Opinião
Saiba mais sobre os benefícios do implante hormonal para o organismo.
Opinião
Por: Dr Julio Cesar de S. Filho
Os benefícios dos implantes hormonais para o tratamento de várias disfunções é enorme, porém como toda indicação de hormônio, deve sempre ser feita com cautela.
Os implantes hormonais são pequenos bastonetes absorvíveis que são aplicados sob a pele, geralmente na região interna do braço ou no glúteo.
Ele é minúsculo: tem em média meio centímetro, e seus efeitos duram entre seis meses e um ano.
Em seu interior, eles carregam hormônios que podem variar entre testosterona, estradiol, progesterona, gestrinona e dentre outros.
Com a sua tecnologia de ação, os implantes vão liberando diariamente o hormônio no organismo, de acordo com sua necessidade. Quais as vantagens dos Implantes Hormonais?
Quando feito de forma indicada pelo médico é uma excelente ferramenta para a reposição hormonal, permitindo que a liberação ocorra gradativamente e de forma automática.
Os implantes podem ser feitos de silicone, e que requerem a substituição dentro de determinado período que varia entre um ano.
E há também um novo modelo, em forma de pellets, e que são totalmente absorvíveis pelo organismo.
As principais indicações e vantagens do seu uso:
– Tratamento para doenças ginecológicas como endometriose, adenomiose, miomas,
TPM, reposição hormonal da menopausa ou até como método contraceptivo.
– Para homens é feita a aplicação de testosterona, reduzindo os sintomas da andropausa.
– Prolongamento da qualidade de vida das pessoas.
– Melhora da memória.
– Fortalecimento do sistema imunológico.
– Aumento da libido. Tratamento do desejo sexual hipoativo.
– Diminuição dos níveis de cortisol (o hormônio do estresse).
A Reposição Hormonal
A terapia de reposição hormonal, quando feita da maneira correta e usando o que há demais moderno em termos de pesquisa, traz vários benefícios às mulheres e homens. Hoje temos um grande avanço nessa área e, diferente do que ocorria no passado com hormônios ainda pouco estudados, a reposição pode ser indicada como uma opção de tratamento. É sabido que nosso organismo necessita de uma série de hormônios para seu bom funcionamento. Entretanto, diversos fatores acabam impedindo essa produção naturalmente, seja fruto de alguma doença ou em função da idade avançada.
Dessa forma, os benefícios dos implantes hormonais são excelentes, mas claro que se forem feitos por meio de um médico que saiba a indicação necessária para cada organismo.
Se você é uma mulher que sofre de deficiência hormonal feminina, pode estar lidando com sintomas graves e não entender o motivo.
Você pode sofrer com a baixa libido ou estar lutando contra as oscilações de humor que interferem muito na sua qualidade de vida. Além disso, os níveis normais de testosterona em mulheres são essenciais para
promover a saúde, desde a densidade mineral óssea até a disposição e o bem-estar.
A terapia de reposição hormonal é um tratamento seguro e eficaz para níveis baixos em mulheres, mas o tratamento requer uma abordagem cuidadosa. Por isso, é importante ter um médico para realizar seu diagnóstico e o tratamento mais adequado para você ter a melhor qualidade de vida possível em todas as fases da vida!
Dr Julio Cesar de S. Filho
CRM MT 8484
Opinião
O jogo acaba. O “nós contra eles”, não
A Copa do Mundo está chegando ao fim justamente quando o Brasil entra na fase mais sensível de uma eleição presidencial atravessada por um país em estado de tensão. Não é apenas coincidência de calendário. É um contraste revelador. Durante algumas semanas, a camisa da Seleção cria uma identidade coletiva rara em um país profundamente dividido. O gol faz desconhecidos se abraçarem sem perguntar em quem o outro votou. A comemoração não pede carteira de filiação partidária. O canto da torcida dispensa declaração de posicionamento ideológico.
