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Polícia Civil cumpre 60 mandados judiciais na 1ª fase da Operação Incarceratus

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Sessenta mandados judiciais foram cumpridos pela Polícia Civil, por meio da Gerência Estadual de Polinter e Capturas, na primeira fase da Operação Incarceratus, deflagrada no mês de fevereiro deste ano.

Nesta 1ª fase da operação foram priorizados mandados referentes ao tráfico de drogas, roubo, furto, extorsão, violência doméstica, estelionato e organização criminosa. As determinações judiciais cumpridas são decretadas com base em investigações de diversos inquéritos policiais instaurados pela Polícia Civil em Mato Grosso.

Durante os 28 dias correntes de fevereiro, as ordens de prisões preventivas e temporárias contra criminosos ligados a uma facção criminosa instalada no Estado foram cumpridas pela equipe da Polinter, de forma ininterrupta, na Região Metropolitana de Cuiabá.

Foram cumpridos 32 prisões contra pessoas procuradas pela Justiça e que estavam em liberdade. Além de 28 mandados em desfavor de indivíduos que estão sob a custódia do Estado, recolhidos no Complexo Penitenciário Agamenon Lemon Dantas e na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto, e respondem a outros processos criminais.

Conforme a delegada titular da Polinter, Silvia Pauluzi, os policiais civis dedicaram por semanas com foco na identificação e localização do paradeiro de foragidos da Justiça, que praticaram os mais variados crimes e que estão prestes a receber a liberdade condicional, mas que respondem a outros processos e tiveram novas prisões.

A delegada Silvia Pauluzi explica que o cumprimento das ordens de prisão contra aqueles que ainda têm pendências com Justiça, e que estejam cumprindo penas em unidades prisionais, auxilia para que essas pessoas não recebam o benefício da liberdade condicional e continuem recolhidos.

“O trabalho conta com o apoio do Sistema Prisional e contribui para a efetiva aplicação da lei penal”, destacou a delegada Silvia Pauluzi.

Fonte: Policia Civil MT – MT



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Dia Nacional da MPB resgata história de resistência e inovação da música brasileira

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O Brasil celebra, neste sábado, o Dia Nacional da Música Popular Brasileira, instituído por meio da lei federal 12.624, de 2012. A data escolhida, 17 de outubro, é em alusão ao nascimento da compositora e Chiquinha Gonzaga, mulher vanguardista que, em 1899 compôs a canção que conhecemos como primeira marchinha: Ô, Abre Alas.

A MPB, que conhecemos como gênero musical, não é filha diretamente da produção de marchinhas ou choros, grandes composições de Chiquinha Gonzaga. Nasceu em meados da década de 1960, como evolução da bossa nova. O grande marco é a música Arrastão, com letra de Vinicius de Moraes e música de Edu Lobo, composta em 1965 e vencedora do 1º Festival da Música Popular Brasileira da TV Excelsior, na voz de Elis Regina.

Quem conta à Rádio Assembleia o contexto do surgimento da MPB é a professora Doutora do curso de Música da UFMT, Teresinha Prada.

E o diferencial desse gênero que surge pós bossa nova era propor experimentações de misturas de sonoridade que demonstram a pluralidade cultural brasileira. Buscava também o pertencimento nacional, privilegiando o violão, em detrimento da guitarra elétrica. Que também não ficou fora da MPB por muito tempo, pois foi incorporada ao gênero musical pelos tropicalistas, como Gilberto Gil e Caetano Veloso.

O surgimento da MPB, durante a ditadura militar brasileira, também é uma resposta poética e de contestação ao regime.

Dessa maneira, a sigla MPB passa a incorporar literalmente toda produção musical popular no Brasil, sendo reconhecida por artistas como Chico Buarque, Nara Leão e Geraldo Vandré, que privilegiam o violão, incorpora o choro e o samba, que são gêneros musicais anteriores à MPB, agrega mais instrumentos sonoros e abraça nomes como Rita Lee, Clara Nunes, Alceu Valença, Djavan, Tim Maia, Belchior e tantos outros, que experimentam o rock, o samba de terreiro, o baião, o soul e toda a riqueza cultural brasileira.

Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência

Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência

Foto: Helder Faria

Mato Grosso também contribui para a produção da Música Popular Brasileira, trazendo as identidades próprias do Estado, adicionando regionalismos e compondo a grande diversidade sonora do país, que chamamos de brasilidades.

Amor e Casa é um dos lançamentos mais recentes da cantora e compositora mato-grossense Lorena Ly, que também conversou com a Rádio Assembleia e destaca elementos regionais na composição de sua música.

Karola Nunes é também um dos grandes nomes da MPB produzida em Mato Grosso, seja na carreira solo, seja em grupos e bandas, como o grupo de samba Sasminina e a banda Calorosa.

Ao som de Malemá Tentiano, da Banda Calorosa, convidamos você, ouvinte da Rádio Assembleia, para continuar sintonizado, que aqui você vai ouvir a grande diversidade da MPB e o melhor da música mato-grossense.

Priscila Mendes, para a Rádio Assembleia

Fonte: ALMT – MT



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