Opinião
Luxo é um sonho! Qual é o seu?
Opinião
Pode-se dizer, que aquilo que é considerado um luxo está em constante processo de variação, conforme a época, o tempo, o local… contudo, o suspiro que esta palavra evoca em cada um de nós sempre será o mesmo.
Em cada momento da vida, será despertado em nós um tipo de luxo: Para uma mãe recém-parida, tomar um banho de 30 minutos, lavando seus cabelos em silêncio, traduz uma experiência de luxo; já para uma adolescente em fase de descobertas, em 1h ainda não foi possível nem mesmo escolher a roupa que será usada.
Para alguém que mora distante da praia, comer um camarão a beira mar é um luxo, mas para aquele que mora em frente ao mar, talvez luxo seja passar muito frio, em um inverno glacial, tomando chocolate quente.
Luxo é sentimento. Luxo é emoção!
Hoje, com a globalização de ideias e opções, investir em uma experiência de consumo, que eleve em cada pessoa o sentimento do quão especial ela é, significa aguçar o luxo que reside dentro dela.
Sendo assim, desde o brigadeiro que ela come, até o carro que consome, precisam fazer parte de um processo que cause a sensação de originalidade e privilégio, caso contrário, estas serão apenas mais uma escolha no vasto universo de opções que possuímos, porém, assim como a abelha possui uma natureza que a leva a produzir o mel, nós precisamos primeiramente possuir os atributos que desejamos que sejam explorados.
Grandes tiragens não combinam com o luxo: Seja original.
Não se deixe levar pela pirataria dos modismos, porque em longo prazo, tudo o que não é original, acaba se deteriorando e deixando como legado o sentimento de insatisfação e desperdício.
Sabe o que é incopiável? A sua essência. Ela sim é inimitável. Invista e não se arrependerá.
A nossa imagem pessoal reúne conteúdo e forma, e para a elaboração de uma comunicação eficiente ambas devem estar alinhadas.
Pontes seguras demoram a serem edificadas, mas são sólidas, enquanto os atalhos podem até nos levar aos destinos mais rapidamente, entretanto, além de nos surpreenderem com buracos no caminho, podem nos deixar ainda mais perdidos, devido às voltas que nos fazem dar.
Sendo assim, encare seus olhos no espelho.
Observe os ruídos existentes entre o seu conteúdo e sua embalagem.
Mire em seus sonhos.
Dê o primeiro passo: Comece por dentro,
Denia Consultoria – A equipe da é formada por Denia Alexandrina, consultora de imagem e marketing, há 40 anos no mercado; Fernanda Fae Figueiredo, fashion marketing; e Estela Fae de Barros que é psicóloga e especializada em marketing. Email: deniaconsultoriadeimagem@hotmail.com / @deniaconsultoria
Foto: Assessoria
Opinião
Saúde mental é inegociável
O que aprendi em 10 anos liderando a pauta de saúde mental? Durante a última edição do Vittude Summit, subi ao palco diante de cerca de 1.800 pessoas e lembrei do primeiro evento que realizamos, em janeiro de 2020. Na época, a expectativa era reunir 200 participantes para discutir saúde mental no ambiente corporativo. Muitos acreditavam que ninguém apareceria: o evento recebeu 280 pessoas.
Poucos meses depois, a pandemia transformou definitivamente a forma como as empresas passaram a enxergar o tema. O que antes era tratado como assunto secundário passou a ocupar espaço nas agendas das lideranças. Em poucos anos, vimos crescer rapidamente o interesse das organizações por estratégias estruturadas de promoção da saúde mental.
Os números que não podem mais ser ignorados
Em 2025, o Brasil registrou mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais, o maior número da série histórica e o terceiro ano consecutivo de crescimento. O dado, porém, mostra apenas parte do problema. Ele considera apenas afastamentos superiores a 15 dias, deixando de fora atestados mais curtos e um fenômeno igualmente preocupante: o presenteísmo, quando o colaborador está presente, mas não consegue desempenhar plenamente suas atividades.
No Censo de Saúde Mental da Vittude, realizado com 175 mil trabalhadores de 35 grandes corporações, identificamos uma perda média de produtividade de 32%. Em outras palavras, de cada R$ 100 investidos em folha de pagamento, cerca de R$ 32 deixam de se converter em trabalho efetivo em função do adoecimento emocional. Ou seja, são perdas financeiras e humanas.
O papel da segurança psicológica
Um dos principais achados do estudo foi a relação direta entre segurança psicológica e saúde mental. Entre os colaboradores que relataram baixos níveis de segurança psicológica, todos os indicadores analisados pioraram significativamente. A ideação suicida passou de 14,75% para 19%, enquanto a propensão ao burnout saltou de 5,94% para 21%. Já entre aqueles que percebiam altos níveis de segurança psicológica, a propensão ao burnout foi praticamente nula.
Esses dados mostram que boa parte do adoecimento está concentrada em ambientes onde as pessoas não se sentem seguras para pedir ajuda ou expressar opiniões. Por isso, saúde mental não depende apenas da oferta de benefícios. Depende, principalmente, da cultura organizacional.
A prevalência de ideação suicida entre os trabalhadores avaliados no Censo (14,75%) foi inferior à observada na população brasileira em geral (18%, segundo estudo do Instituto Cactus). Isso mostra que o trabalho pode funcionar como fator de proteção quando oferece pertencimento, reconhecimento e relações saudáveis.
O problema é que muitos ambientes ainda não oferecem essas condições. Com a atualização da NR-1 já em vigor, o gerenciamento dos riscos psicossociais passou a integrar oficialmente as responsabilidades das empresas.
O que aprendemos na prática
Ao longo desses dez anos, ficou claro que os programas de saúde mental mais efetivos compartilham uma característica: método. Não basta contratar fornecedores ou oferecer benefícios. É preciso diagnosticar riscos, definir prioridades, acompanhar indicadores, testar iniciativas e envolver a liderança de forma consistente durante todo o processo.
Foi dessa experiência que surgiu o Método VITAL — Verificar, Idealizar, Testar, Amadurecer e Liderar — desenvolvido a partir do trabalho com organizações de diferentes setores. O aprendizado é simples: iniciativas isoladas dificilmente produzem mudanças duradouras.
Promover saúde mental exige planejamento, acompanhamento contínuo e compromisso da liderança.
Em dez anos, a pauta amadureceu.
Hoje, o cenário é diferente. Líderes, profissionais de RH, médicos do trabalho e executivos passaram a discutir segurança psicológica, riscos psicossociais e saúde mental com uma frequência que parecia improvável poucos anos atrás.
A atualização da NR-1 consolida essa mudança. E depois de uma década acompanhando essa transformação, vejo que chegamos a um ponto de virada. Ainda há muito a fazer, mas, pela primeira vez em muitos anos, há uma combinação de conscientização, evidências e compromisso institucional capaz de acelerar essa mudança. E isso, sem dúvida, é motivo de esperança.
* Tatiana Pimenta CEO da Vittude
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