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Segurança não registra nenhuma ocorrência nos primeiros dias de festival

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Da Redação

 

Nenhuma ocorrência foi registrada pelas forças de Segurança Pública nos três primeiros dias do 36º Festival Internacional de Pesca de Cáceres. O evento começou nesta quarta-feira (07.06) e segue até domingo (11.06).

As instituições elaboraram um planejamento operacional especial para garantir a tranquilidade do público nos cinco dias de festa.

A Polícia Militar realiza o policiamento preventivo e ostensivo no entorno da praça onde o festival é realizado. As equipes da Força Tática, do policiamento motociclístico e da cavalaria estão ajudando no patrulhamento.

“O policiamento montado é muito ostensivo em eventos de grande porte, principalmente no ambiente urbano. O policial a cavalo enxerga e é visto de muito longe também, o que se torna um fator inibidor para o criminoso”, disse sub-comandante da Cavalaria, major PM Robson  Fernandes da Silva.

Já o Corpo de Bombeiros Militar realiza ações preventivas no rio e na área da festa. Uma viatura de atendimento pré-hospitalar e de combate a incêndio urbano e três embarcações estão no local fazendo a segurança durante o tornei de pesca.

“Os militares passaram por uma série de treinamentos envolvendo água, corrida e pilotagem de embarcações, para manter o condicionamento físico e aprimorar o atendimento das ocorrências”, disse o  comandante da 2º Companhia Independente do Corpo de Bombeiros, capitão BM Raul Castro de Oliveira.

 Ainda durante o festival, a Polícia Judiciária Civil (PJC) está com a exposição de história da instituição e reforçou o plantão da 1ª Delegacia de Polícia e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), também reforçou o plantão do Instituto de Medicina Legal (IML) e da Perícia Criminal.

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Evento debate segurança jurídica na era da inteligência artificial

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, na manhã desta quarta-feira (21), o webinar “Sistema de Justiça na Era da Inteligência Artificial”, reunindo especialistas para discutir os desafios, riscos e oportunidades trazidos pelas novas tecnologias para as instituições públicas e para a garantia dos direitos fundamentais. O evento foi transmitido de forma virtual e contou com a participação de membros, servidores, estagiários, residentes, colaboradores do Ministério Público e público externo. Na abertura, o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira destacou a importância de promover o debate sobre inteligência artificial sob a perspectiva dos direitos humanos e do acesso à Justiça. Ele ressaltou a relevância da participação do especialista Ronaldo Lemos no encontro. “Pensando nessa situação da inteligência artificial e dos direitos humanos, pensamos em trazê-lo para esse debate tão importante dessa discussão do acesso à Justiça e da forma que vai ocorrer e já está ocorrendo com essas transformações”, afirmou. A palestra principal foi ministrada pelo advogado e especialista em tecnologia Ronaldo Lemos, que apresentou um panorama sobre a rápida expansão da inteligência artificial no mundo, seus impactos no setor público e privado e os desafios regulatórios enfrentados pelos países. Durante a exposição, ele defendeu que o desenvolvimento e a utilização da tecnologia devem ocorrer com responsabilidade e supervisão humana.“O humano precisa ter uma centralidade, ele precisa assinar e se responsabilizar com relação a qualquer criação, inclusive aquelas que são assistidas por IA. Os sistemas de IA precisam ser auditáveis e precisam ser contestáveis”, enfatizou o palestrante. Ronaldo Lemos também alertou para a necessidade de o poder público preservar sua autonomia tecnológica e evitar dependência excessiva de fornecedores externos. Segundo ele, a expansão da inteligência artificial no Sistema de Justiça deve ocorrer com transparência, mecanismos de controle e respeito às garantias fundamentais. “A infraestrutura que a gente usa para exercer as nossas tarefas no serviço público precisa ser controlada por quem usa. Não dá para a gente ficar dependente de tecnologias que vêm 100% de fora”, observou. Na sequência, o promotor de Justiça Daniel Carvalho Mariano, integrante do Comitê Estratégico de Tecnologia da Informação e do Laboratório de Inovação do MPMT, participou do debate e abordou os desafios da implementação responsável da inteligência artificial no setor público. Para ele, é necessário investir na capacitação dos usuários e estabelecer uma cultura institucional voltada ao uso adequado dessas ferramentas.“O usuário final precisa ter o mínimo de conhecimento e aplicar as regras. Podemos entrar em todas as outras questões, mas se o usuário final não tem o mínimo de conhecimento, não adianta apenas teorizar”, ponderou. Daniel Carvalho Mariano também reforçou a importância da supervisão humana sobre os sistemas inteligentes e da transparência nos processos de treinamento dos algoritmos. Segundo o promotor, a inteligência artificial deve atuar como ferramenta de apoio, sem substituir a análise crítica e a responsabilidade dos profissionais que atuam no Sistema de Justiça. Ao longo do webinar, foram debatidos temas como eficiência e celeridade proporcionadas pelas novas tecnologias, proteção de dados pessoais, ética, transparência, segurança jurídica, riscos da automação excessiva e mecanismos de governança para o uso responsável da inteligência artificial. Os participantes também discutiram experiências nacionais e internacionais relacionadas à aplicação dessas ferramentas em tribunais, órgãos de controle e instituições públicas. O webinar “Sistema de Justiça na Era da Inteligência Artificial” foi realizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, por meio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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