PODA EM CUIABÁ
Setor de poda de árvores da Limpurb com média mensal de mil procedimentos
O trabalho é executado por meio de quatro equipes que, diariamente, são distribuídas pelas regiões da cidade
Mato Grosso
A Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb) finalizou o ano de 2022 como uma média mensal de mil procedimentos de poda e corte responsável de árvores realizados em espaços públicos da Capital. O trabalho é executado por meio de quatro equipes especializadas que, diariamente, são distribuídas pelas regiões da cidade.
“Fazemos a remoção de galhos enfermos, redução de copa, além do corte. São priorizadas árvores que representam risco de causar danos humanos ou materiais. Quando há interferência na rede elétrica, acionamos a concessionária e, em situações de urgência, o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil”, explica o diretor-geral da Limpurb, Júnior Leite.
Considerado fundamental para conservação e melhoria da paisagem urbana, os serviços são feitos, minimizando os riscos parciais ou integrais de árvores e galhos. No caso da poda, a ação consiste na retirada de galhos, em função de fatores como a própria saúde da árvore e desobstrução de sinalização viária.
Já o corte trata-se de um procedimento de remoção completa da árvore, por meio do uso de motosserra e equipamentos similares. Essa atividade somente é executada após vistoria de engenheiros ambientais, comprovando tecnicamente que a árvore está condenada ou com possibilidade de gerar riscos à população.
O coordenador técnico de Limpeza Urbana, Valmir Molina, enfatiza ainda que tanto a poda como o corte são feitos seguindo as determinações da Lei Complementar 004/92 e do Decreto Municipal 5.144/2012. Ele destaca ainda que a atuação da Limpurb ocorre exclusivamente em vias e logradouros públicos.
“Esse trabalho feito corretamente contribui para o desenvolvimento saudável das árvores e com melhoria da arborização da cidade. É importante lembrar que, conforme a legislação, a Limpurb é responsável pela arborização pública. Na frente de imóveis particulares, por exemplo, cabe ao proprietário adotar as medidas necessárias”, pontua Molina.
Mato Grosso
MPMT e Prefeitura alinham ações para desocupação de áreas verdes
O avanço de ocupações irregulares em áreas públicas situadas nos loteamentos Senador Jonas Pinheiro e Residencial Ilza Therezinha Picoli Pagot foi tema de uma reunião realizada nesta sexta-feira (28) entre o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e a Prefeitura de Cuiabá. O encontro foi conduzido pela promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, titular da 17ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística da Capital, e contou com a participação do Prefeito Abilio Brunini, da Secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, e de técnicos da administração municipal. Na ocasião, foram discutidas as medidas adotadas para conter novas invasões e garantir a proteção das áreas.Recentemente, o MPMT notificou o Município de Cuiabá para que, no exercício do poder de polícia administrativa, adotasse providências destinadas à desocupação de duas áreas verdes ocupadas irregularmente. Parte da região afetada está inserida em Área de Preservação Permanente (APP), com a presença de nascente difusa. A atuação ministerial considera o crescimento das ocupações em uma área classificada pela Defesa Civil como de alto risco, exigindo medidas preventivas para impedir novas construções e assegurar a preservação ambiental.Segundo a promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, a atuação conjunta busca assegurar o cumprimento da legislação urbanística e ambiental. A região já havia sido alvo de ações fiscalizatórias anteriormente. Em abril de 2025, foram realizadas demolições de imóveis em construção e sem ocupação. Já na quinta-feira (27), uma nova operação resultou na demolição de 19 edificações desabitadas erguidas irregularmente na área invadida.De acordo com a secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, o trabalho da Prefeitura tem sido realizado em consonância com as orientações do Ministério Público. “A ação teve como foco construções sem ocupação identificadas durante o monitoramento da área. Além de famílias em situação de vulnerabilidade, foram encontradas edificações de grande porte e padrão construtivo elevado, evidenciando que parte das ocupações não está relacionada exclusivamente à necessidade de moradia. O Município seguirá adotando medidas para impedir novas invasões e garantir o cumprimento da legislação”, afirmou.A promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa reforçou que o Ministério Público continuará acompanhando o caso e adotando as medidas extrajudiciais e judiciais necessárias para promover a desocupação das áreas irregularmente ocupadas, assegurar a preservação das áreas verdes e proteger os recursos ambientais existentes na região.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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