EM BELO HORIZONTE-MG
CASO ADVOGADO EXECUTADO: CORONEL ESTÁ PRESO SOB SUSPEIÇÃO DE FINANCIAR ASSASSINATO DE ROBERTO ZAMPIERI EM CUIABÁ
Delegado Farias informou que o coronel é suspeito de financiar o assassinato do advogado
Polícia
ATUALIZADA ÀS 09h44 – Preso mais um acusado de envolvimento na execução sumária do advogado Roberto Zampieri em Cuiabá, em 05/12/2023. Dessa vez o Coronel do Exército, Etevaldo Luiz Cacadini de Vargas, foi preso nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira (15), em Belo Horizonte (MG), sob suspeição de envolvimento na morte do advogado Roberto Zampieri, no Bosque da Saúde, em Cuiabá.
A equipe da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá, coordenada pelo delegado Nilson Farias, está na cidade e, além do mandado de prisão temporária, também cumpre uma busca e apreensão.
Delegado Farias informou que o coronel é suspeito de financiar o assassinato do advogado. Ele vai ser ouvido ainda nesta segunda e, não há, até o momento, previsão de que o militar seja transferido para Cuiabá.
Cronologia da execução
O advogado Roberto Zampieri tinha 56 anos e foi assassinado na noite do dia 05 de dezembro passado, na frente de seu escritório localizado no bairro Bosque da Saúde, na capital.
O jurista estava em uma picape Fiat Toro quando foi atingido pelo executor, friamente, com diversos disparos de arma de fogo. O assassino foi preso na cidade de Santa Luzia, região metropolitana de Belo Horizonte (MG).
A prisão de Antônio Gomes da Silva foi cumprida pela Delegacia de Homicídios da capital mineira em apoio à Polícia Civil de Mato Grosso, que investiga o crime ocorrido contra o advogado.
Segundo a DHPP, a mandante do crime é Maria Angélica Caixeta Gontijo, foi presa na cidade de Patos de Minas, no sudeste mineiro. No momento da prisão, a investigada estava com uma pistola 9mm, do mesmo calibre que o utilizado no homicídio do advogado.
Por fim, no dia 22, o terceiro envolvido foi preso, sendo identificado como Hedilerson Fialho Martins Barbosa, membro do Exército e instrutor de tiro. Ele é apontado como provável intermediário do crime, sendo responsável por contratar o executor e entregar a arma de fogo.
Polícia aponta ainda que Antônio foi contratado para cometer o crime e recebeu R$ 40 mil. O intermediário despachou uma pistola calibre 9mm, registrada em seu nome, no dia 5 de dezembro, data que Zampieri foi morto.
Polícia
Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento
O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.
De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.
Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.
Defesa contesta autuação
A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.
Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.
A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.
O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.
A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.
Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.
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