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Sedec inaugura Centro de Atendimento Empresarial em mais dois municípios

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Da Redação

 

Mais duas unidades do Centro de Atendimento Empresarial (CAE) foram inauguradas em Mato Grosso, no município de Alto Araguaia (418 km de Cuiabá) e em Alto Garças (357 km da Capital), na região Sudeste. Os novos CAEs entraram oficialmente em funcionamento nesta quarta-feira (14.06), às 9h e às 15h, respectivamente.

Com isso, já são 17 centros implantados na atual gestão, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) e restam outros cinco para serem inaugurados, que irão totalizar 72. O trabalho é realizado pelos agentes de desenvolvimento local, pessoas cedidas pelas prefeituras e que recebem capacitação para atuarem.

O foco do atendimento disponibilizado pelo CAE é o Microempreendedor Individual (MEI), ou seja, o micro e pequeno empresário. “Os serviços ofertados pelos Centros de Atendimento Empresarial estão em fase de ampliação, uma vez que se trata de um instrumento de desenvolvimento econômico, pois o CAE, por meio dos agentes de desenvolvimento local (atendentes), passa a ser um articulador da economia no município, indo atrás da regularização do empreendedor e, dessa forma, abrindo perspectiva de mercado para esse trabalhador que, formalizado, pode vender para o Governo”, destacou o secretário-adjunto de empreendedorismo e investimento da Sedec, Leopoldo Mendonça.

“Se não fosse o CAE, teríamos dificuldades para resolver as questões. Vai melhorar muito a economia, vai ajudar a desenvolver e fomentar o empreendedorismo. Estamos aptos para realizar abertura e fechamento de empresas e fazer alterações. Nossa expectativa é positiva desde a primeira capacitação que recebemos para operacionalizar”, frisou a agente de desenvolvimento econômico local de Alto Araguaia, Nelci Pio Peron.

Na cidade, já foram cadastrados 10 MEIs, por meio do Centro de Atendimento Empresarial que estava funcionando timidamente desde abril deste ano, aguardando a abertura oficial. No mês de maio, também foi realizada a Semana do MEI.

Segundo Nelci, a procura é grande pelo atendimento no CAE, que funciona na Prefeitura, e os interessados já estão agilizando a documentação para se formalizarem e, assim, ampliarem a atuação no mercado.

Alto Garças

Em Alto Garças, a situação também é promissora. Com cerca de 12 mil habitantes, a cidade tem, segundo as estatísticas, aproximadamente 310 MEIs cadastrados e outros 10 que já procuraram o agente para se formalizarem.  “Com o CAE, vamos levar informações e conhecer a situação desses empreendedores, se estão todos ativos e orienta-los sobre as vantagens de serem formalizados. Agora, com a inauguração, vamos fazer a divulgação em emissoras de rádio e propaganda volante (panfletos) para que procurem o CAE. Muitos querem se regularizar”, pontuou o agente de desenvolvimento local, Leandro Lemes Pereira.

Outras iniciativas estão previstas, como por exemplo, a realização de cursos e palestras, com apoio do Sebrae-MT, para motivar os empresários. O CAE funciona na Galeria Ruaro, Sala 11, na Avenida 7 de Setembro, Centro.

Cronograma

Ainda faltam cinco CAEs para serem inaugurados, mas que já estão equipados, nos municípios de Juscimeira, Poconé, Lucas do Rio Verde, Juara e Várzea Grande. O de Juscimeira deve ser inaugurado na segunda quinzena de junho e, na sequência, o de Juara. Os demais aguardam definição dos gestores municipais.

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MPMT capacita servidores sobre planejamento de contratações e uso de IA

