"ROTA DO PÓ"

CAMINHÃO DE FRIGORÍFICO É APREENDIDO COM 420 KG DE COCÍNA

Logo após informações e denuncia de que um caminhão que havia saído do frigorífico em Rondonópolis para transporte de drogas

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Foto: PRF-MT

Nesta quarta-feira (15) durante a operação “Tolerância Zero” e operação “Protetor das Fronteiras”, apreenderam um caminhão de frigorifico foi apreendido transportando 420 kg de cocína. O veículo trafegava pela BR-364 na Serra de Petrovina, municipio de Pedra Preta em Mato Grosso.

A operação contou a participação do Grupo Especial de Fronteira (GEFRON), da unidade da Secretaria de Estado e Segurança Pública(SESP-MT), do Batalhão de Operação Especiais (BOPE), da Polícia Militar (PM) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).Um homem de 43 anos foi presio em flagrante por tráfico de drogas, o prejuizo para as facções criminosas é de R$ 10,8 milhões. 

A Polícia Federal recebeu informações sobre a possível utilização de um caminhão que havia saído do frigorífico em Rondonópolis para transporte de drogas. Com base nessa denúncia a PRF, o GEFRON e o BOPE planejaram uma ação conjunta que resultou na localização e apreensão dos entorpecentes, como também na prisão do motorista.

Tanto as drogas quanto ao suspeito foram encaminhadas da delegacia da Polícia rRdoviária Rederal em Rondonópolis, onde permanecem a disposição da justiça para procedimentos legais.

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Bruno Rios registra boletim contra Wanderley e afirma que não responderá por atos do presidente

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O vereador Bruno Rios (PL) registrou um boletim de ocorrência contra o presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), após relatar ter sido ameaçado durante uma sessão legislativa na terça-feira (20). O episódio ocorreu poucas horas depois da deflagração da Operação Cathedra Venalis, que investiga suspeitas de corrupção e compra de votos relacionadas à eleição da Mesa Diretora.

Em entrevista concedida nesta quarta-feira (21), Bruno afirmou que Wanderley deu um tapa em seu ombro esquerdo e disse que ele iria “pagar”. O vereador declarou que não aceita ser responsabilizado pelas investigações que atingem o presidente do Legislativo.

“Ele me falando: ‘Você vai me pagar, meu filho’. Naquele momento, eu simplesmente indaguei: ‘Pagar o quê? O que eu estou te devendo?’. Não estou te devendo nada. Não adianta o senhor querer procurar em mim culpado pelos seus atos”, relatou.

Bruno afirmou que pretende encaminhar o registro policial aos responsáveis pela investigação. Segundo ele, a abordagem ocorreu em meio à repercussão da operação do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), que colocou Wanderley entre os alvos.

“Eu respondo pelos meus atos e não pelos seus atos. Eu acredito que tudo que está acontecendo foi em decorrência dos atos dele e do grupo dele, pelo formato de fazer aquela política”, declarou.

Durante a entrevista, Bruno também negou ter sido responsável pela denúncia que deu origem à investigação do Gaeco. Ele explicou que sua atuação contra Wanderley ocorreu por meio de medidas judiciais relacionadas à eleição da Mesa Diretora.

“Eu sou autor da ação no STF e dos mandados de segurança. Desses eu sou autor”, afirmou.

O parlamentar disse ainda que não teve acesso integral ao inquérito e que busca consultar os documentos para compreender os elementos reunidos pelos investigadores.

A Operação Cathedra Venalis apura suspeitas de compra de votos, corrupção e possível atuação de uma organização criminosa na disputa pelo comando da Câmara de Várzea Grande. A ação cumpriu mandados de busca e apreensão contra vereadores do município e também alcançou parlamentares de Cuiabá.

Disputa pela Mesa Diretora continua

Além do boletim de ocorrência, Bruno voltou a cobrar a convocação de uma nova eleição para a Mesa Diretora. A votação realizada em maio, que terminou com a vitória de Wanderley por 12 votos a 11, foi anulada posteriormente pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O vereador sustenta que o presidente precisa convocar um novo pleito e afirma que o grupo liderado por Lucas do Chapéu do Sol (PL) mantém a candidatura para a disputa.

“A eleição está nula e ele tem que convocar a nova eleição”, declarou.

Bruno também criticou a articulação política que antecedeu a votação de maio e questionou a realização de uma reunião de vereadores em uma chácara antes do pleito. Segundo ele, o grupo de Wanderley teria alimentado a expectativa de que a prefeita Flávia Moretti (PL) seria cassada pela Justiça Eleitoral e que integrantes do grupo poderiam ocupar cargos na administração municipal. Essas afirmações representam a versão do vereador e não devem ser confundidas com fatos comprovados pela investigação.

O boletim de ocorrência formaliza a denúncia de Bruno sobre a suposta ameaça. A apuração do episódio e das suspeitas relacionadas à eleição da Mesa Diretora cabe às autoridades competentes.



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