Pedindo dinheiro

Criminosos roubam fotos de redes e usam para dar golpes via WhatsApp

No caso de imitarem o perfil de algum conhecido, a orientação é não passarem dinheiro pelo WhatsApp sem antes confirmar que é a pessoa que está pedindo

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Polícia

Foto: Foto: Andréia Araújo

Os crimes via rede social vem crescendo cada dia mais, e os bandidos se renovam nos golpes a cada dia que se passa, e tem roubado fotos de cidadãos nas redes sociais e se passando por amigos ou familiares deles, pedindo dinheiro pelo WhatsApp. Agora eles dizem que trocaram de número e pedem uma quantia. Antes, o valor era de R$ 100, R$ 200, mas agora a polícia tem relatos de pedirem até R$ 800 mil “emprestados”.

Diante do excesso desses golpes nos últimos meses, o delegado Ruy Guilherme, titular da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), explica como são realizadas as fraudes. “O WhatsApp disponibiliza um sistema para quando o usuário trocar de celular, ele migre sua conta para o aparelho novo. Nisso, a empresa vai mandar o código para o número que está vinculado à conta para que a pessoa confirme que é ele que está pedindo”, explica.

No caso de imitarem o perfil de algum conhecido, o delegado afirma para não passarem dinheiro pelo WhatsApp sem antes confirmar que é realmente a pessoa que está pedindo. E para se proteger deste tipo de fraude, Ruy  afirma para as pessoas habilitarem a verificação em duas etapas do aplicativo de mensagens. O delegado ainda alerta para que uma vez ativada, a verificação não deve ser desativada pelo dono do aparelho, em nenhum momento, já que pode ser uma brecha para os bandidos.

“Isso é a criação de uma senha de seis dígitos que só a pessoa vai ter. Quando os golpistas tentaram vincular um celular novo no seu WhatsApp, vai pedir dois códigos, e só a pessoa vai ter. Mesmo que a vítima informe o código enviado por SMS, o criminoso não vai ter acesso à conta porque está ativada a verificação em duas etapas”, detalha.

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Polícia

Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento

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O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.

De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.

Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.

Defesa contesta autuação

A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.

Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.

A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.

O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.

A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.

Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.



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