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O Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) promoveu, nos dias 24 e 25 de setembro, uma capacitação voltada aos servidores da área-meio sobre planejamento de contratações públicas e o uso de novas tecnologias no desenvolvimento dos documentos exigidos pela legislação. Com o tema “O planejamento da contratação com base na Lei 14.133/2021 – construindo ETPs e TR com uso do ChatGPT e outras tecnologias para servidores do MPMT”, o curso foi ministrado pelo professor Sandro Bernardes, auditor do Tribunal de Contas da União (TCU).Ao longo dos dois dias, os participantes tiveram contato com aspectos relacionados ao planejamento das contratações, especialmente à elaboração de documentos como o Estudo Técnico Preliminar (ETP) e o Termo de Referência (TR), além de conhecerem possibilidades de aplicação da inteligência artificial e de outras ferramentas tecnológicas na rotina de trabalho.Para o assessor especial da Subprocuradoria-Geral de Justiça Administrativa, José Fabrício Silva, a capacitação ocorre em um momento importante de adaptação às exigências trazidas pela nova legislação de contratações públicas.“Esse tipo de capacitação é fundamental por dois aspectos essenciais. O primeiro é que as equipes que constroem essas demandas de contratação ainda precisam de formação sobre a estrutura dos documentos e tudo o que precisa ser preparado para que uma contratação seja realizada”, explicou.José Fabrício também destacou a utilização da inteligência artificial como uma ferramenta capaz de auxiliar os servidores diante do volume e da complexidade dos documentos produzidos no processo de contratação. “São documentos, às vezes, de muitas páginas, de uma estrutura que a lei exige que seja feita. A capacitação realmente veio para ajudar no dia a dia”, afirmou.Na avaliação do servidor, a incorporação de novas tecnologias à administração pública tende a fazer parte cada vez mais da rotina. “Quanto mais capacitadas as pessoas para darem conta de acompanhar esse avanço, que não é só no setor público, mas também no setor privado, melhores serão os resultados para a administração e, consequentemente, para a população”, ressaltou.A servidora Débora Luz, que atua na Coordenadoria de Engenharia e acompanha atividades relacionadas ao departamento, também destacou a importância da formação continuada. Entre suas atribuições estão o assessoramento na elaboração de documentos relacionados às contratações de engenharia, com atenção à legislação e às normas aplicáveis.Para ela, cursos dessa natureza são fundamentais para o aprimoramento dos processos de contratação do Ministério Público. “Não só importante, como essencial, fundamental. Uma condição sem a qual não é possível nós evoluirmos nossas contratações e licitações aqui no Ministério Público”, afirmou.Débora defendeu ainda que a capacitação seja realizada de forma permanente, permitindo o aprofundamento dos conhecimentos e a aplicação prática dos conteúdos. “A cada etapa, a cada curso, você permite se aprofundar mais na matéria e aplicar na sua prática. Então, sem uma reincidência, um retorno disso, eventualmente até com alguns mesmos professores ou mesmas temáticas, a gente não consegue andar evoluindo os resultados”, explicou.Para a servidora, a participação de especialistas com experiência na administração pública federal também contribui para aproximar o conteúdo apresentado da realidade enfrentada pelas equipes do MPMT.O professor Sandro Bernardes ressaltou que a atualização dos servidores é essencial diante das transformações pelas quais passa a administração pública. Segundo ele, o curso integra um processo de desenvolvimento de capacidades e habilidades necessárias aos profissionais que atuam em todas as etapas da contratação pública, desde o planejamento até a entrega do objeto à sociedade. “Não existe retrocesso” no uso da inteligência artificial, afirmou o professor, ao destacar que essas ferramentas tendem a ser incorporadas cada vez mais ao cotidiano profissional.O instrutor também chamou atenção para o papel da tecnologia como instrumento de apoio ao trabalho dos servidores, e não como substituta da atuação humana. Para ele, ferramentas de inteligência artificial podem potencializar o trabalho, proporcionando maior celeridade e novas possibilidades de pesquisa e análise, mas a supervisão humana permanece indispensável. “O que as plataformas, os chats e as IAs que temos à disposição vão fazer por nós é potencializar o nosso trabalho”, explicou.Sandro Bernardes destacou ainda que a responsabilidade pelas decisões continua sendo humana, especialmente no serviço público, que tem como finalidade atender às necessidades da sociedade. “A supervisão humana ainda é necessária, primeiro pela responsabilidade que a gente tem diante da comunidade civil. A plataforma nunca vai se comportar como ser humano; ela vai emular, vai usar algoritmos, números para tentar traduzir aquilo que considera como interesse público”, afirmou.Segundo o professor, a tecnologia pode ampliar as possibilidades de atuação dos servidores, mas não substitui aspectos próprios da experiência humana, como a capacidade de compreender contextos, interpretar situações e manter proximidade com a sociedade.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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