Opinião
Grandes responsabilidades merecem grandes feitos
Opinião
Nesta semana, celebro duas relevantes conquistas: tomei posse, pela segunda vez, como presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso (Fecomércio-MT) e fui eleito um dos vice-presidentes da Confederação Nacional do Comércio (CNC), na chapa do atual presidente da entidade, José Roberto Tadros, para os próximos quatro anos.
Chegar até aqui não foi uma tarefa fácil. Quando assumi a Fecomércio-MT, o principal compromisso era resgatar a imagem e a credibilidade da instituição. Focamos em ações capazes de potencializar nossas metas e mantivemos posicionamentos firmes na defesa do comércio. Agradeço aos presidentes dos sindicatos, conselheiros, diretores e colaboradores, pois, juntos, conseguimos superar muitos desafios, inclusive, as adversidades de uma pandemia.
Todo esse trabalho nos tornou ainda mais fortes para continuar atuando no fortalecimento da base sindical e do Sistema Fecomércio como um todo, que é composto pelos dois braços sociais: Serviço Social do Comércio (Sesc-MT) e Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac-MT), e do filho mais novo da federação, o Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio-MT (IPF-MT).
Esta nova gestão representa a continuidade e a ampliação dos processos de transformação que iniciamos. Nos próximos anos, grandes ações e investimentos serão feitos pelo Sistema Comércio em Mato Grosso. Entre eles, a construção do Complexo Educacional em Cuiabá, onde serão aplicados mais de R$ 60 milhões para a execução de uma das mais modernas unidades do Senac no país.
Além disso, será construído um Complexo Sindical na sede da federação para sediar os sindicatos filiados. Também vamos continuar expandindo as ações no interior, com novas unidades do Sesc e Senac. A segunda maior cidade do estado, Várzea Grande, por exemplo, receberá a primeira unidade do Sistema Fecomércio-MT, que contará com Restaurante do Comerciário, academia, consultório odontológico e salas de qualificação profissional.
Agora, como vice-presidente da CNC, terei ainda mais força para trabalhar pelas demandas e anseios dos comerciantes do estado, principalmente, em pautas de âmbito nacional. Para mim, foi uma grande honra receber o convite do presidente da CNC, pois representa confiança e respeito pelo trabalho que venho desempenhando à frente do Sistema Fecomércio-MT.
Agradeço aos que estiveram comigo, desde o início, no desafio de transformar as ações da federação, que é a principal representante do setor no estado. Nos próximos anos, grandes investimentos serão feitos, além de ações ainda mais efetivas em benefício dos comerciantes, comerciários e da população mato-grossense.
*José Wenceslau de Souza Júnior é presidente da Fecomércio, Sesc, Senac, IPF-MT e Sindicomac em Mato Grosso, comerciante há mais de 40 anos. E-mail: presidencia@fecomerciomt.org.
Opinião
Saúde mental é inegociável
O que aprendi em 10 anos liderando a pauta de saúde mental? Durante a última edição do Vittude Summit, subi ao palco diante de cerca de 1.800 pessoas e lembrei do primeiro evento que realizamos, em janeiro de 2020. Na época, a expectativa era reunir 200 participantes para discutir saúde mental no ambiente corporativo. Muitos acreditavam que ninguém apareceria: o evento recebeu 280 pessoas.
Poucos meses depois, a pandemia transformou definitivamente a forma como as empresas passaram a enxergar o tema. O que antes era tratado como assunto secundário passou a ocupar espaço nas agendas das lideranças. Em poucos anos, vimos crescer rapidamente o interesse das organizações por estratégias estruturadas de promoção da saúde mental.
Os números que não podem mais ser ignorados
Em 2025, o Brasil registrou mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais, o maior número da série histórica e o terceiro ano consecutivo de crescimento. O dado, porém, mostra apenas parte do problema. Ele considera apenas afastamentos superiores a 15 dias, deixando de fora atestados mais curtos e um fenômeno igualmente preocupante: o presenteísmo, quando o colaborador está presente, mas não consegue desempenhar plenamente suas atividades.
