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Várzea Grande retoma atividades econômicas e agenda retorno das aulas

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Da Redação

Reforçando as necessidades e regras de distância mínima de 1,5 metros entre as pessoas, higienização rigorosa e limitando o atendimento a clientes, a prefeita de Várzea Grande, Lucimar Sacre de Campos acatou recomendação do Comitê de Enfrentamento ao Novo Coronavírus (Covid- 19) e adotou uma série de medidas que visam resguardar a saúde coletiva assim como o direito de ir e vir das pessoas e de terem trabalho e renda com a retomada da atividade econômica da segunda maior cidade de Mato Grosso.

O Decreto 29/2020, atualizou as medidas de combate à pandemia, manteve a situação de emergência e determinou a reabertura gradativa das atividades econômicas, agendou o retorno das atividades nas escolas municipais e centros municipais de educação infantil e também o retorno às atividades dos servidores públicos municipais, reforçando, no entanto, as regras de atendimento e higienização, bem como, ampliando os atendimentos online para se evitar aglomerações de qualquer natureza.

“Vamos retomar todas as atividades de forma gradual e responsável na medida em que o quadro permaneça como agora, sem grandes alterações na área de saúde e sem vitimas fatais”, disseram os secretários de Governo, Kalil Baracat (presidente do Comitê de Enfrentamento ao Novo Coronavírus (Covid- 19) e de Saúde, Diógenes Marcondes, acompanhados pela procuradora municipal, Sadora Xavier.

Todos voltaram a frisar que se houver um aumento nos casos do Covid- 19, novamente medidas de fechamento e isolamento podem ser adotadas, dentro do princípio da preservação da vida humana. “A prefeita sempre cobra medidas de saúde aliadas com a questão econômica para que o município e sua população não sejam ainda mais impactados com a pandemia”, disse Kalil Baracat.

As aulas retomam as atividades no próximo dia 05 de maio, sendo que até lá uma nova avaliação do quadro sanitário será realizada pelo Comitê de Enfrentamento ao Novo Coronavírus (Covid- 19) que pode alterar a data do ano letivo, lembrando que se as aulas retornarem no início de maio, além de não ter mais as férias do meio do ano, para a reposição das horas aulas, os alunos, terão que estudar até dezembro deste ano.

Os servidores públicos municipais retomam suas atividades integrais a partir do dia 11, sendo que outras medidas para se evitar a transmissão da doença foram mantidos.

Em Várzea Grande, segundo o Decreto 29/2020, os estabelecimentos comerciais, varejistas e atacadistas, incluindo shopping center, poderão retomar suas atividades, como forma de restabelecimento das atividades econômicas, com atendimento em 50% de sua capacidade, obedecendo as mesmas de prevenção e combate à disseminação do novo coronavírus, incluindo, métodos para evitar a circulação de pessoas que pertencem ao grupo de risco, conforme decisão da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde.

Os estabelecimentos comerciais cuja atividade econômica seja gênero alimentício, poderá retornar suas atividades, com atendimento em 30% (trinta por cento) de sua capacidade, desde que reforce as regras de distância e higienização, além do controle de fluxo.

Os cinemas e academias poderão retornar suas atividades, no dia 04 de maio de 2020, com atendimento de 1/3 (um terço) de sua capacidade, evitando, assim, a aglomeração de pessoas.

As atividades de prestação de serviço em geral, incluindo, assessorias e consultorias, poderão retornar suas atividades, como forma de restabelecimento das atividades econômicas. Já as atividades de prestação de serviço que possua atendimento ao publico de forma não individual, poderá faze?-lo com atendimento em 50% (cinquenta por cento) de sua capacidade.

Devera? ser evitado a realização de reuniões presenciais, priorizando, assim, a realização de atividades remotas.

Todos os ramos de atividade econômica, seja qual for sua área de atuação, bem como as instituições bancárias, lotéricas e congêneres, deverão seguir as recomendações dos órgãos de saúde, sob pena de responsabilização conforme legislação vigente, e, ainda:

a) controlar o acesso de entrada de pessoas, de modo a garantir o distanciamento de 15 m (um metro e meio) entre as pessoas na área disponível;

b) redução do número de mesas, quando houver, e mantença das mesmas com distanciamento de 15 m (um metro e meio) entre uma e outra;

c) determinar o uso de tocas, máscaras e álcool gel ou álcool 70% (setenta por cento), para todos os funcionários quando houver comercialização de alimentos, preferindo a adoção de práticas de servir os clientes sem esses terem acesso aos utensílios de uso coletivo e aglomeração em filas;

d) demarcac?a?o no piso, com a dista?ncia recomendada de 1,5m (um metro e meio) entre uma pessoa e outra e de, no mi?nimo, 50 cm (cinquenta centi?metros) do balca?o de atendimento;

e) higienizac?a?o dos produtos a serem comercializados;

f) higienizac?a?o constante do ambiente do trabalho;

g) disponibilizac?a?o de ma?scaras, ainda que artesanais, a?lcool gel ou a?lcool 70% (setenta por cento) para os funciona?rios e consumidores, e

h) disponibilizac?a?o de locais adequados para lavagem frequente das ma?os com a?gua e saba?o e/ou a disponibilizac?a?o de a?lcool gel ou a?lcool 70% (setenta por cento) para os funciona?rios e consumidores.

Outras duas decisões do decreto, são as que reafirmam agora como essencial e passível de punição a utilização de máscaras como medida não farmacológica mais importante para se evitar a propagação da doença e o retorno do transporte coletivo em sua integralidade a partir de 4 de maio e com redobrado esforço de higienização, cuidados com motoristas e cobradores e ventilação constante.

