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Polícia aborda aglomeração de jovens em frente à UFMT após denúncias de consumo de drogas e álcool

Durante a abordagem, foi constatado que dois menores, de16 anos e 17 anos, estavam embriagados

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Polícia

Foto: Reprodução/omatogrosso.com

Na madrugada deste sábado (16), por volta das 00h30min, a equipe da GUPM do 1º Batalhão da Polícia Militar, durante rondas pela Avenida Edgar Vieira, no Bairro Boa Esperança em Cuiabá, quando foi informada por um cidadão sobre uma aglomeração de pessoas em frente ao Centro Cultural (Museu de Artes) da UFMT. O denunciante relatou que diversas pessoas, incluindo menores de idade, estavam no local consumindo bebidas alcoólicas e entorpecentes, além de causar tumulto, gritando e vomitando, o que estava comprometendo a ordem pública e a limpeza do local.

O denunciante relatou ainda que havia observado um jovem com camiseta azul e bermuda jeans, aparentemente menor de idade, fumando um cigarro que parecia ser de maconha. Após a abordagem, confirmou-se que o indivíduo era o menor Fernando, de 17 anos.

Diante da situação, a equipe solicitou apoio de outras viaturas devido ao grande número de pessoas no local. Durante a abordagem, foi constatado que dois menores, Gabriela (16 anos) e Fernando (17 anos), estavam embriagados, falando de forma desordenada e apresentando forte odor de álcool etílico. Além disso, várias porções de substância entorpecente, aparentemente maconha, foram encontradas no local. Algumas porções estavam embaladas com a inscrição “Marreta do Pitbull” e “Cannabis Melhor Gestão da Braba”. Parte dessas porções foi descartada por alguns dos abordados, mas ninguém assumiu a posse do material.

Com o número elevado de pessoas envolvidas 26 no total, foi solicitado o apoio de uma viatura tipo micro-ônibus para auxiliar no encaminhamento dos suspeitos à delegacia. O Conselho Tutelar também foi acionado e informou que se dirigiria à delegacia para acompanhar os menores.

Todos os conduzidos foram levados à delegacia sem lesões corporais e sem o uso de algemas, conforme o protocolo. A ocorrência foi registrada e as investigações seguem para apuração da prática de corrupção de menores e posse de entorpecentes.

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Dia Nacional da MPB resgata história de resistência e inovação da música brasileira

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O Brasil celebra, neste sábado, o Dia Nacional da Música Popular Brasileira, instituído por meio da lei federal 12.624, de 2012. A data escolhida, 17 de outubro, é em alusão ao nascimento da compositora e Chiquinha Gonzaga, mulher vanguardista que, em 1899 compôs a canção que conhecemos como primeira marchinha: Ô, Abre Alas.

A MPB, que conhecemos como gênero musical, não é filha diretamente da produção de marchinhas ou choros, grandes composições de Chiquinha Gonzaga. Nasceu em meados da década de 1960, como evolução da bossa nova. O grande marco é a música Arrastão, com letra de Vinicius de Moraes e música de Edu Lobo, composta em 1965 e vencedora do 1º Festival da Música Popular Brasileira da TV Excelsior, na voz de Elis Regina.

Quem conta à Rádio Assembleia o contexto do surgimento da MPB é a professora Doutora do curso de Música da UFMT, Teresinha Prada.

E o diferencial desse gênero que surge pós bossa nova era propor experimentações de misturas de sonoridade que demonstram a pluralidade cultural brasileira. Buscava também o pertencimento nacional, privilegiando o violão, em detrimento da guitarra elétrica. Que também não ficou fora da MPB por muito tempo, pois foi incorporada ao gênero musical pelos tropicalistas, como Gilberto Gil e Caetano Veloso.

O surgimento da MPB, durante a ditadura militar brasileira, também é uma resposta poética e de contestação ao regime.

Dessa maneira, a sigla MPB passa a incorporar literalmente toda produção musical popular no Brasil, sendo reconhecida por artistas como Chico Buarque, Nara Leão e Geraldo Vandré, que privilegiam o violão, incorpora o choro e o samba, que são gêneros musicais anteriores à MPB, agrega mais instrumentos sonoros e abraça nomes como Rita Lee, Clara Nunes, Alceu Valença, Djavan, Tim Maia, Belchior e tantos outros, que experimentam o rock, o samba de terreiro, o baião, o soul e toda a riqueza cultural brasileira.

Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência

Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência

Foto: Helder Faria

Mato Grosso também contribui para a produção da Música Popular Brasileira, trazendo as identidades próprias do Estado, adicionando regionalismos e compondo a grande diversidade sonora do país, que chamamos de brasilidades.

Amor e Casa é um dos lançamentos mais recentes da cantora e compositora mato-grossense Lorena Ly, que também conversou com a Rádio Assembleia e destaca elementos regionais na composição de sua música.

Karola Nunes é também um dos grandes nomes da MPB produzida em Mato Grosso, seja na carreira solo, seja em grupos e bandas, como o grupo de samba Sasminina e a banda Calorosa.

Ao som de Malemá Tentiano, da Banda Calorosa, convidamos você, ouvinte da Rádio Assembleia, para continuar sintonizado, que aqui você vai ouvir a grande diversidade da MPB e o melhor da música mato-grossense.

Priscila Mendes, para a Rádio Assembleia

Fonte: ALMT – MT



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