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Dia 5 de junho, dia mundial do meio ambiente!

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Foto: Maurício Barbant - ALMT

Resta-nos, de forma consciente, agir e conclamar a todos para que nossas ações sejam ecologicamente corretas e que o ambiente em que vivemos e preparamos o presente e o futuro adotando fontes de energias limpas, de estímulo a reciclagem de resíduos sólidos e líquidos. Que tal agir localmente plantando uma árvore seja na cidade seja na propriedade rural.

É dia de preservarmos nossos rios, lembremos que a água e as florestas é a base da vida, é fazer com que a vida e as outras formas de vida sejam preservadas nesse planeta. Cuidar do meio ambiente é cuidar da vida. É hora de avaliar e propor novas políticas públicas que sejam suficientes ao desenvolvimento sustentável com preservação aos recursos naturais.

Somos interdependentes de tudo que acontece com a nossa casa maior, com o planeta Terra, com a forma como utilizamos dos nossos recursos finitos para gerar um desenvolvimento em que as próximas gerações possam usufruir de tais recursos e assim manter a biodiversidade, os ecossistemas e o equilíbrio climático.

O dia mundial do meio ambiente para mim representa dia de luta, representa que devemos trabalhar mais em favor dos demais seres que habitam esse planeta que compartilhamos hoje com perspectiva de que a nova geração possa igualmente viver em harmonia.

Viva o dia mundial do meio ambiente e mais do que nunca sou um soldado nessa luta. Abraço a todos aqueles que como eu se sensibiliza com uma árvore de ipê florida, com o desabrochar de uma flor, com a beleza de uma orquídea, de uma manifestação de vida de animal silvestre, de uma paisagem de uma floresta preservada, de um rio de águas limpas e com cardumes de peixes e outras formas de vida, enfim, viva a vida e o meio ambiente e estaremos sempre de prontidão para fazer nossa parte para lutar para preserva-lo. E parabéns a todos aqueles que como eu lutam em favor do meio ambiente!

*Eduardo Botelho é presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual pelo União Brasil.

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Saúde mental é inegociável

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O que aprendi em 10 anos liderando a pauta de saúde mental? Durante a última edição do Vittude Summit, subi ao palco diante de cerca de 1.800 pessoas e lembrei do primeiro evento que realizamos, em janeiro de 2020. Na época, a expectativa era reunir 200 participantes para discutir saúde mental no ambiente corporativo. Muitos acreditavam que ninguém apareceria: o evento recebeu 280 pessoas.

Poucos meses depois, a pandemia transformou definitivamente a forma como as empresas passaram a enxergar o tema. O que antes era tratado como assunto secundário passou a ocupar espaço nas agendas das lideranças. Em poucos anos, vimos crescer rapidamente o interesse das organizações por estratégias estruturadas de promoção da saúde mental.

Os números que não podem mais ser ignorados

Em 2025, o Brasil registrou mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais, o maior número da série histórica e o terceiro ano consecutivo de crescimento. O dado, porém, mostra apenas parte do problema. Ele considera apenas afastamentos superiores a 15 dias, deixando de fora atestados mais curtos e um fenômeno igualmente preocupante: o presenteísmo, quando o colaborador está presente, mas não consegue desempenhar plenamente suas atividades.

No Censo de Saúde Mental da Vittude, realizado com 175 mil trabalhadores de 35 grandes corporações, identificamos uma perda média de produtividade de 32%. Em outras palavras, de cada R$ 100 investidos em folha de pagamento, cerca de R$ 32 deixam de se converter em trabalho efetivo em função do adoecimento emocional. Ou seja, são perdas financeiras e humanas.

O papel da segurança psicológica

Um dos principais achados do estudo foi a relação direta entre segurança psicológica e saúde mental. Entre os colaboradores que relataram baixos níveis de segurança psicológica, todos os indicadores analisados pioraram significativamente. A ideação suicida passou de 14,75% para 19%, enquanto a propensão ao burnout saltou de 5,94% para 21%. Já entre aqueles que percebiam altos níveis de segurança psicológica, a propensão ao burnout foi praticamente nula.

Esses dados mostram que boa parte do adoecimento está concentrada em ambientes onde as pessoas não se sentem seguras para pedir ajuda ou expressar opiniões. Por isso, saúde mental não depende apenas da oferta de benefícios. Depende, principalmente, da cultura organizacional.

A prevalência de ideação suicida entre os trabalhadores avaliados no Censo (14,75%) foi inferior à observada na população brasileira em geral (18%, segundo estudo do Instituto Cactus). Isso mostra que o trabalho pode funcionar como fator de proteção quando oferece pertencimento, reconhecimento e relações saudáveis.

O problema é que muitos ambientes ainda não oferecem essas condições. Com a atualização da NR-1 já em vigor, o gerenciamento dos riscos psicossociais passou a integrar oficialmente as responsabilidades das empresas.

O que aprendemos na prática

Ao longo desses dez anos, ficou claro que os programas de saúde mental mais efetivos compartilham uma característica: método. Não basta contratar fornecedores ou oferecer benefícios. É preciso diagnosticar riscos, definir prioridades, acompanhar indicadores, testar iniciativas e envolver a liderança de forma consistente durante todo o processo.

Foi dessa experiência que surgiu o Método VITAL — Verificar, Idealizar, Testar, Amadurecer e Liderar — desenvolvido a partir do trabalho com organizações de diferentes setores. O aprendizado é simples: iniciativas isoladas dificilmente produzem mudanças duradouras.

Promover saúde mental exige planejamento, acompanhamento contínuo e compromisso da liderança.

Em dez anos, a pauta amadureceu.

Hoje, o cenário é diferente. Líderes, profissionais de RH, médicos do trabalho e executivos passaram a discutir segurança psicológica, riscos psicossociais e saúde mental com uma frequência que parecia improvável poucos anos atrás.

A atualização da NR-1 consolida essa mudança. E depois de uma década acompanhando essa transformação, vejo que chegamos a um ponto de virada. Ainda há muito a fazer, mas, pela primeira vez em muitos anos, há uma combinação de conscientização, evidências e compromisso institucional capaz de acelerar essa mudança. E isso, sem dúvida, é motivo de esperança.

* Tatiana Pimenta CEO da Vittude



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