Mato Grosso
Wellington pede isolamento e volta a criticar Governo e bancos: “Não estão ajudando”
Mato Grosso
Da Redação
Líder do Bloco Parlamentar Vanguarda, formado pelo Democratas, PL e PSC, o senador Wellington Fagundes (PL-MT) voltou a defender o isolamento social como medida mais eficaz de combate à proliferação do coronavírus. Segundo ele, o momento exige recolhimento das pessoas em setores considerados não essenciais, e ações de garantias do Estado brasileiro para manutenção do emprego. Porém, existe uma ponta que não está colaborando: os bancos.
“Não estão sendo parceiros. O sistema bancário é forte e organizado. A Febraban possui um lobby muito forte no Congresso. O Crédito não está chegando. A pequena e a média empresa, que são as que mais geram emprego no país, vão ao banco e não conseguem capital de giro. As linhas de crédito anunciadas pelo Governo estão na falácia. O crédito não está chegando na ponta” – disse o parlamentar.
Ele informou que tem conversado diariamente com as demais lideranças do Congresso Nacional – já que trata-se de uma queixa recorrente dos parlamentares – visando buscar uma medida que faça com que as instituições financeiras colaborem mais com o atual momento. Inclusive, segundo ele, com maior taxação de lucros. No ano passado, os bancos Bradesco, Itaú Unibanco, Santander e Banco do Brasil lucraram R$ 59,7 bilhões, o maior para o período pelo menos desde 2006.
“Em entrevistas, senador mostra desconforto com demora do Governo em tomar medidas de proteção à população e defende uso de reservas cambiais”.
Wellington aproveitou para, mais uma vez, denunciar o que classifica como “práticas abusivas de bancos”, que estariam, segundo ele, “impondo altos valores para avaliação de crédito, criando barreiras para aqueles que precisam deste socorro agora, inclusive, assegurando que a nossa economia consiga se manter de pé nestes dias difíceis de coronavírus”.
RESERVAS CAMBIAIS
O senador mato-grossense também criticou a própria postura do Governo no enfrentamento ao coronavírus. Sobretudo na demora em executar programas de auxílio aos mais necessitados. “A liberação dos R$ 600 demorou. Já deveria ter saído há muito mais tempo” – comentou.
Ele enfatizou ainda que o Brasil detém 350 bilhões de dólares de reservas cambiais que poderiam estar sendo usados neste momento de crise. “O Governo, primeiro, tem que buscar os recursos necessários para cuidar da vida das pessoas. E quando digo cuidar da vida das pessoas, falo principalmente dos mais pobres, dos mais necessitados” – acrescentou. Essa possibilidade, contudo, esbarra na resistência do ministro da Economia, Paulo Guedes. “Não dá! Temos que abrir o cofre do Governo” – frisou.
CORTE NA CARNE
Na defesa do sacrifício geral de todos, ele incluiu também os Poderes. Ele anunciou que o Congresso Nacional, por exemplo, deverá retornar aos cofres da União recursos na ordem de R$ 600 milhões para ações de combate ao coronavírus. “Todos devem ter a disposição de cortar a própria carne” – frisou, destacando, em especial, o Legislativo, o Judiciário, além do Tribunal de Contas e Ministério Público. “Homens públicos e políticos devem dar o exemplo” – disse Fagundes.
GRANDES FORTUNAS
Visto como uma potencial fonte de arrecadação para o país, o imposto sobre grandes fortunas (IGF) é tema de quatro projetos em tramitação no Senado. “Esse vírus entrou no Brasil através dos ricos. Quem anda de avião, pessoas que estavam em passeio ou trabalho fora do país, ou em cruzeiros” – lembrou. Para ele, o momento é de todos ajudarem. Ele trouxe como dado o fato de metade de toda a riqueza do Brasil concentrar-se em apenas 1% das famílias. Por outro lado, trabalhador que ganha acima de R$ 3 mil já tem que pagar IR, além de todos os tributos já incluídos nas aquisições.
