operação carcaça
Mais uma vez Empresas de Cuiabá são alvos de operação por vender peças de carros roubadas
Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso abriu mais uma frente de combate ao Crime Organizado no Estado
Polícia
A Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso abriu mais uma frente de combate ao Crime Organizado em Mato Grosso, dessa vez trata-se da Operação Carcaça, deflagrada nesta quinta-feira (17), que tem como alvo principal, o cumprimento de 18 ordens judiciais contra uma associação criminosa envolvida na receptação e adulteração de sinais de identificação de veículos. Sabe-se que entre os alvos estão 3 lojas de Cuiabá, sendo que mais de R$ 500 mil já foram bloqueados do grupo.
Conforme a Assessoria de Imprensa do órgão, a operação é da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (Derfva). As equipes cumprem 11 mandados de busca e apreensão, além de 7 ordens judiciais para sequestro de veículos dos investigados, bem como bloqueio de contas e bens, que superam R$ 568 mil.
Os alvos são 3 empresas de autopeças e um ferro-velho em Cuiabá. A investigação começou em junho deste ano para apurar a venda de componentes e peças de carros roubados ou furtados em lojas renomadas da cidade. Um dos estabelecimentos teria receptado, comprovadamente, pelo menos 4 veículos roubados/furtados em diferentes estados do Brasil.
Quadrilha
A investigação avançou e a polícia descobriu um grupo criminoso voltado para a prática de receptação qualificada e adulteração de sinais identificados dos veículos roubados/furtados, bem como associação criminosa que utilizava pessoas jurídicas.
Com base no detalhamento, foi demonstrado o proveito econômico dos crimes dissimulado, ocultado e integrado ao patrimônio dos suspeitos, muitas vezes se valendo de terceiros, sendo que familiares estão associados há muito tempo atuando no comércio de peças de veículos automotores, por meio de um emaranhado de pessoas jurídicas que vêm se sucedendo no tempo.
Agora, com as buscas, a investigação vai ser aprofundada e apurar os crimes, que pode envolver ainda sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.
Polícia
Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento
O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.
De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.
Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.
Defesa contesta autuação
A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.
Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.
A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.
O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.
A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.
Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.
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