INDICIADOS
CASO ADVOGADO EXECUTADO: POLÍCIA CIVIL INDICIA TRIO POR ENVOLVIMENTO; EMPRESÁRIA CONTINUA INVESTIGADA
No relatório policial, o delegado responsabilizou os suspeitos pelos crimes de homicídio duplamente qualificado pela traição
Polícia
ATUALIZADA ÀS 11h49 – No rumoroso caso de execução do advogado em dezembro passado em Cuiabá, o delegado Nilson Farias, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), já finalizou parte do inquérito que investiga a morte do advogado Roberto Zampieri, 57 anos e indiciou o trio que está preso por suposto envolvimento na morte do jurista. As investigações, porém, continuam para tentar identificar a participação da empresária Maria Angélica Caixeta Gontijo.
Já foram indiciados Antônio Gomes da Silva, suspeito de ter atirado contra o advogado, Hedilerson Fialho Martins Barbosa, 53 anos, responsável por ter contratado Antônio para executar o crime, e o coronel do Exército Brasileiro (EB) Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, responsável por repassar os valores aos executores.
O trio permanece preso preventivamente. No relatório policial, o delegado responsabilizou os suspeitos pelos crimes de homicídio duplamente qualificado pela traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa da vítima e qualificado por ter sido praticado mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe.
O procedimento agora será encaminhado ao Tribunal de Justiça (TJMT), que redistribuirá o relatório ao Ministério Público (MPMT) para o oferecimento ou não da denúncia. Caso a peça acusatória seja recebida pelo Poder Judiciário, a ação penal será iniciada e o trio passará a ser réu no caso.
A empresária que chegou a ficar presa temporariamente pelo crime não foi indiciada no primeiro momento, mas as investigações para identificar a participação dela ou não ainda não foram finalizadas.
“Ela não foi indiciada. No entanto as investigações continuam a fim de estabelecer vínculo entre mandantes e executores e financiadores do homicídio de Roberto Zampieri”, explicou o delegado.
Polícia
Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento
O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.
De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.
Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.
Defesa contesta autuação
A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.
Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.
A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.
O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.
A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.
Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.
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