No Censo de Saúde Mental da Vittude, realizado com 175 mil trabalhadores de 35 grandes corporações, identificamos uma perda média de produtividade de 32%. Em outras palavras, de cada R$ 100 investidos em folha de pagamento, cerca de R$ 32 deixam de se converter em trabalho efetivo em função do adoecimento emocional. Ou seja, são perdas financeiras e humanas.
O papel da segurança psicológica
Um dos principais achados do estudo foi a relação direta entre segurança psicológica e saúde mental. Entre os colaboradores que relataram baixos níveis de segurança psicológica, todos os indicadores analisados pioraram significativamente. A ideação suicida passou de 14,75% para 19%, enquanto a propensão ao burnout saltou de 5,94% para 21%. Já entre aqueles que percebiam altos níveis de segurança psicológica, a propensão ao burnout foi praticamente nula.
Esses dados mostram que boa parte do adoecimento está concentrada em ambientes onde as pessoas não se sentem seguras para pedir ajuda ou expressar opiniões. Por isso, saúde mental não depende apenas da oferta de benefícios. Depende, principalmente, da cultura organizacional.
A prevalência de ideação suicida entre os trabalhadores avaliados no Censo (14,75%) foi inferior à observada na população brasileira em geral (18%, segundo estudo do Instituto Cactus). Isso mostra que o trabalho pode funcionar como fator de proteção quando oferece pertencimento, reconhecimento e relações saudáveis.
O problema é que muitos ambientes ainda não oferecem essas condições. Com a atualização da NR-1 já em vigor, o gerenciamento dos riscos psicossociais passou a integrar oficialmente as responsabilidades das empresas.
O que aprendemos na prática
Ao longo desses dez anos, ficou claro que os programas de saúde mental mais efetivos compartilham uma característica: método. Não basta contratar fornecedores ou oferecer benefícios. É preciso diagnosticar riscos, definir prioridades, acompanhar indicadores, testar iniciativas e envolver a liderança de forma consistente durante todo o processo.
Foi dessa experiência que surgiu o Método VITAL — Verificar, Idealizar, Testar, Amadurecer e Liderar — desenvolvido a partir do trabalho com organizações de diferentes setores. O aprendizado é simples: iniciativas isoladas dificilmente produzem mudanças duradouras.
Promover saúde mental exige planejamento, acompanhamento contínuo e compromisso da liderança.
Em dez anos, a pauta amadureceu.
Hoje, o cenário é diferente. Líderes, profissionais de RH, médicos do trabalho e executivos passaram a discutir segurança psicológica, riscos psicossociais e saúde mental com uma frequência que parecia improvável poucos anos atrás.
A atualização da NR-1 consolida essa mudança. E depois de uma década acompanhando essa transformação, vejo que chegamos a um ponto de virada. Ainda há muito a fazer, mas, pela primeira vez em muitos anos, há uma combinação de conscientização, evidências e compromisso institucional capaz de acelerar essa mudança. E isso, sem dúvida, é motivo de esperança.
* Tatiana Pimenta CEO da Vittude
-
Política7 dias atrásGilberto Mello ganha força na reta final e é aposta do PL para a Câmara Federal
-
Polícia5 dias atrásMárcia Pinheiro passa por cirurgia de seis horas e família atualiza estado de saúde
-
Política7 dias atrásLuiz Sansão declara apoio a Juca do Guaraná e destaca atuação do deputado em Barra do Bugres
-
Política4 dias atrásTRE-MT informa ausência de denúncias de fake news e destaca ações conjuntas com a ALMT
-
Entretenimento6 dias atrásClara, filha de Zezé Di Camargo e Graciele surpreende ao escolher doces: ‘Sem açúcar’
-
Esporte6 dias atrásBrasil vira sobre a Austrália e vence por 4 a 2 em amistoso
-
Política6 dias atrásEmanuelzinho aparece na frente em pesquisa para deputado federal em Cuiabá
-
Política6 dias atrásAbilio pede desculpas a Erika Hilton após acordo com a PGR por episódio na CPMI

