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Recuperandos começam a atuar no combate às chamas na zona urbana de Poconé

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Mato Grosso

Da Redação

Dez recuperandos do Complexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas começaram a atuar no combate às chamas da região urbana de Poconé (104 km de Cuiabá), nesta sexta-feira (14.08).

A atuação dos presos teve início após intenso treinamento no Corpo de Bombeiros Militar (CBM), em Cuiabá, tornando possível a formação dos recuperandos atuando como brigadistas.

O prefeito de Poconé, Tatá Amaral, fez questão de receber os novos brigadistas na Escola Estadual Maria Helena de Araújo, aproveitando a oportunidade para agradecer ao Governo do Estado e à Vara de Execução Penal do Poder Judiciário.

“Essa soma de esforços nos dá condições de combater as queimadas o mais rapidamente possível e dá tranquilidade às pessoas que aqui residem”, disse o prefeito de Poconé.

Os presos ficarão à disposição do município durante um período de dez dias, o suficiente para novas turmas de recuperandos voluntários serem capacitadas e assim, também atuarem na cidade.

A experiência, segundo Rodrigo Amâncio, é mais uma possibilidade de reinserção no mercado de trabalho e uma nova história a ser construída.

“É uma experiência muito boa que servirá para a nossa vida profissional e a gente pode até achar um serviço, já que a gente vai ganhar um certificado. E vai ser muito bom para a gente, que pretende sair daquele lugar e mudar de vida”, disse o recuperando.

Apesar de ser uma atuação voluntária, os presos que atuarem no município terão remição de pena: a cada três dias trabalhados equivalem a menos um dia de pena. A atuação dos reeducandos será acompanhada pelos policiais penais, além do monitoramento por tornozeleira eletrônica.

“Trata-se de um trabalho voluntário, em que pesquisamos quem gostaria de participar. E esse é um diferencial, já que o magistrado que analisar o processo pode ver que esse preso atuou voluntariamente no combate aos incêndios na região do Pantanal”, pontuou o secretário adjunto de Administração Penitenciária, Emanoel Flores.

Com uma diminuição das queimadas na região graças à Operação Pantanal II, o trabalho dos reeducandos será mantido. Neste final de semana, por exemplo, os presos farão o asseio das pontes da Transpantaneira como forma de evitar novas queimadas. Uma missão que para o recuperando Otávio Brandão tem destino certo.

“A gente está aqui para ajudar o Pantanal mato-grossense e a população de Poconé e a gente vai dar o melhor sem medir esforços, agarrando essa oportunidade com unhas e dentes para a gente ajudar a sociedade”, finalizou o recuperando.

 

Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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