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Esposa apontada como mandante da morte do marido tem pedido de liberdade negado pela Justiça

Ana Claudia foi denunciada pelo homicídio qualificado praticado contra o marido, no dia 1ª de agosto de 2020 em uma academia na capital.

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Foto: Otmar de Oliveira

Um pedido de liberdade apresentado pela defesa de Ana Claudia Flor, acusada de planejar e pagar pela morte do marido, o empresário Toni Flor, foi negada pelo desembargador Gilberto Giraldelli. A decisão é do dia 8 de outubro.

Em seu pedido, a acusada apontou falta de fundamento que justificasse a prisão, além disso, ela afirmou ainda que possui predicados pessoais favoráveis, por ser réu primária, ter bons antecedentes criminais, residir em endereço fixo e ter filhos menores de idade.

Em sua decisão, negando pedido liminar, Giraldelli afirmou que, diante da complexidade dos fatos trazidos, “mostra-se imprescindível um confronto das informações a serem presentadas pelo juiz a quo com uma análise mais acurada dos elementos de convicção constantes dos autos, a fim de verificar a alardeada existência de constrangimento ilegal”.

Ana Claudia foi denunciada pelo homicídio qualificado praticado contra o marido, no dia 1ª de agosto de 2020 em uma academia na capital.

Além dela, foram denunciados Igor Espindola, Wellington Honorio Albino, Dieliton Mota da Silva e Ediane Aparecida da Cruz Silva. Uma sexta pessoa também aparece no processo pelo crime de falso testemunho, Lúcio dos Anjos da Cruz Silva, teria mentido durante o inquérito policial.

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Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento

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O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.

De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.

Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.

Defesa contesta autuação

A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.

Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.

A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.

O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.

A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.

Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.



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