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“Rei das licitações fraudulentas”: Jandir Milan, FIEMT e os R$ 34 milhões

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Da Redação.

Um esquema milionário, dois esquemas, três esquemas, e outros mais, neste caso da FIEMT, o empresário Jandir José Milan é denunciado por fazer parte de supostos favorecimentos, “vendas casadas”, envolvendo empresas fornecedoras de móveis e programas de software para o SESI, FIEMT e SENAI.

De acordo com dados das primeiras notícias publicadas, só nesses supostos esquemas com o sistema S, Milan e seus parceiros teriam movimentado a bagatela de R$34 milhões.

 “As empresas que venciam as licitações coincidentemente, comprovam materiais da marca Milan para fornecer ao sistema S”.

O empresário Jandir José Milan é conhecido no cenário da política, envolvendo o principais órgão públicos, como também a maioria dos 141 municípios, como o “Rei das Licitação”.

“O suposto esquema de favorecimento foi descoberto e denunciado desde 2011”.

“Dados de bastidores apontam que o empresário Jandir José Milan teria liga em supostas prestações de serviços para a Secretaria de Educação do Estado de Mato (SEDUC-MT), Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECITEC-MT), Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Tribunal de Justiça (TJ), Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE) e várias Prefeituras e Câmaras Municipais.

“Até o momento, não se sabe quais são as forças ocultas que mantem Jandir José Milan fora das grades”.

Desta forma, como os conselheiros afastados do Tribunal de Contas do Estado, estão começando a parar na cadeia, é esperado que o empresário Jandir José Milan faça o mesmo caminho do Centro de Custódia.

Com a iminência de uma prisão, fontes ligadas ao empresário, informação que Milan já estaria preparando um relatório, com documentos para fazer uma delação premiada, mostrando e comprovando como era feito o esquema de desvio de recursos no TCE-MT.

Se a delação de Milan se confirmar, a situação dos conselheiros afastados irá se agravar ainda mais, já que para a sociedade mato-grossense, a prisão dos demais conselheiros é apenas uma questão de dias.

Foto: FIEMT

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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