Durante o ano

Operações contra crime organizado aumentam 67% no ano de 2024

Em comparação com o ano anterior houve um aumento de 67% no número de operações

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Polícia

Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT

Em 2024, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) registrou um aumento de 67% nas operações integradas de combate ao crime em Mato Grosso, totalizando 218 ações, comparado a 130 realizadas em 2023. O foco principal das operações foi o combate às facções criminosas, tráfico de drogas, e a redução de roubos, furtos e homicídios.

Durante o ano, foram investidos R$ 14,2 milhões nas ações, que envolvem as forças de segurança por meio de ordens de serviços da Secretaria Adjunta de Integração Operacional (Saiop), além de apoio financeiro e estrutural às Polícias Militar e Civil. Desde 2020, o número de operações integradas tem crescido, com um aumento de 124% desde 2019, quando ocorreram 97 operações.

O coronel Fernando Augustinho de Oliveira, secretário adjunto de Integração Operacional, ressaltou a relevância da colaboração entre as instituições de segurança pública para o sucesso das operações.

“As forças policiais desempenham um trabalho importante, cada uma dentro da sua expertise. A Polícia Militar está no policiamento ostensivo, 24 horas nas ruas, e a Polícia Civil se empenhando nas investigações para elucidar os crimes e autuar os criminosos. Essa integração, aliada aos investimentos promovidos pelo Governo do Estado, são fundamentais para proporcionar esse trabalho integrado, e consequentemente, trazendo mais sensação de segurança para a população”, afirmou.

A Secretaria Adjunta de Integração Operacional coordenou diversas operações em Mato Grosso ao longo de 2024, com o objetivo de combater crimes violentos e fortalecer a segurança pública.

Entre as ações, destaca-se a operação “Mancha Criminal”, iniciada em maio em Alto Araguaia, focada no combate a homicídios e tráfico de drogas. Em Barra do Bugres, a operação “Voluntas Legis” foi deflagrada para reprimir crimes violentos e intensificar o policiamento no 7º Comando Regional, com reforço policial desde maio.

A operação “Metrópole Segura” também tem sido realizada de forma contínua em áreas de maior demanda de Cuiabá e Várzea Grande, com base na análise da Sesp-MT. Além disso, a operação “Vitae”, em andamento desde janeiro de 2023 em Sorriso, segue de forma ininterrupta.

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Bruno Rios registra boletim contra Wanderley e afirma que não responderá por atos do presidente

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O vereador Bruno Rios (PL) registrou um boletim de ocorrência contra o presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), após relatar ter sido ameaçado durante uma sessão legislativa na terça-feira (20). O episódio ocorreu poucas horas depois da deflagração da Operação Cathedra Venalis, que investiga suspeitas de corrupção e compra de votos relacionadas à eleição da Mesa Diretora.

Em entrevista concedida nesta quarta-feira (21), Bruno afirmou que Wanderley deu um tapa em seu ombro esquerdo e disse que ele iria “pagar”. O vereador declarou que não aceita ser responsabilizado pelas investigações que atingem o presidente do Legislativo.

“Ele me falando: ‘Você vai me pagar, meu filho’. Naquele momento, eu simplesmente indaguei: ‘Pagar o quê? O que eu estou te devendo?’. Não estou te devendo nada. Não adianta o senhor querer procurar em mim culpado pelos seus atos”, relatou.

Bruno afirmou que pretende encaminhar o registro policial aos responsáveis pela investigação. Segundo ele, a abordagem ocorreu em meio à repercussão da operação do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), que colocou Wanderley entre os alvos.

“Eu respondo pelos meus atos e não pelos seus atos. Eu acredito que tudo que está acontecendo foi em decorrência dos atos dele e do grupo dele, pelo formato de fazer aquela política”, declarou.

Durante a entrevista, Bruno também negou ter sido responsável pela denúncia que deu origem à investigação do Gaeco. Ele explicou que sua atuação contra Wanderley ocorreu por meio de medidas judiciais relacionadas à eleição da Mesa Diretora.

“Eu sou autor da ação no STF e dos mandados de segurança. Desses eu sou autor”, afirmou.

O parlamentar disse ainda que não teve acesso integral ao inquérito e que busca consultar os documentos para compreender os elementos reunidos pelos investigadores.

A Operação Cathedra Venalis apura suspeitas de compra de votos, corrupção e possível atuação de uma organização criminosa na disputa pelo comando da Câmara de Várzea Grande. A ação cumpriu mandados de busca e apreensão contra vereadores do município e também alcançou parlamentares de Cuiabá.

Disputa pela Mesa Diretora continua

Além do boletim de ocorrência, Bruno voltou a cobrar a convocação de uma nova eleição para a Mesa Diretora. A votação realizada em maio, que terminou com a vitória de Wanderley por 12 votos a 11, foi anulada posteriormente pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O vereador sustenta que o presidente precisa convocar um novo pleito e afirma que o grupo liderado por Lucas do Chapéu do Sol (PL) mantém a candidatura para a disputa.

“A eleição está nula e ele tem que convocar a nova eleição”, declarou.

Bruno também criticou a articulação política que antecedeu a votação de maio e questionou a realização de uma reunião de vereadores em uma chácara antes do pleito. Segundo ele, o grupo de Wanderley teria alimentado a expectativa de que a prefeita Flávia Moretti (PL) seria cassada pela Justiça Eleitoral e que integrantes do grupo poderiam ocupar cargos na administração municipal. Essas afirmações representam a versão do vereador e não devem ser confundidas com fatos comprovados pela investigação.

O boletim de ocorrência formaliza a denúncia de Bruno sobre a suposta ameaça. A apuração do episódio e das suspeitas relacionadas à eleição da Mesa Diretora cabe às autoridades competentes.



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