"Maria da Penha"
Homem é acusado de agredir fisicamente e psicologicamente esposa em Cuiabá
A delegada plantonista, Jannira Laranjeira Siqueira Campos, a vítima se negou a representar criminalmente contra o agressor.
Polícia
O acusado de 29 anos, foi preso no início da tarde terça-feira (2), logo após a irmã da vítima procurar o Plantão de Atendimento a Vítimas de Violência Doméstica e Sexual, da Polícia Civil.
As diligências iniciaram logo após a cunhada do agressor comparecer na unidade policial, informando que na noite anterior (01), recebeu uma mensagem via aplicativo e várias ligações de sua irmã, pedindo por socorro.
A vítima de 31 anos, relatou que estava apanhando do marido, ela também disse que ele quebrou a televisão e a janela na frente das crianças, e que não era a primeira vez. Afirmou ainda que o agressor acordou bravo e em seguida quebrou a moto dela e a agrediu verbalmente com palavras de baixo calão.
A irmã delatou que teve medo de que algo pior ocorresse com a vítima. Através da denúncia, os policiais civis foram até a residência do casal, localizada no Residencial Nico Baracat, em Várzea Grande, e conduziram o suspeito para o Plantão de Atendimento a Vítimas de Violência Doméstica e Sexual.
Segundo a delegada plantonista, Jannira Laranjeira Siqueira Campos, a vítima se negou a representar criminalmente contra o agressor, alegando que não havia sofrido lesão ou qualquer outro tipo de agressão.
Ainda de acordo com a delegada, Jannira Laranjeira, diante do histórico de violência e da atitude da vítima, que a todo momento falava que a culpa era dela e que não era para prender o marido, demostra claramente a violência psicológica, entre outros crimes cometidos no âmbito familiar.
O suspeito foi autuado em flagrante e responderá pelos crimes de ameaça, injuria, dano e lesão corporal, conforme a Lei de Violência Doméstica e Familiar e foi colocado à disposição da Justiça.
Foto: Marcos Santos/USP
Polícia
Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento
O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.
De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.
Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.
Defesa contesta autuação
A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.
Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.
A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.
O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.
A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.
Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.
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