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Dois faccionados suspeitos de provocarem incêndio em casa de rival são presos pela PM

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Policiais militares do 6º Batalhão apreenderam, nesta quinta-feira (15.1), um adolescente, de 16 anos e prenderam um homem, de 20 anos, suspeitos por provocarem incêndio em uma residência e porte ilegal de arma, em Cáceres (220 km de Cuiabá). As equipes recolheram um revólver, uma pistola, dois carregadores e 28 munições.

Os militares foram informados acerca de um incêndio, em uma residência localizada no bairro Santos Dumont. Os suspeitos chegaram até o local, em uma motocicleta, na intenção de executar um homem, supostamente ligado a uma facção criminosa rival. Porém, ao perceberem que a vítima não estava, atearam fogo no local.

Após a denúncia, os militares reforçaram o policiamento tático no âmbito da Operação Resposta Imediata e localizaram um envolvido, de 20 anos, em uma casa nas proximidades da Avenida Lava-Pés. O suspeito ainda tentou fugir, mas foi detido em seguida.

Questionado sobre o fato, o homem alegou participação na ação criminosa. Além disso, em buscas pelo local, as equipes encontraram uma porção de maconha e uma munição 9 milímetros. À PM, ele ressaltou que teria deixado o comparsa no bairro Universitário.

Diante da nova denúncia, os militares do Batalhão, em conjunto da Força Tática, se deslocaram até o endereço e flagraram o adolescente, que também tentou fugir da abordagem policial, sendo detido em seguida.

Na casa, os policiais encontraram uma pistola em um dos quartos e um revólver escondido dentro de uma máquina de lavar roupas, além de carregadores e diversas munições. O adolescente confessou que apenas pilotou a motocicleta. Os suspeitos e as armas foram entregues à delegacia para registro do boletim de ocorrência.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.

Fonte: PM MT – MT



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Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento

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O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.

De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.

Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.

Defesa contesta autuação

A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.

Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.

A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.

O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.

A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.

Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.



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