OPERAÇÃO RAGNATELA

‘JOGADOR’, CHEFÃO DO GRUPO QUE LAVAVA DINHEIRO EM SHOWS EXERCIA PAPEL DE DESTAQUE NO COMANDO

‘Jogador’ é representante da facção em alguns bairros de Cuiabá e Várzea Grande

Publicado em

Polícia

Reprodução omatogrosso.com

ATUALIZADA ÀS 09h47 – O principal suspeito e que já se encontra preso, Joadir Alves Gonçalves, conhecido como ‘JOGADOR’, ‘VÉIO’ ou ‘PIRAQUÊ’ (destaque menor), durante deflagração da Operação Ragnatella, que está sob suspeição de liderar todo o complexo e extenso esquema que lavava dinheiro em casas noturnas, exercia papel de destaque, autoridade e hierarquia na facção criminosa Comando Vermelho (CVMT). As informações constam na representação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), que subsidiou a ação policial.

Conforme foi levantado no caderno investigativo, ‘Jogador’ é representante da facção em alguns bairros de Cuiabá e Várzea Grande. Durante a análise dos dados telemáticos de Joanilson de Lima Oliveira, conhecido como Japão, obteve-se a confirmação de que Jogador é o padrinho de diversos faccionados dentro da hierarquia da facção, dentre eles o próprio Japão, que também foi preso na operação.
“O fato de Jogador ser padrinho de Japão e de outros faccionados sugere uma relação de hierarquia, destaque e autoridade dentro da facção criminosa. Essa relação hierárquica pode influenciar nas decisões e nas ações de Japão, reforçando a estrutura de comando e controle presente no grupo criminoso”, diz trecho da representação policial.
Japão e João Lennon Arruda de Souza, que também foi alvo de mandado de prisão preventiva, segundo a Ficco, eram os responsáveis pelo recolhimento dos valores oriundos do tráfico de drogas e demais renda do bando.
Os investigadores informaram que ficou evidenciado uma relação de respeito e hierarquia entre Jogador e Japão, quando eles verificaram a submissão de determinadas ações à autorização de Jogador.
No caderno investigativo, os policiais identificaram uma conversa entre Japão e um homem chamado Lincon sobre o tráfico de drogas em que Japão submete as tratativas à autorização de Jogador.
“No diálogo registrado em 20 de novembro de 2021, o interlocutor Lincon entra em contato com Japão para discutir uma questão relacionada a uma transação envolvendo “feijão”, que é um termo geralmente utilizado pelos traficantes para se referir à maconha”, explica em outra parte do documento.
Equiparado a Sandro Louco
Durante as investigações, ficou evidenciado para os policiais, que explicaram que Jogador exercia função de peça principal do CV, sendo comparado ao líder máximo da organização criminosa, Sandro Rabelo da Silva – o Sandro Louco. A representatividade de Jogador era tamanha que um faccionado chegou a fazer um pedido desesperado para “gerenciar umas biqueiras”, pois estava passando dificuldade financeira com a família.

 

 

 

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Polícia

Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento

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O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.

De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.

Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.

Defesa contesta autuação

A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.

Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.

A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.

O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.

A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.

Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.



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