Mato Grosso

Vereador de Diamantino acusado de racismo e agressão a mulher se torna vergonha do Poder Legislativo

Publicado em

Mato Grosso

O vereador Edson Silva (Pros), popularmente conhecido como “Giripoca”, foi denunciado à Justiça e enquadrado na Lei Maria da Penha, ação que resultou em medidas protetivas à ex-companheira, ameaçada e agredida por ele, conforme estipula decisão judicial. A ficha do parlamentar em questão, segundo os diamantinenses, “está mais suja do que papel higiênico usado”

Da Redação

A pacata cidade de Diamantino, situada na região Médio Norte de Mato Grosso, anda perplexa com os últimos acontecimentos políticos envolvendo um dos componentes do Legislativo Municipal, o vereador Edson Silva, popularmente conhecido por “GIRIPOCA”, hoje sob o olhar atento da Justiça para evitar que volte a cometer mais crimes.

Edson Silva foi enquadrado na Lei Maria da Penha por ameaçar e também agredir FABRÍCIA DOS SANTOS DE LIMA, sua ex-companheira.  A decisão judicial número 1001030-26.2021.8.11.0005, da Vara Criminal de Diamantino, do dia 25/05/2021, foi proferida no último dia 25 de maio. 

Mesmo antes de vir a compor o quadro de parlamentares do município, Edson já não detinha um quadro de cidadão necessariamente exemplar, constituindo-se, segundo moradores de Diamantino, “em mais uma mancha social do que propriamente qualquer coisa pelo menos razoável”. O relacionamento conturbado com a esposa já era do conhecimento geral.  Isso se deve à sua tradicional conduta prepotente e geralmente agressiva com todos, condição arrogante que já culminou em problemas diversos.

Agora, “GIRIPOCA” tem que prestar contas à Justiça pelas agressões verbais e físicas contra FABRÍCIA DOS SANTOS DE LIMA, uma das vítimas de sua truculência diária. Só que, agora, ele extrapolou o que presumia ser direito pleno de falar e agir como bem quisesse, ainda que isso implicasse em transtornos a outras pessoas, pois a Justiça entrou no caso.

“GIRIPOCA” PIOU FINO: LEI MARIA DA PENHA

O “GIRIPOCA” piou humilde apenas quando sentiu que as leis existem para punir infratores. Diante das autoridades judiciais, da Promotoria Pública, o que se viu foi um “GIRIPOCA” bem diferente do sujeito fala-tudo e faz-tudo que Diamantino conhecia.

Com medida protetiva, qualquer passo em vão pode levá-lo doravante à cadeia, onde certamente terá mais tempo para refletir, juntamente com os demais confinados, que cidadão nenhum pode se arvorar de “rei”, ou mesmo de senhor dos escravos, segundo já foi apelidado.

RACISMO – Na mídia nacional, a exemplo de Exame, o vereador “GIRIPOCA” aparece protagonizando atitude racista. Isso em função de um pronunciamento que fez na tribuna do Legislativo cobrando reparos numa estrada rural:

“Vamos esperar que [Prefeitura] faça um serviço de ‘gente branca’, não de ‘gente preta’; porque, do jeito que está ali não dá”, declarou com ênfase.   

Tal declaração causou comoção social geral, apesar de o vereador ter tentando corrigir seu desabafo racista. “Foi apenas força de expressão”, tentou se retratar em novo pronunciamento da tribuna da Casa de Leis. Palavras que não convenceram seus colegas nem o restante da comunidade. Afinal, ali estava também um cidadão racista que maltrata e agride mulheres, atualmente acuado por medidas cautelares.

Pelo andar da carruagem, presume-se que os deslizes criminosos de “GIRIPOCA” terminem sendo acolhidos pelo Conselho de Ética do Parlamento Municipal culminando assim com quebra do decoro parlamentar, passo letal do processo de cassação. Afinal, pesa contra ele acusação de agressor de mulheres e racista, barbaridades que a sociedade atual não aceita mais. Representantes de conselhos repudiaram veementemente tal atitude e há mobilização processual para que “GIRIPOCA” venha a prestar contas dessas declarações.

Por enquanto, a expectativa da população de Diamantino é em relação às providências que o Legislativo já deveria ter tomado para coibir exemplarmente as transgressões de um dos membros dos seus quadros. O temor dos diamantinenses é de que prevaleça previsível corporativismo na instituição, brindando o criminoso que se arvora defensor das leis e dos bons costumes do município. A pergunta geral pela cidade é: “Que moral ele [“GIRIPOCA”] tem para representar nossa comunidade? Precisamos é de um defensor, não agressor”.

 

 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Mato Grosso

Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

Publicados

em


Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA