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Sicoob Integração adere à campanha “Cuiabá por Elas” e doa cerca de mil absorventes

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Campanha idealizada pela primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro

Da Redação

Menos de uma semana após a primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro, lançar a campanha “Cuiabá por Elas”, o Sicoob Integração aderiu à iniciativa e fez uma doação de aproximadamente mil absorventes, que serão desrtinados às mulheres em situação de vulnerabilidade social do município.

De acordo com o presidente da cooperativa Sicoob Integração, Maurício Lúcio Nandes, quando ficou sabendo da campanha logo veio à mente sobre os sete princípios do cooperativismo e o mais importante é o de atender à necessidade real da comunidade. Ele explica que quando foi apresentado este projeto para ele de imediato foi mobilizado e arrecadado essa quantidade de absorventes.

Para a secretária Municipal da Mulher, Luciana Zamproni, a ação nasceu de uma realidade pouco divulgada, porém com números alarmantes: segundo organizações não governamentais e empresas do setor, cerca de 23% de pessoas que menstruam no país não têm condições de adquirir absorventes todos os meses e ficou pior com a pandemia do novo coronavírus, onde o cenário econômico para as mulheres foi diretamente impactado, uma vez que foram as mais afetadas pelo isolamento social e com a diminuição de renda, limitando a possibilidade de aquisição dos produtos menstruais.

“Muitas mulheres acabam não tendo dinheiro para comprar seus absorventes e isso só agravou na pandemia. É um item básico de higiene, e a falta dele traz vários problemas de saúde e higiene, além de causar também uma discrepância educacional e profissional. Temos relatos de mulheres que acabam faltando no trabalho ou na escola porque estão menstruadas”, afirma.

A primeira-dama, Márcia, agradeceu as doações e se mostrou comovida com a rapidez em que o Sicoob Intergração se organizou e doou para a prefeitura essa quantidade significativa de absorventes.

“Nossa gratidão por essa doação. Mais do que uma questão financeira, a falta de acesso a produtos de higiene menstrual gera consequências como baixa frequência escolar ou no trabalho, aumento no risco de infecções pelo uso de produtos improvisados e inadequados, constrangimento, o que pode também levar à sobrecarga mental. Por isso, acredito que, enquanto não falarmos sobre e não questionarmos, não existirão ações para ajudar no combate da questão. Fico emocionada em receber este apoio de uma grande cooperativa como a Sicoob”, ressalta.

Júlia Batista Milhomem

 

 

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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