Mato Grosso
Sogro é preso por ajudar filho a manter ex companheira em cárcere privado em Sorriso
Mato Grosso
Da Redação
Um homem não identificado de 49 anos foi preso, após ajudar o filho, de 22 anos, a manter a ex-mulher em cárcere privado na cidade de Sorriso (a 396 quilômetros de Cuiabá).
De acordo com o boletim de ocorrência, o suspeito usou a filha do casal, de apenas 2 anos, para forçar a ex mulher ir com ele no Bairro Jardim Bela Vista.
A mulher estava morando na casa de uma amiga depois da separação. O ex-marido, então, foi até essa residência para forçá-la a retornar com ele.
Segundo a amiga da vítima, que testemunhou o caso, o suspeito estava em visível estado de embriaguez quando chegou.
A mulher conta que a amiga (a vítima), a todo momento dizia que não queria ir, que era para que ele parasse de usar a criança para forçá-la a voltar. Em compensação, o suspeito continuava afirmando que faria algo de mal com a filha caso ela não voltasse com ele.
Com medo dele concretizar a ameaça, principalmente por já ter sofrido agressões, a mulher entrou no carro.
A vítima foi levada para a casa onde morava com os sogros. Ela, que estava sendo impedida de ir embora, falou para os sogros que não queria ficar. Em resposta, eles apenas diziam que os dois precisavam conversar.
Quando os policiais chegaram no local, viram a vítima sentada na sacada com outra mulher – possivelmente a sogra. O suspeito estava na porta e quando viu a viatura entrou para dentro. Da sacada, a vítima confirmou que estava sendo mantida em cárcere privado.
Os policiais solicitaram que os dois saíssem para explicar a situação, mas foi possível ouvir uma discussão e o choro da criança.
Da sacada, o pai do suspeito afirmou que poderiam levar a mulher, mas não levariam o filho e a neta dele.
O homem não saiu e seu pai afirmou que ele só sairia na presença do advogado.
Os policiais solicitaram a entrada para procurá-lo e informaram que por se tratar de um flagrante, um mandado de busca domiciliar não era necessário.
O pai do suspeito continuou se negando a colaborar. A vítima, então, que já estava com os policiais, entregou a chave que estava com ela para que eles pudessem entrar na casa.
O homem não foi encontrado, mas o pai foi preso por desobediência e participação do cárcere privado.
A polícia ainda faz buscas pelo ex-marido.
Mato Grosso
Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro
O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.
A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.
“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.
Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.
“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.
O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.
“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.
A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.
Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.
No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.
Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.
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