Polícia

Investigação da Polícia Civil leva à condenação de seis réus por duplo homicídio em Barra do Garças

Publicado em

Polícia


Uma ampla e minuciosa investigação realizada pela Polícia Civil, culminou na condenação de seis homens pela morte de pai e filha, em 9 de fevereiro de 2024, em Barra do Garças. O julgamento ocorreu na última terça-feira (10.2), pelo Tribunal do Júri, da Comarca de Barra do Garças. Somadas, as condenações ultrapassam 475 anos de reclusão.

As investigações, à época do fato, foram conduzidas pela 2ª Delegacia de Barra do Garças. Com o decorrer dos trabalhos, foram identificadas 13 pessoas envolvidas na ação criminosa, com atribuições que incluíam planejamento, comando, monitoramento, transporte, execução e apoio logístico. A apuração revelou a atuação estruturada de um grupo criminoso, com divisão de tarefas e cumprimento de ordens internas.

Com o avanço das investigações, houve levantamento e troca de informações entre unidades policiais dos estados de Mato Grosso, Goiás e Rio de Janeiro, além do apoio direto da 1ª Delegacia de Polícia de Barra do Garças, das Polícias Militar e Civil de Goiás, por meio da Delegacia a Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc). Durante as instruções, foram reunidos elementos técnicos, laudos periciais, oitivas e demais provas que embasaram a denúncia apresentada pelo Ministério Público.

Todo trabalho investigativo realizado pela Polícia Civil desencadeou a Operação “Zayra”, em referência ao nome da criança vítima do crime. Com a sentença proferida, os autos seguem para as comunicações e providências legais cabíveis no âmbito do Poder Judiciário.

Do julgamento

O Tribunal do Júri foi realizado em duas sessões plenárias. O Conselho de Sentença reconheceu a prática de homicídio qualificado contra as duas vítimas, tentativa de homicídio contra a mulher sobrevivente, participação em organização criminosa. Para uma parte dos condenados, também houve a condenação pelo crime de corrupção de menores.

As penas aplicadas aos condenados, consideradas em concurso material, foram fixadas nos seguintes patamares: 95 anos, 3 meses e 7 dias de reclusão; 92 anos, 8 meses e 25 dias de reclusão; 89 anos, 7 meses e 26 dias de reclusão; 81 anos, 11 meses e 26 dias de reclusão; 75 anos, 3 meses e 7 dias de reclusão, além de 7 meses e 29 dias de detenção; e 42 anos de reclusão.

Do crime

O crime foi praticado durante a noite, no interior da residência das vítimas, João Vitor Menez Soares, de 22 anos e sua filha Zayra Menez Carvalho, de 2 anos, à época. Conforme apurado nas investigações, os autores invadiram o imóvel e efetuaram diversos disparos de arma de fogo. O pai que segurava a filha no colo foram atingidos e morreram no local. A mulher também foi baleada, mas sobreviveu.

Fonte: Policia Civil MT – MT



COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Polícia

Dia Nacional da MPB resgata história de resistência e inovação da música brasileira

Publicados

em


O Brasil celebra, neste sábado, o Dia Nacional da Música Popular Brasileira, instituído por meio da lei federal 12.624, de 2012. A data escolhida, 17 de outubro, é em alusão ao nascimento da compositora e Chiquinha Gonzaga, mulher vanguardista que, em 1899 compôs a canção que conhecemos como primeira marchinha: Ô, Abre Alas.

A MPB, que conhecemos como gênero musical, não é filha diretamente da produção de marchinhas ou choros, grandes composições de Chiquinha Gonzaga. Nasceu em meados da década de 1960, como evolução da bossa nova. O grande marco é a música Arrastão, com letra de Vinicius de Moraes e música de Edu Lobo, composta em 1965 e vencedora do 1º Festival da Música Popular Brasileira da TV Excelsior, na voz de Elis Regina.

Quem conta à Rádio Assembleia o contexto do surgimento da MPB é a professora Doutora do curso de Música da UFMT, Teresinha Prada.

E o diferencial desse gênero que surge pós bossa nova era propor experimentações de misturas de sonoridade que demonstram a pluralidade cultural brasileira. Buscava também o pertencimento nacional, privilegiando o violão, em detrimento da guitarra elétrica. Que também não ficou fora da MPB por muito tempo, pois foi incorporada ao gênero musical pelos tropicalistas, como Gilberto Gil e Caetano Veloso.

O surgimento da MPB, durante a ditadura militar brasileira, também é uma resposta poética e de contestação ao regime.

Dessa maneira, a sigla MPB passa a incorporar literalmente toda produção musical popular no Brasil, sendo reconhecida por artistas como Chico Buarque, Nara Leão e Geraldo Vandré, que privilegiam o violão, incorpora o choro e o samba, que são gêneros musicais anteriores à MPB, agrega mais instrumentos sonoros e abraça nomes como Rita Lee, Clara Nunes, Alceu Valença, Djavan, Tim Maia, Belchior e tantos outros, que experimentam o rock, o samba de terreiro, o baião, o soul e toda a riqueza cultural brasileira.

Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência

Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência

Foto: Helder Faria

Mato Grosso também contribui para a produção da Música Popular Brasileira, trazendo as identidades próprias do Estado, adicionando regionalismos e compondo a grande diversidade sonora do país, que chamamos de brasilidades.

Amor e Casa é um dos lançamentos mais recentes da cantora e compositora mato-grossense Lorena Ly, que também conversou com a Rádio Assembleia e destaca elementos regionais na composição de sua música.

Karola Nunes é também um dos grandes nomes da MPB produzida em Mato Grosso, seja na carreira solo, seja em grupos e bandas, como o grupo de samba Sasminina e a banda Calorosa.

Ao som de Malemá Tentiano, da Banda Calorosa, convidamos você, ouvinte da Rádio Assembleia, para continuar sintonizado, que aqui você vai ouvir a grande diversidade da MPB e o melhor da música mato-grossense.

Priscila Mendes, para a Rádio Assembleia

Fonte: ALMT – MT



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA