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Semana Nacional de Trânsito: Forças de segurança realizam ações educativas

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Da Redação 

Dentro da programação da Semana Nacional de Trânsito, as forças de segurança realizam ações educativas e fiscalizatórias também nas rodovias do estado. Uma delas ocorrerá nesta quarta-feira (23.09), a partir das 19h, com início no posto de combustível São Matheus, localizado na BR-364, Distrito Industrial, saída de Cuiabá para Rondonópolis. Depois, as equipes seguem para outros postos da capital e também em Várzea Grande.

O objetivo é conscientizar motoristas que passam e utilizam o posto como ponto de parada para descanso ou refeição. De acordo com dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), de janeiro a julho de 2020 ocorreram 1.156 acidentes nas rodovias do estado, 8% a menos que o total do mesmo período de 2019, quando houve 1.251 registros. O número de mortes também reduziu 12%, com 114 casos este ano, contra 129 no ano passado. Já os feridos em estado grave aumentaram 4% (273 pessoas em 2020 e 262 em 2019), enquanto as lesões leves diminuíram 19% (916 este ano e 1.129 no ano anterior).

A chefe substituta da Superintendência da PRF-MT, Iara Alves dos Santos, reforça as orientações que serão feitas com vídeos educativos por meio de QR Code, cinema rodoviário que é a fiscalização aliada a uma palestra, entre outras iniciativas, visando à sensibilização dos usuários das rodovias. “A vida não tem preço, neste período que temos muita fumaça no estado, ações simples como lembrar de ligar os faróis são fundamentais para evitar acidentes, vamos valorizar a vida e fazer um trânsito seguro”.

O mote da Semana, que iniciou no último dia 18 e segue até o dia 25, é “Perceba o risco, proteja a vida”. Um dos focos está nos usuários vulneráveis, que são os pedestres, ciclistas, motociclistas e pessoas com deficiência. Outra abordagem da campanha educativa é a importância do respeito, com orientações que incentivem o combate à violência no trânsito e o cuidado consigo e com o próximo.

As atividades contam com a participação da Sesp-MT, por meio do Gabinete de Gestão Integrada (GGI); Polícia Militar, por meio do Batalhão de Trânsito (BPMTran); Polícia Judiciária Civil, por meio da Delegacia Especializada em Delitos de Trânsito (Deletran); Sistema Penitenciário; Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT); Polícia Rodoviária Federal (PRF); Ministério Público Estadual (MPE); Secretaria de Mobilidade Urbana de Cuiabá (Semob) e Guarda Municipal de Várzea Grande.

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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