Opinião
Dicas de final de ano para o consumidor
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Com a pandemia cresceu muito as compras on-line e neste fim de ano essa modalidade de compra continua em alta, tendo vista a comodidade, no entanto o consumidor deve estar atento a algumas situações.
Um ponto importante na hora de realizar a compra on-line é a segurança é recomendado utilizar uma máquina com antivírus. Outra dica é sempre digitar o endereço do site no navegador de internet. Antes de fornecer os dados, verifique se o endereço do site começa com https://.
Busque informações a respeito do site, se possui CNPJ, email e telefone
Outro ponto também importante é a respeito da garantia, pois compra realizada on-line (fora do estabelecimento comercial) possui o direito de arrependimento o prazo é de 07 dias após o recebimento do produto.
Ao receber o produto confira no ato da entrega se não há violação, se o produto não veio com defeito, pois se houver você deve recusar a entrega por este motivo imediatamente notifique o vendedor/fornecedor do ocorrido.
O prazo para troca de produtos com defeito são os mesmos utilizados na compra presencial.
Nas compras realizadas em loja física o consumidor deve ter atenção analisar com cuidado o produto, pois a garantia nos casos de tamanho, cor, modelo ou arrependimento não pode ser exigido do fornecedor/comerciante, a garantia nesses casos se referem ao produtos com defeito com prazo de 30 dias para bens não duráveis e 90 dias para bens duráveis.
O comerciante não é obrigado a realizar parcelamento de compras sendo essa uma faculdade, não sendo obrigado a fazê-lo sem juros. Caso o parcelamento tenha juros fique atento à taxa cobrada.
Muitas lojas cobram valores diferentes entre pagamento em dinheiro, débito ou crédito. Com advento da lei 13.455/17 essa prática passou a ser legal.
O consumidor deve exigir o preço mais baixo em caso de diferença. O fornecedor deve cumprir toda informação ou publicidade, inclusive o preço de prateleira, que é considerado parte integrante do contrato.
Exija a nota fiscal do produto e em caso de perda o consumidor pode solicitar segunda via junto ao fornecedor. A nota fiscal deve ser fornecida pelo comerciante tanto na compra online ou física.
Agora aproveite as festas com tranquilidade.
Elaine Freire é advogada em Cuiabá (MT) – @elainefreireadv
Foto: Assessoria
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Saúde mental é inegociável
O que aprendi em 10 anos liderando a pauta de saúde mental? Durante a última edição do Vittude Summit, subi ao palco diante de cerca de 1.800 pessoas e lembrei do primeiro evento que realizamos, em janeiro de 2020. Na época, a expectativa era reunir 200 participantes para discutir saúde mental no ambiente corporativo. Muitos acreditavam que ninguém apareceria: o evento recebeu 280 pessoas.
Poucos meses depois, a pandemia transformou definitivamente a forma como as empresas passaram a enxergar o tema. O que antes era tratado como assunto secundário passou a ocupar espaço nas agendas das lideranças. Em poucos anos, vimos crescer rapidamente o interesse das organizações por estratégias estruturadas de promoção da saúde mental.
Os números que não podem mais ser ignorados
Em 2025, o Brasil registrou mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais, o maior número da série histórica e o terceiro ano consecutivo de crescimento. O dado, porém, mostra apenas parte do problema. Ele considera apenas afastamentos superiores a 15 dias, deixando de fora atestados mais curtos e um fenômeno igualmente preocupante: o presenteísmo, quando o colaborador está presente, mas não consegue desempenhar plenamente suas atividades.
No Censo de Saúde Mental da Vittude, realizado com 175 mil trabalhadores de 35 grandes corporações, identificamos uma perda média de produtividade de 32%. Em outras palavras, de cada R$ 100 investidos em folha de pagamento, cerca de R$ 32 deixam de se converter em trabalho efetivo em função do adoecimento emocional. Ou seja, são perdas financeiras e humanas.
O papel da segurança psicológica
Um dos principais achados do estudo foi a relação direta entre segurança psicológica e saúde mental. Entre os colaboradores que relataram baixos níveis de segurança psicológica, todos os indicadores analisados pioraram significativamente. A ideação suicida passou de 14,75% para 19%, enquanto a propensão ao burnout saltou de 5,94% para 21%. Já entre aqueles que percebiam altos níveis de segurança psicológica, a propensão ao burnout foi praticamente nula.
Esses dados mostram que boa parte do adoecimento está concentrada em ambientes onde as pessoas não se sentem seguras para pedir ajuda ou expressar opiniões. Por isso, saúde mental não depende apenas da oferta de benefícios. Depende, principalmente, da cultura organizacional.
A prevalência de ideação suicida entre os trabalhadores avaliados no Censo (14,75%) foi inferior à observada na população brasileira em geral (18%, segundo estudo do Instituto Cactus). Isso mostra que o trabalho pode funcionar como fator de proteção quando oferece pertencimento, reconhecimento e relações saudáveis.
O problema é que muitos ambientes ainda não oferecem essas condições. Com a atualização da NR-1 já em vigor, o gerenciamento dos riscos psicossociais passou a integrar oficialmente as responsabilidades das empresas.
O que aprendemos na prática
Ao longo desses dez anos, ficou claro que os programas de saúde mental mais efetivos compartilham uma característica: método. Não basta contratar fornecedores ou oferecer benefícios. É preciso diagnosticar riscos, definir prioridades, acompanhar indicadores, testar iniciativas e envolver a liderança de forma consistente durante todo o processo.
Foi dessa experiência que surgiu o Método VITAL — Verificar, Idealizar, Testar, Amadurecer e Liderar — desenvolvido a partir do trabalho com organizações de diferentes setores. O aprendizado é simples: iniciativas isoladas dificilmente produzem mudanças duradouras.
Promover saúde mental exige planejamento, acompanhamento contínuo e compromisso da liderança.
Em dez anos, a pauta amadureceu.
Hoje, o cenário é diferente. Líderes, profissionais de RH, médicos do trabalho e executivos passaram a discutir segurança psicológica, riscos psicossociais e saúde mental com uma frequência que parecia improvável poucos anos atrás.
A atualização da NR-1 consolida essa mudança. E depois de uma década acompanhando essa transformação, vejo que chegamos a um ponto de virada. Ainda há muito a fazer, mas, pela primeira vez em muitos anos, há uma combinação de conscientização, evidências e compromisso institucional capaz de acelerar essa mudança. E isso, sem dúvida, é motivo de esperança.
* Tatiana Pimenta CEO da Vittude
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