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Várzea Grande entrega 10 novos leitos de UTI não Covid-19 no Hospital e Pronto Socorro

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Da Redação

Visando atender à crescente demanda para fazer frente ao momento de pandemia da Covid- 19, a Prefeitura de Várzea Grande, entregou, 10 novos leitos de UTI, que já estão atendendo aos pacientes no Hospital e Pronto Socorro Municipal.

“Estamos nos esforçando e muito para enfrentar essa pandemia, mas necessitamos que as pessoas também façam sua parte e nos ajudem ficando em isolamento, trabalhando em Home Office para aqueles que podem e para os que não podem, que saiam para trabalhar , porém, adotando todos os cuidados necessários como distância de 1,5 metros entre as pessoas, uso continuo de máscaras e luvas quando necessário, além de meios de higienização rigorosos”, disse a prefeita Lucimar Sacre de Campos.

Lucimar Campos e o secretário de Saúde de Várzea Grande, Diógenes Marcondes, sinalizaram que outras medidas estão em curso para ofertar leitos para aqueles que necessitam, mas todas elas respeitando os princípios constitucionais da Administração Pública da Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência.

A prefeita e o secretário lembraram que tem quase R$ 20 milhões em recursos para saúde sendo licitados para compras de equipamentos, medicamentos e insumos para atender as demandas das unidades médicas, inclusive EPIs – Equipamentos de Proteção Individual – , tudo dentro da lei e da ordem e com a determinação de se praticar preços reais e não abusivos.

“Tudo aqui é feito dentro da lei e da ordem, com transparência e para atender a maioria da população. Assim que trabalhamos. Muitos tem nos apontado o dedo, mas pouco ou quase nada se sabe que eles fizeram para ajudar no enfretamento de algo que é desconhecido para o mundo. Fácil acusar, mas participar da solução poucos querem. Alguns só reconhecem seus direitos, mas nunca suas obrigações”, disse Lucimar Sacre de Campos.

Diógenes Marcondes sinalizou que os 10 novos Leitos se somarão a outros 20 que já funcionam no Hospital e  Pronto Socorro Municipal de Várzea Grande e serão definitivos, e estão completos e prontos para atender os casos não Covid- 19.

“Lembro que no Plano de Contingência assinado com o Governo do Estado e com a Prefeitura de Cuiabá e que envolve todos os demais municípios de Mato Grosso, Várzea Grande ficou com sua estrutura voltada para os casos não Covid- 19. Fazemos o atendimento destes casos, sua triagem e sua transferência para as unidades referência, mas o fato de estarmos abrindo novas vagas desafoga os atendimentos em todas as unidades de saúde, pois não existem somente casos de coronavírus e sim de todas as demais enfermidades”, acrescentou Diógenes Marcondes.

Lucimar Sacre de Campos lembrou que todo o custo emergencial destes novos leitos neste início está sendo realizado pela arrecadação própria do município de Várzea Grande. “O governador Mauro Mendes e o secretário de Estado de Saúde Gilberto Figueiredo têm sido parceiros de Várzea Grande, lembrando que eles têm também ajudado as demais 140 cidades de Mato Grosso. Nestas novas UTIs as camas são do Governo do Estado e os equipamentos, medicamentos e insumos de Várzea Grande, além dos profissionais da área de saúde, mas o Governo do Estado ainda vai custear  parte do ônus financeiro das diárias junto com o município até que, os mesmos, sejam credenciados pelo Ministério da Saúde”, disse a prefeita.

Lucimar diz no entanto, que existe muita inverdade colocada sobre os valores liberados pelo Governo Federal. “A verdade dos fatos é que recebemos até o momento R$ 4,7 milhões de auxílio do governo federal para atender a saúde pública. Ouço falar de repasses da ordem R$ 96 milhões que não condizem com a realidade dos fatos. Existem recursos a serem ainda repassados, que precisam ser confirmados para ajudar no equilíbrio das finanças que estão afetadas pela desaceleração da economia e recursos para atender a saúde e o social, mais isto, ainda nem chegou”, disse Lucimar Sacre de Campos lembrando que se Governo Federal está reforçando o caixa de Estados e Municípios, por outro lado deixa de cumprir o repasse do FEX de 2018 e 2019 que representam R$ 1 bilhão para Mato Grosso e seus 141 municípios, “então nem tudo que se ouve falar é verdade”, disse a prefeita de Várzea Grande.

Diógenes Marcondes sinalizou que Várzea Grande investe 30% de suas receitas próprias em Saúde Pública, desde que a prefeita Lucimar Sacre de Campos, assumiu o mandato em 2015 e isto tem feito a diferença neste momento de pandemia, seja no Hospital e Pronto Socorro Municipal de Várzea Grande, nas UPAs do Ipase  ou Dr. Farid Seror no Grande Cristo Rei, nas cinco Clinicas de Atenção Básica (antigas policlínicas) e nas três novas Unidades Básicas de Saúde.

“O que foi feito em um passado recente, hoje tem sido importante para enfrentar uma pandemia que deixou o mundo refém da doença e de suas consequências, mas com certeza vamos vencê-la desde que todos façam cada um sua parte, mas em um único sentido que deve ser decidido pelo Ministério da Saúde e não apenas apontem o dedo e não contribuam”, disse o secretário de Saúde, Diógenes Marcondes.

 

 

 

Foto: Christiano Antonucci

 

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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