Mato Grosso

“Sem chance”: Prestes a vencer o último prazo de 180 dias de afastamento, prisão de Teis agrava situação dos conselheiros afastados

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação.

Para quem achava que os casos de corrupção envolvendo os conselheiros afastados do Tribunal de Contas, era apenas uma particularidade de Mato Grosso, se enganou, em outros estados como Rio de Janeiro, Paraíba, Amapá e Mato Grosso do Sul, também existem membros da “Corte de Contas” que foram afastados e até presos.

Conselheiros presos do Rio de Janeiro (Operação Quinto de Ouro), presos por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Conselheiro preso do Mato Grosso do Sul, suspeito de fazer parte de grupo de extermínio.

Conselheiro preso na Bahia acusado de fraudar licitações públicas, em prestação de serviços.

Conselheiro da Paraíba é alvo de Operação – Xeque-Mate corrupção.

Conselheiros afastados do Amapá, investigados por suposto desvios de R$ 100 milhões.

Aqui em Mato Grosso, os conselheiro afastados Antônio Joaquim, Waldir Teis, Walter Albano, José Carlos Novelli e Sérgio Ricardo têm a liberdade com os dias contados, já que, assim como em outros estados, membros do TCE que cometeram irregularidades semelhantes, já estão presos e em muitos casos, ressarcindo o erário público. (Devolvendo o dinheiro).

“O povo pede por justiça, com os conselheiros afastados presos e devolvendo os recursos públicos”.

Em fevereiro deste ano, os cinco conselheiros afastados tentaram na Justiça retornar aos cargos, A decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) seguiu o voto do ministro-relator Raul Araújo, e em decisão unânime, o STJ manteve os conselheiros afastados por mais 180 dias.

Foto: STJ

Os conselheiros foram alvos de busca e apreensão da Polícia Federal na Operação Malebolge, que investigou crimes de corrução como, lavagem de dinheiro, desvio de recursos públicos e crimes contra o sistema financeiro.

“Os Conselheiros afastados e presos, para o povo é a vitória do bem contra o mal”.

Além dos conselheiros afastados terem sido denunciados pelos jornalistas, Laerte Lannes, Pedro Ribeiro e Claudio Natal, o ex-governador Silval Barbosa revelou em sua delação, como funcionava alguns esquemas envolvendo Antônio Joaquim, Waldir Teis, Walter Albano, José Carlos Novelli e Sérgio Ricardo.

No mês passado, Três dos cinco conselheiros afastados foram alvo de uma operação da Polícia Federal, Sérgio Ricardo e José Carlo Novelli e Waldir Teis, que investiga desvios de R$ 137 milhões, em contratos de tecnologia de informação.

“Além dos conselheiros afastados, ainda existe o elo de ligação entre a empresa prestadora de serviços e fornecedora de equipamentos, Jandir Milan é também investigado pela Justiça”.

Foto: Divulgação

No início deste mês de julho de 2020, o povo de Mato Grosso viu o primeiro conselheiro afastado ser preso, Waldir Teis foi até flagrado tentando esconder, jogar um cheque (provas).

Prestes a vencer o último prazo de afastamento mantido pelo Superior Tribunal Federal (STF), de 180 realizado em fevereiro de 2020, a prisão de Waldir Teis “jogou por terra” a esperança dos conselheiros afastados retornarem aos cargos.

Assim, como este conselheiro afastado e preso Waldir Teis, o povo de Mato Grosso clama por justiça, e não vê a hora da reunião dos companheiros dentro do presídio.

Foto: Divulgação. 

 

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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