DEFESA DO BPC
Para Wellington Fagundes, a taxação das grandes fortunas poderia garantir a ampliação do Benefício da Prestação Continuada (BPC), matéria vetada pelo Governo e derrubada pelos congressistas. O BPC atende atualmente mais de 4 milhões idosos e portadores.
“Votamos para aumentar o mínimo da renda da família. Fomos criticados – ele lembrou. Um país que volta as costas para idosos com mais de 65 anos que não tem direito a aposentadoria e aos deficientes físicos não pode ser digno. Por isso esses programas precisam que ser feitos”.
POLITIZAÇÃO DA PANDEMIA
Wellington Fagundes também insiste na tese de adiamento das eleições deste ano para 2022. Com isso, politicamente, se criaria no Brasil o princípio das eleições gerais, em todos os níveis: vereadores, prefeitos, deputados estaduais, deputados federais, governadores, senadores e presidente da República. Segundo ele, um anseio da população.
Ele considera que falar em gastar R$ 2 bilhões com eleições agora é enfrentar a população. “Ninguém vai aceitar. Até l porque todos os recursos devem ser destinados ao combate à Covid-19. A população não aceita. Por isso, acredito que vamos ter, no mínimo, que prorrogar as eleições” – salientou. O senador mato-grossense inclusive é autor de uma Emenda à constituição que altera o Ato das Disposições Constitucionais Transitórias nesse sentido.
Ele lembrou que à Justiça Eleitoral cabe apenas e tão somente adiar as eleições – o que poderia ocorrer até dezembro. Fora disso, somente com deliberação do Congresso Nacional. “Agora é hora do bom senso. Temos que nos concentrar em cuidar da vida das pessoas. Fazer os programas e atendimentos aos que mais precisam. Politizar a pandemia é um caos para o Brasil. Já vimos isso acontecer há semanas atrás, com muita discussão entre presidente e governadores quando o foco é eleição municipal, das capitais principalmente. Temos que ter o bom senso. Se desviarmos a atenção e começar a campanha antes da hora será muito ruim”.
BRASIL NÃO PAROU
Presidente da Frente Parlamentar de Logística e Infraestrutura (Frenlogi), Wellington Fagundes afirmou ainda que o Brasil não parou como se imagina. Ele ressaltou que há muitos setores essenciais funcionamento para que a população, de maneira geral, permaneça em isolamento social. Citou como exemplo a própria logística de transportes, que tem assegurado o abastecimento das cidades com alimentos, remédios e combustíveis. Também elogiou o trabalho dos profissionais de saúde e dos produtores rurais: “Eles estão enviando uma mensagem segura, de que podemos ficar em casa porque alimentos não vão faltar” – comentou.
Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado
Mato Grosso
Palestra aborda protocolo dos Bombeiros para vítimas de violência
O enfrentamento à violência contra a mulher e o fortalecimento da rede de proteção às vítimas estiveram em pauta na terça-feira (1º), durante palestra promovida pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) sobre o Procedimento Operacional Padrão (POP) do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso para o atendimento a mulheres em situação de violência. Ministrada pela tenente-coronel BM Karina Matos de Oliveira, a atividade integrou a programação da campanha Agosto da Segurança Institucional, coordenada pelo Centro de Segurança e Inteligência (CSI).O evento reuniu servidores do MPMT e estudantes do 2º semestre do curso de Direito da Faculdade Fasipe, no Auditório da Sede das Promotorias de Justiça da Capital. Além de apresentar os protocolos adotados pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), a palestrante destacou a importância da atuação integrada entre os órgãos de segurança pública e da disseminação de informações que contribuam para a prevenção e o enfrentamento da violência de gênero.Durante a exposição, a tenente-coronel abordou o papel estratégico do Corpo de Bombeiros no acolhimento e na proteção de mulheres vítimas de violência, ressaltando que os bombeiros frequentemente representam o primeiro contato da vítima com o poder público. Também chamou a