No que concerne às atividades religiosas o Decreto 29, permite a retomada dos mesmos a partir de 04 de maio desde que seja respeitada a lotação máxima de 50% da capacidade total do local, a disponibilização de produtos de higienização (água e sabão, álcool gel), distância mínima de 1,5 metros entre pessoas, controle de acesso do grupo de risco para pessoas com mais de 60 anos, proibição de pessoas sem máscaras e fiscalização constante.

Os gestores dos contratos de prestac?a?o de servic?o devera?o notificar a?s empresas contratadas, para que, sob pena de responsabilizac?a?o contratual, adotem todos os meios necessa?rios para cumprimento das determinac?o?es desse Decreto Municipal e conscientizem seus funciona?rios quanto aos riscos do Coronavi?rus (Covid-19) e quanto a? necessidade de reportarem a ocorre?ncia de sintomas de febre ou sintomas respirato?rios, de retorno de viagem ou que tenham contato ou convi?vio direto com casos confirmados, prova?veis ou suspeitos.

O presidente do Comitê de Enfrentamento ao Novo Coronavírus (Covid- 19), Kalil Baracat e a procuradora Geral, Sadora Xavier, frisaram que o novo decreto levou em consideração todas as decisões judiciais em sede de Supremo Tribunal Federal – STF e do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, quanto à decisão do desembargador Mário Kono, que fez uma série de recomendações que passaram a constar deste novo decreto.

Fora isto, o secretário de Saúde de Várzea Grande, Diógenes Marcondes sinalizou que no decreto está especificadas as medidas adotadas pela saúde pública do Estado e das Prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande para fazer o enfrentamento a pandemia.

“Estamos adotando medidas responsáveis com base em dados e estudos e se o quadro de saúde pública se alterar, novamente o Comitê de Enfrentamento poderá emitir novo decreto municipal revertendo decisões, já que temos um quadro estável e sendo acompanhado constantemente por técnicos de saúde pública”, ponderou ele.

No decreto municipal foi inserido o quadro de disponibilidade de vagas e as unidades hospitalares em todo Mato Grosso.

Além das novas decisões, o decreto reforça o Poder de Polícia de Fiscalização e de punição para aqueles que desrespeitarem as regras de funcionamento.

Segue na íntegra o Decreto 29 de 24 de abril de 2020 já publicado no site do município que pode ser consultado através do endereço www.varzeagrande.mt.gov.br ou http://www.varzeagrande.mt.gov.br/boletim-corona-virus/.

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Dólar cai quase 1%, e Ibovespa recua após tombo eleitoral

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O mercado financeiro apresentou movimentos de acomodação nesta terça-feira (27), após a forte reação da véspera à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O dólar fechou em queda próxima de 1% e ficou abaixo de R$ 5,35. A bolsa recuou cerca de 0,5%.

A sessão foi marcada pela correção cambial após a disparada da véspera e pela continuidade das perdas na bolsa, em meio às incertezas sobre a política econômica do próximo mandato, como a falta de definição do próximo ministro da Fazenda.

Principais números

  •     Dólar: R$ 5,349 (-1,07%);
  •     Mínima do dólar: R$ 5,316, por volta das 10h45;
  •     Dólar em 2026: queda acumulada de 2,55%;
  •     Ibovespa: 175.710,05 pontos (-0,51%);
  •     Petróleo tipo Brent: US$ 109,41 o barril (-1,20%).

Câmbio

O dólar à vista encerrou o pregão em baixa de 1,07%, a R$ 5,349, após subir mais de 8% na segunda-feira (26), quando a moeda estadunidense registrou sua maior alta diária desde janeiro de 1999.

A divisa recuou ao longo de toda a sessão e chegou à mínima de R$ 5,316 pela manhã. O movimento refletiu um ajuste de posições após a forte valorização anterior, provocada pela reação dos investidores ao resultado eleitoral. Em 2026, o dólar acumula queda de 2,55%.

Na véspera, o dólar havia avançado em meio à revisão de apostas que consideravam a vitória do senador Flávio Bolsonaro e às preocupações com a condução da política fiscal no novo mandato de Lula.

Nesta terça-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reafirmou que o governo pretende perseguir o centro da meta fiscal e que a proposta será discutida com o Congresso Nacional.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também afirmou que a instituição poderá atuar no mercado cambial caso identifique disfuncionalidades.

No cenário internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas, subia cerca de 0,35% no fim da tarde, movimento contrário ao observado no mercado brasileiro.

Ibovespa

O Ibovespa fechou em baixa de 0,51%, aos 175.710,05 pontos, prolongando o movimento negativo após o tombo de quase 14% registrado na segunda-feira (26).

A queda ocorreu mesmo com a recuperação do câmbio, em uma sessão marcada pela continuidade dos ajustes nas carteiras de investimentos e pela cautela diante das perspectivas econômicas para o próximo mandato presidencial.

Entre os fatores que pressionaram a bolsa esteve o recuo de 1,20% do petróleo Brent, referência internacional para a commodity, que encerrou a US$ 109,41 o barril. As ações da Petrobras, com maior peso no Ibovespa, caíram 2%.

Com o novo recuo, o Ibovespa permaneceu nos menores níveis desde agosto, enquanto investidores aguardam definições sobre a equipe econômica e os próximos passos da política fiscal do governo.

* Com informações da Reuters



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