Operação Escamotes

“Operação Escamotes: PF desmantela rede de tráfico de drogas em Mato Grosso, Bahia e Goiás”

Segundo o trabalho policial, foi identificado um grupo criminoso em Cuiabá/MT que enviava drogas e armas escondidas em fundos falsos de veículos alugados, tendo como destino diversas regiões no Brasil.

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Foto: Chico Ferreira/arquivo e assessoria

A Polícia Federal deflagrou, na quarta-feira (22), com o apoio do GAECO de Mato Grosso, a Operação Escamotes, cujo objetivo é desarticular uma associação voltada para o tráfico de drogas. Mandados judiciais estão sendo cumpridos em Cuiabá, Várzea Grande, Vitória da Conquista (Bahia) e Hidrolândia (Goiás). Ao todo, os agentes cumpriram 13 mandados de busca e apreensão e 7 mandados de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Estadual de Mato Grosso.

Segundo o trabalho policial, foi identificado um grupo criminoso em Cuiabá/MT que enviava drogas e armas escondidas em fundos falsos de veículos alugados, tendo como destino diversas regiões no Brasil.

As averiguações começaram em agosto de 2023, a partir da prisão em flagrante de uma pessoa transportando cerca de 40 quilos de entorpecentes em um fundo falso de veículo. As investigações foram aprofundadas, permitindo que a polícia chegasse aos líderes do grupo criminoso. Estima-se que o grupo tenha transportado toneladas de entorpecentes e diversas unidades de armas de fogo de uso permitido e restrito para outros estados da federação.

A Operação Escamotes mobilizou aproximadamente 50 policiais federais e 8 membros do GAECO/MT. O nome da operação é baseado no verbo ESCAMOTEAR, que significa “encobrir algo com rodeios ou subterfúgios”, fazendo referência ao modus operandi do grupo criminoso, que utilizava fundos falsos nos veículos para transportar as drogas de forma oculta.

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Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento

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O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.

De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.

Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.

Defesa contesta autuação

A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.

Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.

A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.

O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.

A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.

Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.



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