atenção para o cenário preocupante dos casos de feminicídio em Mato Grosso, estado que lidera o ranking nacional pelo segundo ano consecutivo, e para a necessidade de um atendimento humanizado, qualificado e livre de revitimização.Outro destaque da palestra foi a apresentação das metas assumidas pelo CBMMT no âmbito do Plano Estadual de Metas de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, que prevê a capacitação de grande parte do efetivo da corporação para o acolhimento especializado. A oficial detalhou ainda o fluxo de atendimento previsto no POP 10, desde o deslocamento das equipes até o registro da ocorrência, enfatizando práticas de escuta qualificada, preservação da privacidade, encaminhamento adequado das vítimas e utilização de ferramentas de proteção, como o aplicativo SOS Mulher.Segundo ela, a apresentação também buscou orientar sobre medidas de prevenção e proteção às mulheres em situação de vulnerabilidade, bem como sobre a atuação conjunta do Corpo de Bombeiros Militar, da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp). “Precisamos cada vez mais falar sobre o tema e levar informação às mulheres e aos homens, para que saibam como agir diante de uma situação de violência”, ressaltou.O coordenador do CSI, promotor de Justiça Mauro Zaque de Jesus, destacou que a programação desenvolvida ao longo do mês buscou ampliar a cultura de prevenção e conscientização dentro da instituição. Segundo ele, os eventos tiveram o objetivo de capacitar e sensibilizar os integrantes do Ministério Público para temas relacionados à segurança institucional. “Fechamos hoje com a palestra sobre o atendimento às vítimas de violência, um tema de extrema relevância para a segurança como um todo”, afirmou, defendendo que a conscientização sobre o assunto permaneça presente durante todo o ano.A coordenadora do Núcleo de Prática Jurídica da Fasipe, Izabel Ferreira de Souza Barbosa, avaliou que a palestra representou uma importante oportunidade de aprendizado e reflexão para os acadêmicos. Segundo ela, discutir a violência de gênero em diferentes espaços fortalece a formação dos estudantes e amplia a conscientização sobre a responsabilidade social de cada cidadão. “O Ministério Público abrir essa porta para nós só nos faz agradecer. Foi uma experiência de grande valia e importância”, destacou.A estudante de Direito Heloísa Mayara enfatizou que o enfrentamento à violência contra a mulher deve permanecer em evidência de forma contínua. Para ela, o debate permanente contribui para ampliar a conscientização da sociedade e fortalecer a proteção às vítimas. “É um assunto que precisa ser tratado sempre, porque conhecimento nunca é demais, especialmente quando falamos de um problema que continua acontecendo todos os dias”, afirmou.Também integrou a atividade uma apresentação das representantes do Espaço Caliandra, que compartilharam informações sobre os serviços oferecidos pela iniciativa e apresentaram o trabalho desenvolvido pelo Observatório Caliandra, voltado ao acompanhamento e à produção de dados relacionados à violência contra mulheres e grupos em situação de vulnerabilidade.
Fonte: Ministério Público MT – MT
-
Política6 dias atrásIncentivo para instalação de data centers no Brasil é aprovado pelo Senado
-
Agricultura2 dias atrásAlgodão reúne o setor para discutir preços, produtividade e novos mercados
-
Agricultura6 dias atrásMilho deve ocupar área recorde de 7,48 milhões de hectares na próxima safra
-
Economia7 dias atrásA Prefeitura de Várzea Grande informa que o pagamento dos salários dos servidores públicos municipais foi realizado nesta segunda-feira (31).
-
Política4 dias atrásAnulada criação da Floresta Nacional de Cristópolis, na Bahia
-
Agricultura4 dias atrásImpasse sobre lenha ameaça R$ 10 bilhões em novos plantios de eucalipto
-
Polícia7 dias atrásPCCS da Saúde avança em Várzea Grande após diálogo com servidores e chega à Câmara Municipal
-
Política3 dias atrásQuando votar é uma escolha: o direito de comparecer ou não às urnas


Você precisa estar logado para postar um comentário Login