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Polícia Civil apreende caixas de cigarros contrabandeados em Rondonópolis

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa do município Rondonópolis, prendeu na terça-feira (12.05), um homem de 26 anos pelo crime de contrabando. A ação foi realizada no bairro Jardim Magnólia, em Rondonópolis.

A prisão é resultado de um trabalho investigativo e de inteligência desenvolvido pelos policiais civis, após informações de uma residência utilizada por integrantes de facção criminosa como depósito clandestino de materiais ilícitos.

Com base nas suspeitas a equipe passou a monitorar o local. O trabalho investigativo perdurou por aproximadamente dois meses, e nesse período foi constatado que o imóvel não possuía características de casa habitada, sendo usado exclusivamente para armazenamentos e esconderijos.

As diligências também identificaram que o imóvel não possuía fornecimento regular de água nem sinais de utilização residencial, reforçando a constatação de que funcionava exclusivamente como depósito clandestino.

Na terça-feira (12), foi visualizado o momento em que uma VW Saveiro deixa o endereço, o qual foi abordado pelos investigadores e na carroceria do veículo foram encontradas diversas caixas de cigarros de contrabandeados.

Na ocasião, o condutor veículo confirmou que havia mais produtos armazenados no interior da residência vigiada.

Diante das informações, os policiais civis adentraram no imóvel e localizaram 246 caixas fechadas contendo pacotes de cigarros contrabandeados, além de 252 pacotes de maços avulsos já fracionados para comercialização.

Após o flagrante o veículo utilizado no transporte, toda a mercadoria ilegal, e o suspeito foram encaminhados à Polícia Federal, onde foi lavrado o auto de prisão em flagrante e adotadas as providências cabíveis.

A Polícia Civil reforça que ações de inteligência e investigação seguem sendo fundamentais no enfrentamento à criminalidade.

Fonte: Policia Civil MT – MT



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Dia Nacional da MPB resgata história de resistência e inovação da música brasileira

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O Brasil celebra, neste sábado, o Dia Nacional da Música Popular Brasileira, instituído por meio da lei federal 12.624, de 2012. A data escolhida, 17 de outubro, é em alusão ao nascimento da compositora e Chiquinha Gonzaga, mulher vanguardista que, em 1899 compôs a canção que conhecemos como primeira marchinha: Ô, Abre Alas.

A MPB, que conhecemos como gênero musical, não é filha diretamente da produção de marchinhas ou choros, grandes composições de Chiquinha Gonzaga. Nasceu em meados da década de 1960, como evolução da bossa nova. O grande marco é a música Arrastão, com letra de Vinicius de Moraes e música de Edu Lobo, composta em 1965 e vencedora do 1º Festival da Música Popular Brasileira da TV Excelsior, na voz de Elis Regina.

Quem conta à Rádio Assembleia o contexto do surgimento da MPB é a professora Doutora do curso de Música da UFMT, Teresinha Prada.

E o diferencial desse gênero que surge pós bossa nova era propor experimentações de misturas de sonoridade que demonstram a pluralidade cultural brasileira. Buscava também o pertencimento nacional, privilegiando o violão, em detrimento da guitarra elétrica. Que também não ficou fora da MPB por muito tempo, pois foi incorporada ao gênero musical pelos tropicalistas, como Gilberto Gil e Caetano Veloso.

O surgimento da MPB, durante a ditadura militar brasileira, também é uma resposta poética e de contestação ao regime.

Dessa maneira, a sigla MPB passa a incorporar literalmente toda produção musical popular no Brasil, sendo reconhecida por artistas como Chico Buarque, Nara Leão e Geraldo Vandré, que privilegiam o violão, incorpora o choro e o samba, que são gêneros musicais anteriores à MPB, agrega mais instrumentos sonoros e abraça nomes como Rita Lee, Clara Nunes, Alceu Valença, Djavan, Tim Maia, Belchior e tantos outros, que experimentam o rock, o samba de terreiro, o baião, o soul e toda a riqueza cultural brasileira.

Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência

Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência

Foto: Helder Faria

Mato Grosso também contribui para a produção da Música Popular Brasileira, trazendo as identidades próprias do Estado, adicionando regionalismos e compondo a grande diversidade sonora do país, que chamamos de brasilidades.

Amor e Casa é um dos lançamentos mais recentes da cantora e compositora mato-grossense Lorena Ly, que também conversou com a Rádio Assembleia e destaca elementos regionais na composição de sua música.

Karola Nunes é também um dos grandes nomes da MPB produzida em Mato Grosso, seja na carreira solo, seja em grupos e bandas, como o grupo de samba Sasminina e a banda Calorosa.

Ao som de Malemá Tentiano, da Banda Calorosa, convidamos você, ouvinte da Rádio Assembleia, para continuar sintonizado, que aqui você vai ouvir a grande diversidade da MPB e o melhor da música mato-grossense.

Priscila Mendes, para a Rádio Assembleia

Fonte: ALMT – MT



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