Mato Grosso

Situação dos conselheiros afastados do TCE-MT agrava com “Operação” da Polícia Federal

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação.

Mais uma notícia envolvendo os cinco conselheiros afastados do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso revolta a população e cobra ações por parte do poder público.

De acordo com o site de notícia www.pagina12.com.br, a força tarefa montada pela Polícia Federal em parceira com o Ministério Público Federal, teria encontrado movimentações suspeitas nos valores que ultrapassam R$ 170 milhões, envolvendo os conselheiros, Antônio Joaquim, Sérgio Ricardo, Walter Albano, Waldir Teis e José Carlos Noveli, com as empresas: Capgraf Editora, Indústria, Comércio e Serviços, R.M.W. Serviços de Cópias e Impressões, Prixx Tecnologia da Informática Sistemas e Empreendimentos, e a empresa Gendoc Sistemas e Empreendimentos Ltda.

“O suposto esquema entre os cinco conselheiros afastados com as empresas teria desviado mais R$ 170 milhões dos cofres públicos”, pagina12.

O ex-governador Silval Barbosa que foi preso acusado de desviar recursos público, já havia revelado em sua delação premiada à Justiça, que pagou em forma de propina aos cinco conselheiros afastados Antônio Joaquim, Sérgio Ricardo, Walter Albano, Waldir Teis e José Carlos Noveli um montante que gira entorno de R$ 53 milhões.

“Estimativa de especialistas é que as atividades dos cinco conselheiros afastados pode ultrapassar a bagatela de R$ 1 bilhão de recursos desviados em todo estado de Mato Grosso”.

Ontem, em alguns veículos de comunicação de Mato Grosso, surgiu a notícia de que o conselheiro afastado, Sério Ricardo teria declarado que possui 42 imóveis, e que a operação da PF é de mais valia para esclarecer algumas notícias que surgiram envolvendo seu nome.

Pelo que tudo indica, os cinco conselheiros afastados terão muito que explicar a justiça, já que há cada momento novos informações de desvio de recurso público são divulgadas pela imprensa.

De acordo com informações de bastidores, a situação deve ficar ainda mais complicada com a Polícia Federal e o Ministério Público fizer as ligações envolvendo o empresário Jandir Milan, com as atividades econômicas do Tribunal de Contas, no período em que os cinco conselheiros afastados Antônio Joaquim, Sérgio Ricardo, Walter Albano, Waldir Teis e José Carlos Noveli se revezaram na presidência do TCE-MT.

“O empresário Jandir Milan teria um “laranja” identificado com Valdisnei que já se encontra na mira do Ministério Público e Polícia Federal”.

Com processos e investigações de supostos envolvimentos em esquemas de licitações e pagamentos de propina, o empresário Jandir Milan já virou personagem conhecido, tanto das páginas policias, como de política, onde é chamado por muitos de o “Rei das Licitações”.

“Jandir Milan teria recebido a alcunha de “Rei das Licitações” por conta das supostas facilidades que suas empresas tinha de vencer os processos licitatórios em órgão públicos em Mato Grosso”.

“Envolvimento com Jandir Milan deve agravar a situação dos cinco conselheiros afastados”.

De acordo com os andamentos das operações da Polícia Federal, o elo de ligação entre o empresário Jandir Milan com os cinco conselheiros afastados Antônio Joaquim, Sérgio Ricardo, Walter Albano, Waldir Teis e José Carlos Noveli poderá mostrar um rombo muito maior dos desvios de recursos público.

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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