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Defesa de Izadora Ledur entrou com de pedido de absolvição da militar

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Foto: rede social/facebook

O advogado que defende a tenente do Corpo de Bombeiros Izadora Ledur de Souza Dechamps, entrou com um recurso de apelação no Tribunal de Justiça de Mato Grosso pedindo a absolvição da condenação pelo crime de maus-tratos contra o aluno soldado Rodrigo Claro, de 21 anos. Ledur foi sentenciada a pena de um ano de detenção que é cumprida em regime aberto.

De acordo com documento encaminhado à Justiça no dia 16 deste mês. O advogado Hueldel Rolim mantem a tese de que os caldos que o jovem recebeu durante o treinamento são “inerentes da instrução militar e da disciplina de desvencilhamento e judô aquático”, por isso, não configura uma infração disciplinar e nem o crime de maus-tratos.

Em um dos trechos diz, que entretanto, conforme revelado e satisfatoriamente demonstrado durante a instrução processual todas as condutas aderidas pela APELANTE não eram de caráter pessoal, ou seja, somente destinada ao aluno/vítima Rodrigo Claro – como tenta fazer crer o órgão acusador – mas, voltada a todos àqueles que, de fato, apresentavam dificuldades no desenvolvimento da matéria.

A defesa da militar destaca ainda, que não ficou evidenciado o dolo da tenente em colocar a vida de Rodrigo em risco durante o treinamento.

 E ressaltou, que igualmente, não restou evidenciado o dolo consubstanciado na ação livre, consciente e voluntária em expor a perigo de vida ou saúde de Rodrigo, ainda que a título de dolo eventual, ante a alegação, desde o princípio, que a atividade fazia parte da instrução das atividades típicas da função, e que tinha o claro objetivo de treinamento, somado aos argumentos unânimes de instrutores peritos do Corpo de Bombeiro Militar de que tais condutas não configuram qualquer abuso.

Em outubro deste ano, o promotor de Justiça Paulo Henrique Amaral Motta, pediu que Ledur fosse enquadrada no crime de tortura, cuja pena pode variar entre dois e 16 anos de prisão. Pelo fato de ter sido condenada por apenas um ano de detenção, a tenente não perdeu a patente nem o cargo.

O promotor afirmou ainda, que os autos do processo demonstram que Ledur “incorreu na prática do crime de tortura qualificada pelo resultado morte, razão pela qual sua condenação como incursa nas penas da aludida conduta criminosa é imperiosa.”

Também foi relatado, que durante o curso, aluno e soldado apresentava dificuldades na natação e, depois de notar a situação, Ledur teria começado a submergi-lo na água, afundando-o por reiteradas vezes.

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Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento

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O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.

De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.

Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.

Defesa contesta autuação

A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.

Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.

A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.

O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.

A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.

Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.



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