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160 anos de Rosário Oeste: aniversário com parcerias para melhor infraestrutura

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Governo do Estado investe em infraestrutura rodoviária, em campo de cultivo experimental da Empaer e no auxílio financeiro emergencial e material (cestas básicas e cobertores) a população carente

Da Redação

Rosário Oeste, cidade na Baixada Cuiabana com 17 mil habitantes e distante 103 quilômetros de Cuiabá, comemora 160 anos de fundação nesta sexta-feira, 25 de junho, com parcerias do Governo na pavimentação e manutenção de rodovias, em suporte à agricultura familiar, entre outras ações.

O município foi beneficiado, neste mês de junho, com a entrega, pelo Governo do Estado, de uma motoniveladora para manutenção de 404 km de rodovias não pavimentadas no município. No total, foram entregues 74 maquinários a 22 instituições, entre prefeituras, consórcios intermunicipais e associações, com investimentos de R$ 42,2 milhões.

Chegada de novos maquinários para Sinfra
Créditos: Tchélo Figueiredo – SECOM/MT

Foi dada ordem de serviço para a construção da ponte de concreto, com 151 metros de extensão, sobre o Rio Manso na MT-244, no sentido distrito de Marzagão. Também está em fase de elaboração e revisão de projetos a pavimentação das MTs 241 e 244, que cruzam seu território, parte de um lote beneficiando 12 municípios com a pavimentação de 256,56 quilômetros e construção de cinco pontes de concreto.

Os projetos são parte do Programa Mais MT, com investimentos de R$ 4,73 bilhões em infraestrutura na atual gestão (2019-22).   

Agricultura familiar

A Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Empaer) mantém no município um campo experimental, onde, entre outras experiências, estão sendo desenvolvidas técnicas de produção de mudas enxertadas de Castanha-do-Brasil. 

Assistência Social

Por meio da Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social, além da recente entrega de 1.769 cartões do Ser Família Emergencial, foram doados a famílias carentes do município 2.915 cestas básicas entre 2020 e 2021, pelo programa Vem Ser Mais Solidário, e 1.873 cobertores, pelo Aconchego, em 2019.

Saúde e repasses

A Secretaria de Estado de Saúde repassou ao município 1.450 testes rápidos para detecção do coronavírus e medicamentos para combatê-lo, num total de 62.771 comprimidos, entre azitromicina (7.718), ivermectina (6.174) e dipirona (48.880), também distribuído em gotas, com 1.201 frascos.              

Entre 2020 e 2021, o Governo do Estado repassou R$ 17,648 milhões aos cofres municipais em ICMS, IPVA e Fethab; R$ 3,255 milhões em assistência social, transporte escolar e emendas parlamentares entre 2019 e 2020; e R$ 1,138 milhão em fundos de saúde entre 2019, 2020 e 2021.

Economia

Segundo dados do IBGE de 2018, os setores de administração pública, com R$ 103,115 milhões, agropecuária (R$ 86,338 milhões) e serviços (R$ 85,010 milhões) se equilibram na composição do Produto Interno Bruto (PIB) municipal de R$ 315,492milhões. Impostos (R$ 27,191 milhões) e indústria (R$ 13,836 milhões) fecham a soma. O PIB per capita é R$ 18.303,21.

No mesmo ano, R$ 46,516 milhões foram pagos, entre salários e outras remunerações, por 168 empresas e organizações atuantes a 1.565 pessoas ocupadas (9,1% da população), das quais 1.369 assalariadas. Média de 2,7 salários mínimos mensais.  

Quinto produtor mato-grossense de mamão em 2019, com 300 toneladas e sétimo na produção de abacaxi, 900 toneladas, conforme o IBGE, Rosário Oeste tem a soja (87,5 mil toneladas) e o milho (43,7 mil toneladas) como carros-chefes de sua produção agrícola. O município cultivou ainda banana, coco-da-baía, limão, manga, maracujá, algodão, arroz, cana de açúcar, feijão, mandioca, melancia, melão e sorgo.  