Por alguns dias, o Brasil lembra que ainda consegue compartilhar emoções antes de compartilhar convicções. A Copa não resolve nossas fraturas. Apenas decreta um breve cessar-fogo na guerra permanente em que transformamos a política. Talvez esse seja o maior constrangimento da política brasileira: um gol ainda consegue unir o que a própria política insiste em separar.
O problema é que o Brasil que reaparece depois da Copa não é um país leve. É um país desconfiado, intoxicado pela lógica do “nós contra eles” e marcado por anos de rupturas políticas. Já tivemos impeachment, prisão de ex-presidentes, uma eleição atravessada por uma facada, contestação do resultado das urnas, tentativa de golpe de Estado, entre outros fatos. Não é pouca coisa. Em menos de uma década, passamos a tratar a derrota eleitoral como uma tragédia nacional e a ruptura entre brasileiros como um efeito colateral aceitável.
A democracia brasileira não chega a 2026 apenas dividida. Chega com um número cada vez maior de brasileiros convencidos de que quem pensa diferente representa um perigo. O problema não começa quando dois lados pensam diferente. Começa quando um deles conclui que o outro perdeu o direito de pensar diferente. A partir daí convencer deixa de ser o objetivo. Basta derrotá-lo, calá-lo ou expulsá-lo do debate.
É justamente aí que a Copa encontra a política brasileira. Na Copa, o brasileiro sofre, reclama, critica o técnico, promete nunca mais assistir, mas sabe que haverá outro campeonato. A derrota dói, mas não vira certidão de óbito do país. Na eleição polarizada, acontece o oposto. O resultado deixa de ser uma alternância natural da democracia e passa a ser tratado como um apocalipse. Se o meu lado perde, acabou o Brasil. Se o outro vence, a tragédia já estava anunciada. A política brasileira parece ter encontrado no medo o seu cabo eleitoral mais eficiente. Em 2026, não basta prometer um futuro melhor. É preciso convencer o eleitor de que o futuro do outro será insuportável.
Não por acaso, pesquisas recentes mostram que a disputa presidencial já não se organiza apenas em torno da preferência do eleitor, mas também do medo da vitória do adversário. Em levantamento recente, brasileiros foram perguntados qual resultado lhes causaria maior preocupação: uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro ou a reeleição de Lula. O dado diz muito. Em vez de escolher quem parece mais capaz de conduzir o país, uma parcela do eleitorado já vota pensando em quem precisa ser impedido de governar. Quando o medo ocupa o centro da disputa, a esperança deixa de pedir voto e passa a disputar espaço com o pânico.
Talvez a maior lição da Copa seja justamente aquela que a política brasileira parece ter desaprendido: adversário não é inimigo. No futebol, ninguém propõe acabar com o time rival para conquistar o título. Pelo contrário. Sem adversário, não há jogo, não há campeonato e não há campeão. Na democracia deveria valer a mesma regra. Mas a polarização resolveu fazer uma inovação curiosa: quer preservar a democracia eliminando justamente aquilo que a torna possível, a existência de quem pensa diferente. O adversário virou ameaça, o voto virou julgamento moral e a divergência passou a ser tratada como defeito de caráter. E, quando isso acontece, a eleição deixa de escolher governantes para começar a escolher quem merece pertencer ao país.
A Copa termina, mas deixa uma provocação para a política brasileira. O campeonato acaba. A democracia, felizmente, não. Ela continua na conversa entre vizinhos, no trabalho, nas reuniões de família e em todos os lugares onde seguimos convivendo com quem votou diferente. É justamente aí que futebol e política deixam de jogar a mesma partida.
No futebol, o VAR revisa o lance e, confirmada a decisão, o jogo segue. Na política, há sempre quem queira rever o lance mais uma vez, como se um novo replay tivesse o poder de mudar um resultado já homologado, apenas porque o placar não saiu como a “torcida” esperava. No futebol, isso é apenas inconformismo. Na política, é a recusa em aceitar que o apito final também vale para as eleições. É assim que o “nós contra eles” continua sendo o único vencedor, independentemente de quem vença nas urnas.
Christiany Fonseca é Cientista Política e Doutora em Sociologia pela UFSCar
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