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DELEGADO PEDE PRORROGAÇÃO DE INQUÉRITO QUE INVESTIGA ASSASSINATO DO ADVOGADO ROBERTO ZAMPIERI; TRÊS ESTÃO PRESOS
“Foi pedido a dilação do inquérito para conclusão das investigações”, explicou o delegado.
Polícia
O delegado titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Edson Pick, encaminhou procedimento administrativo ao Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo) pedindo a prorrogação do inquérito policial (IP) que investiga o assassinato do advogado Roberto Zampieri, ocorrido no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. Três pessoas estão presas temporariamente por envolvimento no crime.
Conforme prevê o Código de Processo Penal (CPP), em casos de prisões temporária, o delegado tem 30 dias, a contar da data da prisão, para finalizar o inquérito. No entanto, a autoridade policial possui a prerrogativa de pedir prorrogação por igual período em uma oportunidade. O Poder Judiciário ainda não se manifestou sobre o pedido.
“Foi pedido a dilação do inquérito para conclusão das investigações”, explicou o delegado. Assim, o inquérito policial e os indiciamentos de Antônio Gomes da Silva, apontado com o pistoleiro, da farmacêutica Maria Angélica Caixeta Contijo, suspeita de ser a mandante, e Hedilerson Fialho Martins Barbosa, suspeito de ser o intermediador, deverão ser finalizados apenas em 20 de fevereiro.
Caso Pick decida por indiciar o trio, o procedimento será remetido ao Tribunal de Justiça (TJMT), que redistribuirá ao Ministério Público (MPMT) para oferecimento ou não de denúncia.
Hedilerson e Antônio estão reclusos na Penitenciária Central do Estado (PCE), enquanto Maria Angélica aguarda julgamento na penitenciária feminina Ana Maria do Couto, que fica anexa à PCE.
O crime
Zampieri foi surpreendido pelo assassino quando saía do seu escritório de advocacia no bairro Bosque da Saúde, em dezembro. Ele foi atingido com diversos tiros ao entrar no seu veículo Fiat Toro. crime foi registrado por câmeras de segurança instaladas em prédios residências localizados em frente ao escritório de advocacia.
Polícia
Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento
O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.
De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.
Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.
Defesa contesta autuação
A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.
Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.
A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.
O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.
A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.
Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.
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