SECOM MT

Rosário Oeste foi o quinto maior produtor mato-grossense de mamão em 2019

Na pecuária, detém um rebanho bovino, com 213,88 mil cabeças, das quais 950 vacas ordenhadas, com 1,1 milhão de litros de leite; rebanho galináceo com 69,1 mil cabeças, das quais 18,5 mil galinhas, com 129 mil dúzias de ovos; 3,8 milhões de alevinos; 8.511 suínos (773 matrizes), 4.383 ovinos, 5.314 equinos, 204 toneladas de peixes em cativeiro, 4,24 toneladas de mel de abelha.

Na silvicultura, o município registra 2,7 mil hectares de eucalipto e 1,68  mil de outras espécies plantados e uma produção de 48,37 m2 de madeira em tora e 1,65 mil m3 de lenha; além da extração de 8,86 m3 de lenha.

História

A fundação de Rosário Oeste está ligada ao ouro e ao bairro Monjolo. Por volta de 1750, chegaram à região os primeiros moradores, onde se encontravam os Bakairi. No século seguinte, o povoado foi mudado para onde se localiza atualmente o centro urbano.

Em 1833 foi elevado a distrito, como Nossa Senhora do Rosário do Rio Acima, subordinado a Cuiabá. Em 25 de junho de 1861, a vila, ainda como Nossa Senhora do Rosário do Rio Acima. Foi instalado janeiro de 1865.

Em junho de 1915, passou a se chamar Rosário Oeste e, em janeiro de 1918, foi  elevada a município. Já teve como distrito o atual município de Nobres.

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BC reforça regras de proteção ao consumidor nas ofertas de crédito

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As propagandas de empréstimos obedecerão a novas regras a partir do próximo ano, decidiu nesta sexta-feira (23) o Banco Central (BC). O órgão aprovou três resoluções para reforçar a proteção dos consumidores na contratação de crédito.

As mudanças também criam um painel para consulta de dívidas e aumentam as exigências para a oferta de crédito durante transações pelo Pix.

As medidas buscam evitar ofertas inadequadas, dar mais clareza sobre os custos dos empréstimos e ajudar os clientes a avaliar se conseguem assumir novas dívidas. As regras também preveem proteção adicional para pessoas em situação de vulnerabilidade financeira.

As resoluções serão implementadas em etapas. A regulamentação sobre ofertas ativas de crédito começa a valer em 31 de março de 2027. As regras sobre o Painel de Dívidas Consolidadas e sobre a oferta de crédito no Pix entram em vigor em 1º de julho de 2027.

O que muda?

As três resoluções tratam de situações diferentes da relação entre bancos e clientes:

  • Resolução BCB 601: determina a disponibilização de um painel com informações sobre dívidas, além de simulações de custos e alertas antes de novas contratações.
  • Resolução BCB 602: permite bloquear propagandas e ofertas ativas de crédito e estabelece proteção adicional para clientes em situação de vulnerabilidade financeira.
  • Resolução BCB 603: estabelece regras para ofertas de crédito durante a iniciação de transações pelo Pix, incluindo consentimento prévio e intervalo mínimo antes da primeira oferta.

Bloqueio de ofertas

Com vigência prevista para 31 de março de 2027, a Resolução BCB 602 estabelece regras para as ofertas ativas de crédito, como propagandas e mensagens que bancos e outras instituições financeiras enviam aos clientes para oferecer empréstimos e outros produtos.

Com a mudança, as instituições deverão disponibilizar um mecanismo claro para que o consumidor bloqueie esse tipo de publicidade.

Para clientes em situação de maior vulnerabilidade financeira ou com risco de endividamento excessivo, haverá exigências adicionais: as ofertas dependerão de autorização prévia, específica e inequívoca do cliente.

Nesses casos, as ofertas autorizadas deverão ter como objetivo melhorar as condições financeiras do consumidor, sem disponibilizar novos recursos para contratação de dívidas.

Veja exemplos de operações permitidas nesse contexto:

Renegociação: substituir uma dívida por condições de pagamento mais adequadas.

Portabilidade: transferir uma operação de crédito para outra instituição, conforme as regras aplicáveis.

