Mato Grosso
“Sodoma e Gomorra”: Polícia Federal e o final da “Era de Corrupção” dos Conselheiros afastados
Mato Grosso
Da Redação: Lauro Nazário.
Assim como está registrado no livro de Gênesis, quando relata a destruição das cidades de Sodoma e Gomorra divido a promiscuidade, perversidade, opressão social, mentiras, proteção aos criminosos, soberba e complacência com irregularidades, a Justiça do Brasil teve que afastar os cinco conselheiros do Tribunal de Contas de Mato Grosso Antônio Joaquim, Valter Albano, José Carlos Novelli, Sergio Ricardo e Waldir Teis.
De acordo com os relatos Bíblico, enquanto Deus acabou com as cidades de Sodoma e Gomorra com bolas de fogos e enxofre, no TCE-MT a Justiça teve que abrir inquéritos, investigar, afastar e agora fazer “Operações” através da Polícia Federal nos imóveis dos conselheiros afastados, buscando mais comprovações, que poderão resultar na exoneração, julgamento e prisão dos conselheiros afastados.

Foto: TCE-MT
Hoje, o estado de Mato Grosso acordou alvoroçado com a “Operação” da Polícia Federal, que realizou buscas em imóveis de três dos cinco conselheiros afastados, Sergio Ricardo, José Carlos Novelli e Waldir Teis.

Foto: TCE-MT
Segundo informações de bastidores, a Polícia Federal deverá fazer buscas na Fazenda Rancho T, de propriedade do conselheiro afastado Antônio Joaquim, que fica localizada na BR 070 entre Cuiabá e a cidade de Cáceres.
“Uma propriedade avaliada em mais R$ 100 milhões, que até o momento sua aquisição é uma incógnita”.
Os nomes desses conselheiros afastados estão sob suspeita desde as suas indicações, como no caso de Walter Albano e José Carlos Novelli, quem não se lembra que os dois foram indicados pelo ex-governador já falecido, Dante Martins de Oliveira.
Sem falar do também conselheiro afastado Sérgio Ricardo, que na época exerceu o cargo de deputado estadual, e a sua transferência para o Tribunal de Contas ainda segue por investigação, por uma suposta comprar da vaga, que teria sido negociada por mais de R$ 8 milhões.
Por décadas, os conselheiros afastados além de se revezarem na presidência da instituição, fizeram do TCE-MT um órgão que de acordo com as investigações da Justiça, teriam supostamente desviado as suas condutas, passado de fiscalizador, para omisso e conivente com as irregularidades cometidas por prefeitos e presidentes de Câmaras em Mato Grosso.
“Waldir Teis e José Carlos Novelli que hoje foram surpreendidos pela Operação da Polícia Federal já exerceram o cargo de presidente do TCE-MT”.
“Existem rumores que os conselheiros teriam transformado o TCE-MT em um verdadeiro balcão de negócios, para prefeitos e presidentes de câmara que não teriam aplicado de forma correta os recursos públicos, que neste caso, se o julgamento das contas fossem realizados nos rigores das Leis, caberia a reprovação, mas com esses conselheiros afastados no poder, “O capeta virava anjo” tudo era possível”.
Os conselheiros afastados estavam como queriam, era a verdadeira simbologia da “Raposa cuidando do Galinheiro”, até o que as denúncias começaram a surgir, quando os jornalistas Laerte Lanes e Pedro Ribeiro começaram a mostrar as manobras que estava acontecendo no TCE-MT.
Os jornalistas incomodaram tanto os todos poderosos, que na época pareciam que estavam acima de tudo, que foram até parar na cadeia.
“Nós caímos em uma armação, eles queriam calar a imprensa de qualquer forma, eu e Pedro Ribeiro estávamos divulgando o que ninguém divulgava, assim tentaram denegrir a nossa imagem, tentando tirar a credibilidade do nosso trabalho, que graças a Deus e atuação da Justiça, hoje podemos ver o resultado do nosso trabalho, através da Operação da Polícia Federal”, disse o jornalista e apresentado do Programa da Gente, Laerte Lanes.
A situação dos conselheiros afastados agravou com a delação premiada do ex-governador Silval Barbosa, que declarou ter pago cerca R$ 53 milhões aos cinco conselheiros, durante sua gestão, para ter as suas contas aprovadas.
“Propina e extorsão”.
Pelo que tudo indica, os casos dos conselheiros afastados só vão parar quando eles estiverem degustando da quentinha do presídio.
NOTA DE NOVELLI
O conselheiro José Carlos Novelli repudia a medida de busca e apreensão realizada na manhã desta quarta-feira (17).
Desde o início das investigações, o conselheiro sempre atendeu adequadamente a todas as notificações nas quais foi instado a se manifestar e a apresentar documentos e informações.
A medida empreendida na data de hoje afigura-se totalmente desnecessária, uma vez que operação similar nessa investigação já foi executada em 2017, sem acréscimo de novos elementos.
O conselheiro reforça ainda que já são quase três anos de processo investigatório sem resolução e, mesmo com sua conduta colaborativa, ainda se vê vítima de um processo de delação premiada parcial, condenatório e vazio de provas.
Rodrigo Mudrovitsch
Advogado
NOTA DO TCE
O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) informa que a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na sede do órgão, requisitando na Secretaria de Administração, documentos de gestão do período compreendido entre 2012 e 2015. O TCE-MT reforça seu compromisso com a Justiça, colocando-se à disposição das autoridades para qualquer esclarecimento.
Os conselheiros afastados Sergio Ricardo e Waldir Teis ainda não foram localizados para falar sobre o assunto.
Mato Grosso
Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro
O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.
A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.
“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.
Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.
“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.
O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.
“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.
A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.
Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.
No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.
Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.
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