Mato Grosso

TJ determina soltura de Luiz Soares, que estuda medidas por constrangimento ilegal

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Mato Grosso

Da Redação

Em despacho de três páginas, o desembargador Paulo da Cunha expediu na tarde desta sexta-feira (22.09) o alvará de soltura do secretário de Estado de Saúde, Luiz Soares, preso nesta manhã por decisão do juízo de Nova Canaã do Norte, por suposto descumprimento de decisão judicial que determinava o fornecimento de medicamentos. Cunha entendeu que Soares foi conduzido “à presença da autoridade judiciária por atípico mandado de prisão, sendo desnecessário o encaminhamento à autoridade policial”.

À tarde, logo após ter saído do Fórum da Capital, onde passou pela audiência de custódia, Luiz Soares, acompanhado do procurador Geral do Estado, Rogério Gallo, do secretário de Comunicação, Kleber Lima, e de outros secretários, concedeu uma entrevista no Palácio Paiaguás, ocasião em que disse que se sentiu constrangido.

“Não tenho muitas palavras para explicar aquilo que constrange. Constrangeu a mim pessoalmente, a minha família, aos meus amigos, e as pessoas que me conhecem. Deixo de usar um direito que eu teria como cidadão, de propor uma ação de reparação de danos porque infelizmente no caso de existir vitória nessa ação não será o magistrado que ilegalmente me constrangeu que vai pagar, não vai sair dos altos salários dele. Vai ter que sair do cofre do estado de Mato Grosso,  que já não tem recursos para tantas outras coisas. Mas eu não abro mão de avaliar e provocar a PGE [Procuradoria-Geral do Estado]  no sentido de que se examine algo que possa levar a evitar esse  tipo de situação”, declarou.

Na coletiva, Gallo disse que, pelo fato de Soares ter sofrido constrangimento ilegal, poderá acionar a PGE para buscar reparação. “Vamos estudar uma representação em face desse constrangimento ilegal já que a prisão dele foi manifestamente ilegal”.  

O procurador-geral disse que o descumprimento de ordens  judiciais não acarretam pedido de prisão porque é reconhecido pelo próprio Tribunal de Justiça de que a prática pode no máximo pode ser considerada crime de menor potencial ofensivo. “Isso acarreta a lavratura de termo circunstanciado, mas nunca a prisão, sobretudo porque há outros meios de fazer o cumprimento de ordem judicial  e eventualmente descumpridas como bloqueios das contas do estado, que nesse caso efetivamente aconteceu. Então a prisão é ilegal por esses motivos que eu mencionei e também absolutamente desnecessária”.

Durante a audiência de custódia realizada pela manhã no Fórum da Capital, a PGE contestou a competência do juízo daquele município em decretar a prisão, tendo em vista que, por ocupar o cargo de secretário de estado, apenas o Tribunal de Justiça de Mato Grosso pode tomar tal decisão. “Esta constrição de liberdade, se possível, deveria ser determinada ao Tribunal de Justiça, e não à Vara de Precatórias de Cuiabá”.

O procurador também questionou uma das determinações judiciais que não teria sido cumprida, e que foi usada para fundamentar o pedido de prisão: o uso do medicamento canabidiol. “Vale o registro de que a ordem judicial supostamente descumprida diz respeito ao fornecimento de canabidiol, que é medicamento não autorizado pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] e proibido pelo SUS, de modo que há decisão do STJ que determina a ilegalidade que proíbe a autoridade sanitária de fornecê-lo.”

Por fim, a PGE pede que não se criminalize a gestão pública e que seja cessado o “constrangimento ilegal a que está submetido o secretário de Saúde”. “Fica o registro ainda de que não se pode criminalizar a gestão pública realizada, se não se chegará o dia que não teremos mais cidadãos interessados em ocupar tais cargos públicos pelo receio de serem submetidos a decisões absolutamente ilegais e constrangedoras”.

O representante do Ministério Público Estadual, Marcos Regenold Fernandes, expediu parecer favorável aos pedidos da PGE. “…de início, entendo que o Juízo deprecante incorreu em equívoco […], caberia ao TJMT decretar eventual prisão em flagrante, o que inclusive acredita-se não ser cabível ante a imputação de prática de delito de menor potencial, descritos no próprio mandato”.

O juiz Bruno D’Oliveira Marques, da Vara Especializada de Justiça Militar e Custódia, acompanhou o parecer do Ministério Público e decidiu. “…falece competência a este juízo para apreciação da quaestio, diante da prerrogativa de função do custodiado. Razão disso, determino o encaminhamento de cópia integral dos autos à Presidência do Tribunal de Justiça”.

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MPMT entrega brinquedos a filhos de colaboradores terceirizados

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (14), na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, em Cuiabá, a entrega de brinquedos arrecadados em comemoração ao Dia das Crianças. A iniciativa, promovida pelo Núcleo de Qualidade de Vida (Vida Plena), reuniu diversos brinquedos destinados aos filhos de colaboradores terceirizados da instituição.Durante o evento, o procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca Costa, destacou a importância de valorizar os profissionais que contribuem diariamente para o funcionamento do Ministério Público.“Para o Ministério Público, é um prazer e uma honra enorme ter os filhos dos nossos colaboradores, das pessoas que ajudam o Ministério Público a fazer frente às demandas que a sociedade nos traz. Ter os filhos de todos aqui, com essa família Ministério Público reunida, e poder dar uma lembrança alusiva à Semana das Crianças para cada criança, para cada filho ou filha de colaborador, é uma satisfação enorme para o Ministério Público de Mato Grosso”, afirmou.O coordenador da Procuradoria de Justiça Especializada da Defesa da Criança e do Adolescente, promotor de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado também ressaltou o significado da ação e a relação entre a instituição e os colaboradores. “Todos nós que estamos aqui estamos muito felizes, porque consideramos os pais e as mães de vocês como pessoas da nossa família. A gente se encontra e se vê todos os dias. Chegamos e encontramos o prédio limpo, as pessoas sempre sorridentes, tratando todo mundo bem e fazendo com que este local seja um lugar bonito, bom e alegre para trabalhar”, disse.A coordenadora do Núcleo Vida Plena, promotora de Justiça Gileade Pereira Souza Maia, destacou a importância da infância e o papel dos adultos na proteção e no desenvolvimento das crianças.“Esse dia nos lembra de algo que, no corre-corre da vida, às vezes esquecemos. A infância é o tempo da imaginação, da confiança e da descoberta. É quando aprendemos, pela primeira vez, que somos amados e que o mundo pode, sim, ser um lugar muito bom para viver. Cada criança traz consigo uma promessa, e cuidar dessa promessa é responsabilidade nossa, dos adultos, das famílias e também da instituição. Por isso, essa ação tem um significado especial para todos nós”, afirmou.A iniciativa foi recebida com entusiasmo pelos colaboradores e pelas crianças. A colaboradora Haíla Alves Santos avaliou positivamente a atividade. “Foi adorável, foi ótimo. As crianças se divertiram bastante. É o primeiro ano que fazem essa ação conosco, então foi muito bom”, relatou.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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