6 TRAFICANTES PRESOS
JUSTIÇA DESOCUPA ‘CRACOLÂNDIA’ COM MAIS DE 50 USUÁRIOS EM CIDADE DE MATO GROSSO
Ação foi realizada no bairro Cohab Velha, na rua das Opalas, em 3 imóveis irregulares conhecidos como “Vila Azul”.
Polícia
Com o objetivo de desarticular a prática de crimes decorrentes de tráfico de drogas, furtos, receptação e homicídios, a Justiça de Mato Grosso determinou uma intervenção interinstitucional em um local conhecido como “cracolândia” de Cáceres (225 km a oeste de Cuiabá), nessa segunda-feira (4).
Ação foi realizada no bairro Cohab Velha, na rua das Opalas, em 3 imóveis irregulares conhecidos como “Vila Azul”. Nesse local, circulavam cerca de 50 dependentes químicos, que receberam diversos atendimentos nas áreas de saúde, assistência social, psicologia e encaminhamento familiar.
Foram emitidos 6 mandados de prisão àqueles que foram classificados como traficantes de drogas que dominavam o crime na região.
“O intuito de prender é o de menos, é mais uma intervenção social do que criminal. Nossa decisão determinou que teria o acolhimento das pessoas, para não prender usuários como se fossem traficantes, no intuito de orientar, acolher, dar apoio técnico, assistência social, saúde. Eles foram levados a um local adequado de ônibus, receberam alimentação, roupas, documentos e encaminhamentos, que serão feitos pela prefeitura, com o auxílio de organizações civis, como igrejas”, explicou o juiz Elmo Lamoia de Moraes, da 4ª Vara Criminal de Cáceres, especializada no combate ao tráfico de drogas.
A preocupação é de que o município não repita o mesmo problema que acontece em grandes capitais brasileiras, como São Paulo, onde os usuários de drogas são retirados de um local e depois se instalam em outra parte da cidade. Por isso, todos os órgãos foram acionados pela Justiça, no intuito de resolver o problema com o viés social.
A ação foi realizada com o apoio da Polícia Militar, Polícia Civil, Prefeitura de Cáceres, Defensoria Pública, Governo do Estado, Ministério Público e organizações da sociedade civil, todas as pessoas que estavam no local foram retiradas e os imóveis foram demolidos, pois estavam irregulares diante da prefeitura.
Polícia
Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento
O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.
De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.
Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.
Defesa contesta autuação
A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.
Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.
A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.
O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.
A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.
Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.
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