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Secel abre processo seletivo para contratação temporária de profissionais
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Da Redação
Nesta quinta-feira (08.10), a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) tornou público o processo seletivo simplificado para contratação temporária de profissionais. A seleção visa admitir 18 trabalhadores por um período de seis meses para ajudar nas atividades relacionadas à execução da Lei Aldir Blanc no estado. Inscrições a partir do dia 19 de outubro.
“Temos pouco tempo para executar e prestar contas das ações emergenciais previstas na Lei Aldir Blanc, por isso precisamos acrescentar esses profissionais nessa força-tarefa durante esse período de seis meses. É uma contratação temporária e emergencial. Teremos centenas de termos de compromissos, contratos, muitas ações que necessitam de agilidade para garantirmos o amparo do setor cultural mato-grossense”, explica o titular da Secel, Alberto Machado.
As oportunidades são para cargos de nível médio e superior. Para as funções que exigem ensino superior serão selecionados profissionais das áreas jurídica, comunicação, economia, administração ou ciências contábeis e ainda de qualquer área de atuação.
Com carga horária de 30 horas semanais, os salários oferecidos são de R$ 2.448,84 para nível médio, e de R$ 4.646,80 para nível superior. Os interessados em concorrer a uma das vagas poderão se inscrever entre os dias 19 e 26 de outubro de 2020, presencialmente ou online.
Para elaboração do processo seletivo, foram considerados os decretos estaduais de regulamentação do Fundo Estadual de Política Cultural de Mato Grosso e de declaração de estado de calamidade pública por causa da Covid-19, bem como o decreto federal que regulamenta as ações emergenciais destinadas ao setor cultural, dentre outros.
Serviço
Processo seletivo simplificado para contratação temporária de profissionais
Período de inscrições: 19 a 26 de outubro
Acesso ao edital, anexos e formulários: www.cultura.mt.gov.br/editais
Cidades
Horta escolar transforma plantio e colheita em aprendizado na zona rural de VG
Aprender colocando a mão na terra, acompanhando o crescimento das plantas e descobrindo de onde vêm os alimentos que chegam à mesa. É dessa forma que os alunos da EMEB Benedito Abraão, localizada na região rural do Formigueiro, em Várzea Grande, participam de uma ação pedagógica que transforma os espaços da própria escola em ambientes de aprendizagem.
Desenvolvida regularmente ao longo do ano pela direção da unidade, em conjunto com professores, Técnicos de Desenvolvimento Educacional Especializado (TDEEs), Técnicos de Desenvolvimento Infantil (TDIs) e demais profissionais, a iniciativa conta com o apoio da Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL).
A proposta envolve os estudantes em diferentes etapas, desde o plantio e os cuidados com a horta e os demais cultivos até a tão esperada colheita. Entre os alimentos produzidos na escola estão mandioca, abacaxi, abóbora, verduras e outros produtos que, depois de colhidos, também podem complementar as refeições servidas aos próprios alunos.
A atividade não tem uma data específica para acontecer. É a própria natureza que determina o calendário. Quando um alimento está pronto para ser retirado da terra ou colhido, a equipe aproveita o momento para transformar a experiência em uma atividade educativa.
Segundo a diretora da EMEB Benedito Abraão Nassarden, Rosalina Costa Santos, os alunos acompanham esse processo de perto.
“Não temos um dia específico, porque tudo depende do tempo de cada plantação. Temos mandioca, abacaxi, horta e outros cultivos. Quando percebemos que está pronto para colher, levamos as crianças e fazemos esse trabalho com elas. O abacaxi, por exemplo, foi plantado no começo do ano e agora começou a amadurecer. Então, assim que encontramos os frutos maduros, já fazemos a colheita com os alunos”, explicou a diretora.
A participação envolve principalmente estudantes do 3º, 4º e 5º anos do período matutino, mas o trabalho faz parte da rotina pedagógica da unidade e mobiliza toda a comunidade escolar. Em algumas atividades, até mesmo os pais dos alunos já participaram das ações de plantio e cultivo.
Por estar localizada na zona rural, a EMEB Benedito Abraão também utiliza a atividade para aproximar os conteúdos escolares da realidade vivenciada pelas crianças e suas famílias, valorizando os conhecimentos e as práticas presentes na própria comunidade.
A secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, destaca que experiências como essa fortalecem uma educação conectada à realidade dos estudantes.
“Quando a escola utiliza o ambiente onde a criança vive como parte do processo de aprendizagem, o conhecimento ganha ainda mais significado. Uma horta pode ensinar ciências, matemática, educação ambiental, alimentação saudável, cooperação e responsabilidade. Em uma unidade da zona rural, essa experiência também valoriza os saberes e a cultura da própria comunidade. É uma aprendizagem que ultrapassa a sala de aula e que as crianças levam para a vida”, ressaltou Maria Fernanda.
Colher, preparar e compartilhar
O resultado do trabalho também chega à cozinha da escola. Os alimentos produzidos são aproveitados pela própria unidade e ajudam a complementar as refeições oferecidas aos estudantes. Quando há mandioca disponível, por exemplo, as cozinheiras podem colher o alimento e utilizá-lo no preparo dos pratos.
A horta recebe cuidados constantes, inclusive com a participação dos estudantes, que ajudam no plantio e na manutenção dos cultivos. Assim, as crianças acompanham todo o percurso do alimento: do preparo da terra ao plantio, do crescimento à colheita e, finalmente, ao consumo.
Em algumas épocas, a produção chega a superar a quantidade necessária para o consumo na escola. Foi o que ocorreu com a plantação de abóboras.
“Neste ano tivemos uma colheita muito boa de abóbora. Produziu bastante e, além do que foi aproveitado aqui, as crianças puderam levar abóboras para casa. É muito gratificante porque eles plantam, acompanham, cuidam e depois veem o resultado de todo esse trabalho”, contou a diretora.
Para a SMECEL, ações como a desenvolvida na EMEB Benedito Abraão demonstram como atividades simples, conectadas ao cotidiano, podem se transformar em importantes ferramentas pedagógicas. Além de incentivar hábitos alimentares mais saudáveis e o respeito ao meio ambiente, a experiência estimula a autonomia, a curiosidade, a cooperação e o sentimento de pertencimento dos estudantes.
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