Migração de produto: trocar uma modalidade de crédito por outra com condições mais vantajosas.

A medida não impede o cliente de procurar espontaneamente um banco, pesquisar opções e contratar produtos financeiros. O foco é aumentar o controle sobre as ofertas que chegam até ele.

Quando começa: 31 de março de 2027.

Painel de dívidas

Em vigor a partir de 1º de julho, a Resolução BCB 601 prevê que as instituições financeiras disponibilizem aos clientes o Painel de Dívidas Consolidadas. A ferramenta reunirá informações sobre operações de crédito para facilitar a compreensão do endividamento e do comprometimento da renda.

Na prática, o painel deverá ajudar o consumidor a visualizar quanto deve e avaliar melhor o impacto de assumir uma nova obrigação financeira.

Antes de uma nova contratação, as instituições também deverão apresentar simulações dos custos da operação e de seus efeitos financeiros, acompanhadas de alertas quando houver situações de maior risco.

O que o painel deverá oferecer?

  • Informações sobre dívidas: consulta às operações de crédito mantidas na própria instituição;
  • Simulações de custos: estimativas para ajudar o cliente a entender o impacto financeiro de um novo empréstimo;
  • Alertas de risco: avisos sobre situações que possam comprometer a capacidade de pagamento;
  • Ampliação dos dados: incorporação posterior de informações do Sistema de Informações de Créditos (SCR) e do Open Finance.

O SCR é uma base de informações sobre operações de crédito mantida pelo Banco Central. Já o Open Finance permite o compartilhamento autorizado de dados financeiros entre instituições participantes.

Inicialmente, o painel contemplará as operações mantidas na própria instituição financeira. Em uma etapa posterior, a integração com o SCR e o Open Finance permitirá ampliar a visão sobre as dívidas do cliente em diferentes instituições.

A ampliação dessas informações poderá ajudar o consumidor a ter uma visão mais abrangente de sua situação financeira e a identificar o peso das dívidas no orçamento.

Crédito durante o Pix

Também com vigência a partir de 1º de julho, a Resolução BCB 603 estabelece novas exigências para a oferta de crédito durante a iniciação de transações pelo Pix.

A medida busca evitar que o consumidor seja levado a contratar um empréstimo sem compreender adequadamente as condições da operação ou sem ter tempo suficiente para avaliar a proposta.

Entre as exigências estão:

  • Consentimento específico: a oferta de crédito dependerá de autorização prévia do usuário;
  • Prazo mínimo: deverá haver um intervalo de pelo menos 24 horas entre a habilitação da oferta e a apresentação da primeira oferta de crédito;
  • Simulador: as instituições deverão disponibilizar ferramentas para simular as condições do crédito;
  • Consulta de operações: os clientes terão acesso a um ambiente para consultar as operações contratadas;
  • Regras adicionais: a resolução estabelece restrições para determinadas modalidades do Pix e regras para devoluções relacionadas a operações de crédito.

Uma das principais distinções é que a nova regulamentação não altera o recebimento normal de uma transferência pelo Pix: o beneficiário continuará recebendo o valor de forma instantânea e integral.

O foco das regras é a oferta de crédito associada à iniciação de transações, e não o funcionamento básico do sistema de pagamentos.

Como afeta o consumidor?

As mudanças procuram dar ao cliente mais condições de avaliar propostas, controlar a publicidade recebida e compreender o impacto das dívidas antes de contratar novos empréstimos.

Na prática, o consumidor terá os seguintes benefícios:

  • Mais controle sobre propagandas e ofertas ativas de crédito;
  • Proteção adicional em situações de vulnerabilidade financeira;
  • Informações mais organizadas sobre as dívidas e a capacidade de pagamento;
  • Simulações e alertas antes de assumir novos compromissos;
  • Mais transparência nas ofertas de crédito relacionadas ao Pix.

As medidas, informou o BC, também buscam reduzir o risco de superendividamento, situação em que o consumidor acumula dívidas que comprometem sua capacidade de pagar as despesas e obrigações financeiras.



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