Polícia
Integrante de facção criminosa é preso por morte de adolescente
A equipe investigativa apurou que o executor do adolescente seria o suspeito de 27 anos, que exerce a função de “disciplina” cobrando dívidas referentes ao comércio de drogas.
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Na manhã desta terça-feira (09), a Policia Civil prendeu em cumprimento a dois mandados judiciais um integrante de uma facção criminosa, apontado como executor de um adolescente em Barra do Bugres.
O suspeito tem 27 anos, e durante o cumprimento da ordem de prisão foi flagrado com um revólver, 80 porções de droga, balanças de precisão e dinheiro, o mesmo já possui diversas passagens criminais.
Os policiais de Barra do Bugres civis tiveram acesso a um vídeo em que a vítima aparece amarrada com as mãos para trás, impossibilitado de qualquer defesa.
Na filmagem também é possível ver uma pessoa fazendo gestos e mencionando se tratar de uma facção criminosa.
A equipe investigativa apurou que o executor do adolescente seria o suspeito de 27 anos, que exerce a função de “disciplina” cobrando dívidas referentes ao comércio de drogas. Ele também é responsável por esconder as substâncias ilícitas e pelo recolhimento do dinheiro arrecadado nos pontos de venda do tráfico, conhecidos no meio do crime como “lojinhas”.
A Polícia Civil de Barra do Bugres cumpriu a prisão temporária e busca e apreensão domiciliar expedidas com base no inquérito instaurado para apurar o desaparecimento de José Renato de Souza Santos, de 15 anos.
Conforme ocorrência registrada pelo pai do adolescente, no dia 14 de outubro, o filho foi visto pela última vez no dia 11 de outubro, na residência da namorada. As investigações apuraram que José Renato foi executado e o corpo enterrado em uma região de mata, no bairro Jardim Alvorecer.
O corpo do adolescente foi localizado quatro dias após o desaparecimento, já em estado de decomposição. Com base nas provas e indícios, o delegado Rodolpho Bandeira representou pelos pedidos de busca e apreensão domiciliar e pela prisão temporária do suspeito.
Polícia
Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento
O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.
De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.
Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.
Defesa contesta autuação
A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.
Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.
A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.
O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.
A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.
Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.
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