá Tentiano, da Banda Calorosa, convidamos você, ouvinte da Rádio Assembleia, para continuar sintonizado, que aqui você vai ouvir a grande diversidade da MPB e o melhor da música mato-grossense.

Priscila Mendes, para a Rádio Assembleia

Fonte: ALMT – MT



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