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Rádio Digital: Governo investe em tecnologia para combater a criminalidade

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Da Redação.

O governador Mauro Mendes afirmou que a radiocomunicação digital é um marco na Segurança Pública de Mato Grosso, pois “impede os bandidos de escutar a conversa dos nossos agentes”.

A nova tecnologia foi ativada nesta quinta-feira (15.10) pelo próprio governador, que operou uma transmissão com agentes de segurança em Rondonópolis (216 km de Cuiabá).

O ato foi acompanhado pelo promotor de Justiça Mauro Zaque; pelos secretários de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamente, e de Gabinete de Governo, Jordan Espíndola; pelos comandantes da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, coroneis Jonildo Assis e Alessandro Borges, respectivamente; e por demais autoridades de Segurança.

“Não tenho dúvida de que nos próximos dois anos vamos ter um estado tecnologicamente muito bem equipado. Não é um desejo, é uma necessidade imperiosa caminhar ao lado da tecnologia, para prestar um serviço com eficiência e custando menos para a sociedade”, ressaltou o governador.

Mauro Mendes destacou que a radiocomunicação digital abrangerá as unidades da Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Perícia Oficial e Identificação Técnica e Sistema Penitenciário.

O principal ganho dessa ferramenta é que a transmissão passa a ser totalmente digital, com dados criptografados, ou seja, que não podem ser interceptados pelos criminosos. Desta forma, não há possibilidade de bandidos “copiarem” a frequência de transmissão e ouvirem os diálogos mantidos entre as forças de Segurança.

“É um marco na Segurança Pública porque ela traz segurança na nossa comunicação. Traz a confiabilidade que nós precisamos ter para que as forças de Segurança possam atuar de maneira estratégica, coordenada, e efetivamente garantir o sigilo do diálogo entre as nossas forças de Segurança, porque impede os bandidos de escutar a conversa dos nossos agentes”, pontuou.

A nova tecnologia foi viabilizada com recursos de R$ 10 milhões, valores oriundos de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado entre a Sesp e o Ministério Público Estadual. Foram adquiridas 19 conjuntos de Estações Repetidoras (ERB’s), 950 unidades de rádio portátil, 160 rádios móveis e 80 fixos, além de demais instrumentos necessários.

Inicialmente, a tecnologia será disponibilizada para a região metropolitana e, posteriormente, expandida a outros municípios.

“É uma grande aquisição que vai trazer mais segurança para a Baixada nesta primeira fase, que será ampliada, e teremos essa tecnologia em todo o estado de Mato Grosso até 2022. Será um dos grandes legados para o funcionamento e celeridade da comunicação na Segurança Pública. Agradeço ao promotor de Justiça Mauro Zaque, ao secretário Bustamente, à Polícia Rodoviária Federal e a todos os nossos servidores da Segurança Pública, que trabalharam para colocar esse projeto em funcionamento”, concluiu o governador.

 

Foto por: Mayke Toscano/Secom-MT

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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